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1. A Gênese do Pensamento
Econômico: Do Liberalismo ao Monopólio
O Liberalismo Clássico
consolidou-se no século XVIII, impulsionado pela Revolução Industrial e pela
Escola de Manchester. Embora Adam Smith seja o pilar com "A
Riqueza das Nações" (1776), a doutrina foi expandida por David
Ricardo (teoria das vantagens comparativas), Thomas Malthus (limites
do crescimento populacional) e Jean Baptiste Say (Lei de Say). Eles
refutavam o protecionismo mercantilista, defendendo que o Estado deveria
abster-se de regular a economia.
- A Mão Invisível:
Metáfora de Smith para a autorregulação do mercado. Através da livre
concorrência, o interesse individual (lucro) resultaria no bem comum
(melhores produtos e preços baixos), ajustando naturalmente a oferta e a
procura.
- Conceitos Fundamentais:
- Homo Economicus:
O sujeito que age racionalmente visando o benefício próprio, motor da
eficiência sistêmica.
- Utilidade Marginal:
Valor atribuído à última unidade consumida de um bem; quanto mais
abundante o bem, menor sua utilidade marginal.
- Paradoxo do Valor:
A água, essencial à vida (alto valor de uso), possui baixo valor
de troca por sua abundância. O diamante, supérfluo (baixo valor de
uso), possui alto valor de troca devido à sua raridade.
A evolução do sistema
capitalista, contudo, buscou contornar a livre concorrência para acelerar a
acumulação através de associações de capitais:
|
Forma de Associação |
Objetivo e Funcionamento |
|
Cartel |
Acordo (formal ou
informal) entre empresas do mesmo setor para fixar preços e dividir mercados,
eliminando a concorrência. |
|
Truste |
Fusão de empresas
(vertical ou horizontal) que perdem autonomia para formar uma grande
companhia que domina o setor. |
|
Holding |
Empresa que controla um
conglomerado através da posse majoritária de ações de diversas subsidiárias. |
|
Dumping |
Venda de produtos abaixo
do preço de custo para eliminar concorrentes e conquistar monopólio, comum no
comércio exterior. |
Transição: A
fé na autorregulação absoluta colapsou em 1929. A incapacidade do
mercado em corrigir disparidades entre produção e consumo revelou que a
"mão invisível" poderia levar o sistema ao abismo.
2. A Queda do Estado Liberal
e a Era Keynesiana
A Crise de 1929 foi
uma Crise de Superprodução. O modelo Fordista revolucionou a
produtividade com a linha de montagem e padronização, mas a manutenção de
salários baixos impediu que a massa trabalhadora consumisse o que produzia. O
estoque lotado sem mercado consumidor gerou a quebra da bolsa e a Grande
Depressão.
A solução veio de John
Maynard Keynes, cujas ideias fundamentaram o New Deal de Roosevelt:
- Intervencionismo Estatal:
O Estado atua como motor econômico em momentos de recessão, investindo em
grandes obras públicas para gerar emprego e renda.
- Estado de Bem-Estar Social (Welfare
State): Vigente nos "Anos Dourados"
(1950-60), focou no pleno emprego, aumento real de salários e
segurança social.
- O Caso Detroit:
Detroit tornou-se o símbolo do auge fordista, chegando a 2 milhões de
habitantes. Contudo, sua rigidez produtiva e dependência de um único setor
selaram seu destino futuro.
Transição: Na
década de 1970, a rigidez do Fordismo, a pressão sindical e os choques do
petróleo geraram estagflação. A crise do Estado Keynesiano abriu espaço para o
desmonte do modelo protetivo e o nascimento da flexibilização.
3. A Ascensão do
Neoliberalismo e o Estado Mínimo
O Neoliberalismo,
defendido por Milton Friedman e Friedrich Hayek, propõe o Estado
Mínimo — uma reestruturação onde o Estado abandona o papel de provedor
social para se tornar um garantidor da fluidez do mercado global.
O Receituário Neoliberal
(Medidas Centrais):
- Privatizações:
Venda de estatais para reduzir o tamanho do aparelho público.
- Austeridade Fiscal:
Equilíbrio rígido das contas (cortes em saúde e educação) para garantir o
pagamento de juros.
- Abertura Comercial:
Eliminação de barreiras para a entrada de mercadorias estrangeiras.
- Fim do Protecionismo:
Retirada de subsídios a produtores nacionais.
- Juros e Câmbio Flutuantes:
Autonomia do Banco Central e livre circulação de capitais especulativos.
- Proteção de Patentes:
Garantia jurídica para que transnacionais controlem tecnologias e
medicamentos, cobrando preços monopolistas.
A aplicação dessas medidas
em países da União Europeia (os PIIGS: Portugal, Irlanda, Itália, Grécia
e Espanha) via Troika resultou em severa precarização social. A
austeridade imposta alimentou sentimentos de exclusão, servindo de base para o
crescimento da xenofobia e de movimentos de extrema direita.
Transição: A
desregulamentação neoliberal foi o combustível necessário para que as
tecnologias da Terceira Revolução Industrial integrassem o planeta em
uma rede de fluxos instantâneos.
4. A Engrenagem da
Globalização: Redes, Fluxos e Agentes
A globalização opera no Meio
Técnico-Científico-Informacional. Segundo Eric Hobsbawm, o processo
depende mais da eliminação de obstáculos técnicos (infraestrutura) do
que meramente econômicos.
- Infraestrutura e Tecnologia:
O avanço nos transportes e nas comunicações (fibra ótica, satélites)
permitiu a sociedade em rede descrita por Manuel Castells.
- Empresas Transnacionais:
São os agentes hegemônicos. Em 2011, o faturamento de muitas já superava o
PIB de diversas nações. Elas formam clusters de poder, como a
megafusão Bayer-Monsanto, que junto a poucas outras controla 60% do
mercado global de sementes e saca o lucro através de patentes.
- Organização em Rede:
O "carro global" ilustra a fragmentação: financiado no Japão,
projetado na Itália, montado no México e com componentes eletrônicos da
Coreia. A marca oculta uma teia transnacional sem pátria definida.
Transição:
Essa fluidez, contudo, é seletiva. Enquanto o capital viaja na velocidade da
luz, o corpo humano encontra barreiras instransponíveis.
5. O Grande Paradoxo: Fluxos
Fluídos vs. Fronteiras Rígidas
Milton Santos alertava
para a "globalização como fábula" vs. "globalização como
perversidade". O paradoxo central, destacado por Zygmunt Bauman e Rogério
Haesbaert, é a coexistência da derrubada de barreiras comerciais com a
ereção de muros contra pessoas.
- Seletividade dos Fluxos:
Como na canção "Disneylândia", mercadorias e capitais
cruzam fronteiras que são fechadas para refugiados e imigrantes pobres. O
dinheiro tem livre trânsito; o trabalhador pobre é barrado por mecanismos
segregadores.
- Hibridismo vs. Homogeneização:
- McDonaldismo:
A tentativa de homogeneização cultural através de padrões de consumo
globais.
- Resistência e Adaptação:
As identidades nacionais reagem através do hibridismo (como o Funk
brasileiro, derivado do Miami Bass) ou da adaptação local de
marcas globais (McRice na Ásia, McLobster no Canadá, McLaks
na Noruega).
- Nacionalismo Ético-Nacionalista:
A reação à globalização muitas vezes descamba para conflitos de identidade
e discursos de exclusão ("America First").
Transição:
Essa integração cultural superficial mascara uma divisão produtiva cada vez
mais profunda e desigual.
6. Desterritorialização e a
Nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT)
A DIT (Divisão
Internacional do Trabalho) contemporânea é marcada pela dispersão espacial
da produção e pela concentração extrema de lucros e tecnologia nos centros
hegemônicos.
- Assimetria Comercial:
O Brasil ilustra a dependência de países de industrialização tardia. Nossa
relação com a China é profundamente assimétrica: 75% a 80% das
exportações brasileiras são commodities (soja, ferro, petróleo),
enquanto 95% das importações chinesas são produtos industrializados
de alto valor agregado.
- O Paradoxo do Consumo:
A charge do "País 1 vs País 2" revela a lógica da desterritorialização.
No País 1 (EUA/Reino Unido), o calçado é caro e falta emprego
industrial; no País 2 (Indonésia/Grécia), há muitos empregos
precários, mas o trabalhador que costura o sapato de luxo está descalço,
pois não pode consumir o que produz.
- A Crise de Detroit:
O colapso da cidade (que perdeu mais de 1 milhão de habitantes) é o
retrato da acumulação flexível: indústrias migraram para países com
mão de obra barata e legislação ambiental frouxa.
- Externalidades e Lixo Eletrônico:
O mundo industrializado exporta seus resíduos para nações pobres. Em Gana,
jovens se intoxicam queimando lixo eletrônico importado para extrair
cobre, terceirizando o impacto ambiental do consumo global.
- Síntese de Risco:
Países dependentes de produtos primários (América Latina) enfrentam a instabilidade
de preços das commodities. A superação dessa assimetria exige,
necessariamente, o fortalecimento da pesquisa científica nacional
para romper a dependência tecnológica.
EXERCÍCIOS DE VESTIBULAR:
1. (FATEC) Adam Smith, teórico do
liberalismo econômico, cuja obra, "Riqueza das Nações", constitui o
baluarte, a cartilha do capitalismo liberal, considerava
(A) a política protecionista e manufatureira como elemento básico para
desenvolver a riqueza da nação.
(B) necessária a abolição das aduanas internas, das regulamentações e das
corporações então existentes nos países.
(C) a propriedade privada como a raiz das infelicidades humanas, daí toda a
economia ter de ser controlada pelo Estado.
(D) a terra como fonte de toda a riqueza, enquanto a indústria e o comércio
apenas transformavam ou faziam circular a riqueza natural.
(E) o trabalho como fonte de toda a riqueza, dizendo que, com a
concorrência, a divisão do trabalho e o livre comércio, a harmonia e a justiça
social seriam alcançadas.
2. (FUVEST) “Em uma onda sem precedentes de medo, confusão e pânico, hoje quase 13 milhões de ações mudaram de mãos na Bolsa de Valores de Nova York. Corretores atordoados atravessaram um mar de papel segurando ordens de investidores assustados para ‘vender a qualquer preço’.”
“Wall Street cai”. The Guardian (Londres),
24/10/1929, p.1.
“O mercado esteve
ontem numa situação de verdadeiro pânico. Em São Paulo pedem-se a moratória e a
emissão de papel-moeda. O presidente da República receberá hoje uma comissão do
comércio de Santos.”
“A crise do café”. Correio
da Manhã (Rio de Janeiro), 29/10/1929, p.1.
Os excertos,
extraídos de matérias jornalísticas publicadas à época, relatam reações ante a
Crise de 1929. Essa crise
(A) atingiu as atividades agrícolas, incentivou a mecanização do processo
produtivo e a absorção dos trabalhadores pelo setor industrial.
(B) afetou as bases do liberalismo econômico, obrigando a intervenção do
Estado por meio de regulações e investimentos.
(C) impulsionou a indústria do entretenimento, responsável por forjar
comportamentos que se opunham ao pessimismo.
(D) favoreceu a substituição do dólar pela libra esterlina enquanto moeda
empregada no comércio internacional.
(E) contribuiu para o desenvolvimento industrial com a substituição de
importações e a ampliação do crédito para investimentos.
3. (FMJ) O que precisamos, agora, não
é apertar fortemente os coletes, mas adotar um humor de expansão, de atividades
– fazer coisas, comprar coisas, produzir. [...] O mesmo é verdadeiro, e até
mais, em relação ao trabalho da autoridade local. Este é o tempo de as
municipalidades serem empenhadas e ativas em todos os tipos de melhoramentos
importantes. [...] podemos, de qualquer forma, fazer algo por nós mesmos, e que
esse algo deve assumir a forma de atividade, de realizações, de gastos, de
lançamento de grandes empreendimentos.
KEYNES, John M. Ensaios econômicos, 1976.
O excerto foi tirado
de uma palestra radiofônica feita pelo economista britânico John Maynard
Keynes, em janeiro de 1931.
Sua posição sobre a
economia era
(A) estatista e propunha o controle governamental dos investimentos
bancários na produção de mercadorias.
(B) crítica à globalização dos capitais e sugeria a formação de um mercado
comum entre as economias europeias.
(C) anticapitalista e defendia a divisão dos lucros das corporações
industriais com os operários.
(D) contrária ao liberalismo econômico e visava encaminhar soluções para a
crise econômica.
(E) monetarista e considerava a inflação dos preços das mercadorias como a
causa principal da depreciação dos salários.
4. (ENEM) O New Deal visa restabelecer o equilíbrio entre o custo de produção e o preço, entre a cidade e o campo, entre os preços agrícolas e os preços industriais, reativar o mercado interno – o único que é importante –, pelo controle de preços e da produção, pela revalorização dos salários e do poder aquisitivo das massas, isto é, dos lavradores e operários, e pela regulamentação das condições de emprego.
CROUZET, M. ‘Os Estados perante a crise’. In: História geral das civilizações. São
Paulo: Difel, 1966. (adaptado).
Tendo como referência os condicionantes históricos do
entre guerras, as medidas governamentais descritas objetivavam
(A) flexibilizar as
regras do mercado financeiro.
(B) fortalecer o sistema
de tributação regressiva.
(C) introduzir os
dispositivos de contenção creditícia.
(D) racionalizar os
custos da automação industrial mediante negociação sindical.
(E) recompor
os mecanismos de acumulação econômica por meio da intervenção estatal.
5. (UNESP) O processo de mundialização do sistema capitalista sempre esteve apoiado na difusão de políticas econômicas e na constituição de determinadas lógicas geopolíticas e geoeconômicas de organização do espaço mundial.
Constituem-se
em política econômica e em lógica capitalista de ordenamento do espaço mundial
no período atual:
(A)
o keynesianismo e o colonialismo.
(B)
o desenvolvimentismo e o neocolonialismo.
(C)
o neoliberalismo e a globalização.
(D)
o mercantilismo e a descolonização.
(E)
o liberalismo e o imperialismo.
6. (UNESP) O advento de chefes de Estado-empresa marca uma transição sistêmica entre o enfraquecimento do Estado-nação e o fortalecimento da corporação apoiada em sua racionalidade técnico-econômica e gerencial. Essa transferência leva, por um lado, ao esvaziamento do Estado, reduzido à administração e à gestão, e, de outro, à politização da empresa, que expande sua esfera de poder muito além de sua atividade tradicional de produção. A corporação tende a se tornar o novo poder político-cultural.
(Pierre Musso. “Na era do Estado-empresa”. http://diplomatique.org.br, 30.04.2019. Adaptado.)
Coerentes
com o neoliberalismo, as propostas do Estado-empresa convergem para
(A)
a apropriação das forças produtivas pelo Estado e a defesa da igualdade social.
(B)
o pluralismo democrático e a redistribuição de renda por programas de
assistência social.
(C)
a regulamentação da força de trabalho e a defesa da produção flexível.
(D)
o protecionismo econômico e a implantação de políticas fiscais contra a
inflação.
(E) a adoção de privatizações e a mínima intervenção do Estado na economia.
7. (PUCCAMP) O
mundo da globalização é um mundo onde metade da riqueza mundial é produzida sobre
1% das terras emersas. Uma das bases do processo de globalização é a doutrina
econômica do neoliberalismo que apresenta, entre outras propostas,
(A)
a implementação de políticas protecionistas para manter as empresas privadas
nacionais e as estatais.
(B)
o fechamento das fronteiras nacionais para garantir elevados saldos da balança
comercial.
(C)
o incentivo à presença do Estado em setores estratégicos da economia, como a
indústria naval e aeronáutica.
(D)
a implantação de limites à privatização e à fusão de empresas, comuns no final
do século XX.
(E)
a desregulamentação do mercado de trabalho que permite reduzir os custos das
empresas.
8.
(UERJ) Brasília - O Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Ministério da Justiça condenou,
ontem, as empresas Roche, Basf e Aventis. Segundo o Cade, essas empresas teriam
restringido a oferta e elevado os preços no Brasil das vitaminas A, B2, B5, C e
E, na segunda metade dos anos 90. Elas também teriam impedido a entrada de
vitaminas chinesas, a preços mais baratos, no Brasil. As empresas já haviam
sido condenadas por práticas semelhantes na Europa e EUA.
Juliano
Basile. Adaptado de Valor Econômico, 12/04/2007
Desde
o final do século XIX, tornou-se um aspecto marcante do modo de produção
capitalista a formação de grandes empresas capazes de controlar a maior parte
ou mesmo todo o mercado de um ou mais produtos.
A
notícia acima expressa a seguinte prática presente nessa realidade centenária,
associada à seguinte característica do atual momento econômico:
(A) holding - fusão de companhias do mesmo setor.
(B) cartel - controle do mercado em escala planetária.
(C) oligopólio - padronização mundial das leis de
concorrência.
(D) dumping - protecionismo para produtos de países
emergentes.
9. (ENEM) Concorrer e competir não são a mesma coisa. A concorrência pode até ser saudável sempre que a batalha entre agentes, para melhor empreender uma tarefa e obter melhores resultados finais, exige o respeito a certas regras de convivência preestabelecidas ou não. Já a competitividade se funda na invenção de novas armas de luta, num exercício em que a única regra é a conquista da melhor posição. A competitividade é uma espécie de guerra em que tudo vale e, desse modo, sua prática provoca um afrouxamento dos valores morais e um convite ao exercício da violência.
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do
pensamento único a consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2006.
De acordo com a diferenciação feita pelo autor, que prática econômica é considerada moralmente condenável?
(A) Adoção do dumping comercial.
(B) Fusão da função administrativa.
(C) Criação de holding empresarial.
(D) Limitação do mercado monopolista.
(E) Modernização da produção industrial.
10. (PUC–PR) Associe as colunas:
1 – Cartel 2 –
Truste 3 – Monopólio 4
– Oligopólio 5 - Holding
( ) Domínio do
mercado por uma única empresa.
( ) Domínio do
mercado por poucas empresas.
( ) Fusão de
várias empresas para dominar o mercado.
( ) Organização
que controla várias empresas mediante o controle majoritário das ações.
( ) Acordo ou
associação de várias empresas independentes para controlar o mercado.
Assinale a sequência correta:
(A) 2 - 1 - 3 - 4 - 5
(B) 4 - 2 - 5 - 1 - 3
(C) 3 - 4 - 2 - 5 - 1
(D) 5 - 4 - 2 - 3 - 1
(E) 1 - 2 - 4 - 3 – 5
GABARITO:
1 E
2 B
3 D
4 E
5 C
6 E
7 E
8 B
9 A
10 C
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