quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A CRISE ECONÔMICA DOS ESTADOS UNIDOS

A situação econômica dos Estados Unidos inspira muitos cuidados. Como desdobramento da crise financeira que se arrasta desde 2008, quando bancos quebraram, empresas de grande porte faliram ou tiveram sua falência evitada pelo governo, a dívida que o país ostenta atingiu seu limite.

A solução imediata proposta pelo governo de Barack Obama para evitar o default, ou seja, o calote aos seus credores, foi aumentar o teto do endividamento do governo de 14,3 trilhões de dólares para até 16,7 trilhões. Contrair mais empréstimos para pagar no futuro as dívidas que estão vencendo agora.

Pinto&Chinto. La Voz de Galícia. 02/08/2011


Mas a oposição republicana fez desse processo o seu momento político. Impôs a Obama o compromisso de redução dos gastos domésticos em aproximadamente 1 trilhão de dólares e, numa batalha de nervos, fez com que esse aumento do teto da dívida fosse aprovado somente no último dia antes do calote.

Certamente a situação atingiu esse limite pois "o crescimento da dívida ultrapassou a expansão econômica geral e a arrecadação fiscal" do país, como explicou a agência chinesa de avaliação de risco Dagong Global, ao rebaixar a nota dos Estados Unidos de A+ para A.

O ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, ironizou a decisão da agência chinesa e apresentou uma visão diferente daquela da Dagong Global quanto à solidez da economia estadunidense, de acordo com a reportagem no site da Folha de São Paulo:

"Eles deviam tomar cuidado, porque o principal credor dos Estados Unidos é a China e eles estão rebaixando os títulos que eles possuem. Não é o caso de rebaixamento dos Estados Unidos, porque do ponto de vista financeiro, (o país) vai continuar sólido e cumprindo suas obrigações".

Contudo, a questão que deve ser posta para reflexão é: será que tais medidas aprovadas serão eficientes e suficientes para sanar as deficiências da economia americana, incluindo efeitos de longo prazo, ou tornarão o problema do endividamento um desafio ainda maior para as contas do país?

Um comentário:

José S. Melo disse...

Para um país que mantém uma exploraração espacial há décadas e que cada vez vai mais fundo, e ainda por cima mantém um poderio militar gigantesco, (Imagine quanta custa a manutenção de cada um dos super porta-aviões, dos submarinos nucleares, dos milhares de aviões de todos os tipos, do efetivo militar e do restante do seu arsenal. Quanto à exploração espacial, são inúmeros lançamentos de foguetes com diversas finalidades, e sem nenhum retorno monetário, apenas retôrno tecnológico. Quanta custa tudo isso? Um país que consegue manter tudo isso funcionando, não está mal das pernas, mas pode estar mal de cérebros.
Eu espero que Obama vença, não acredito muito em Mitt Rooney.