A solução imediata proposta pelo governo de Barack Obama para evitar o default, ou seja, o calote aos seus credores, foi aumentar o teto do endividamento do governo de 14,3 trilhões de dólares para até 16,7 trilhões. Contrair mais empréstimos para pagar no futuro as dívidas que estão vencendo agora.
Mas a oposição republicana fez desse processo o seu momento político. Impôs a Obama o compromisso de redução dos gastos domésticos em aproximadamente 1 trilhão de dólares e, numa batalha de nervos, fez com que esse aumento do teto da dívida fosse aprovado somente no último dia antes do calote.
Certamente a situação atingiu esse limite pois "o crescimento da dívida ultrapassou a expansão econômica geral e a arrecadação fiscal" do país, como explicou a agência chinesa de avaliação de risco Dagong Global, ao rebaixar a nota dos Estados Unidos de A+ para A.
O ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, ironizou a decisão da agência chinesa e apresentou uma visão diferente daquela da Dagong Global quanto à solidez da economia estadunidense, de acordo com a reportagem no site da Folha de São Paulo:
"Eles deviam tomar cuidado, porque o principal credor dos Estados Unidos é a China e eles estão rebaixando os títulos que eles possuem. Não é o caso de rebaixamento dos Estados Unidos, porque do ponto de vista financeiro, (o país) vai continuar sólido e cumprindo suas obrigações".
Contudo, a questão que deve ser posta para reflexão é: será que tais medidas aprovadas serão eficientes e suficientes para sanar as deficiências da economia americana, incluindo efeitos de longo prazo, ou tornarão o problema do endividamento um desafio ainda maior para as contas do país?
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