<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126</id><updated>2012-01-28T15:21:45.660-02:00</updated><category term='Investimentos'/><category term='Clima'/><category term='China'/><category term='Guerras'/><category term='Demografia'/><category term='Brasil'/><category term='Preconceito'/><category term='Agricultura'/><category term='Centro-Oeste'/><category term='Gráficos'/><category term='Vídeos'/><category term='Estados Unidos'/><category term='Educação'/><category term='Política'/><category term='Ásia'/><category term='Energia'/><category term='Nordeste'/><category term='Américas'/><category term='Mundo'/><category term='Nacionalismo'/><category term='Desmatamento'/><category term='Europa'/><category term='PEA'/><category term='Japão'/><category term='Cultura'/><category term='Religião'/><category term='Imagens'/><category term='Transportes'/><category term='Amazônia'/><category term='Região'/><category term='Vestibular'/><category term='Meio Ambiente'/><category term='Ensino de Geografia'/><category term='Geografia Física'/><category term='Oceania'/><category term='Conceitos'/><category term='Urbanização'/><category term='Oriente Médio'/><category term='União Europeia'/><category term='Indústria'/><category term='Economia'/><title type='text'>Geografia: Conceitos e Temas</title><subtitle type='html'>Conceitos, temas, polêmicas e opinião. Educação, ensino de geografia e vestibular. Do professor para os alunos, para os colegas e para quem se interessa pela geografia.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-7600962551585168494</id><published>2012-01-19T17:00:00.004-02:00</published><updated>2012-01-20T23:12:10.316-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ásia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>RECONSTRUÇÃO JAPONESA OU O “MILAGRE JAPONÊS”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Japão, no auge do seu processo de expansionismo territorial, que começou ainda no final do século XIX, na Era Meiji, envolveu-se na segunda guerra mundial e sofreu uma derrota marcante, que culminou com os ataques nucleares a Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. O país ficou arrasado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era razoável considerar que tamanha destruição condenaria o país ao subdesenvolvimento por muitas décadas. Mas não foi assim que aconteceu. Em menos de 30 anos o país já tinha a segunda maior economia do planeta. Como isso aconteceu? É o que pretendemos explicar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h9FoL91_RF0/TxmsDh655PI/AAAAAAAABSQ/4DKmQFB6kJ0/s1600/Bandeira-Imperial-Japonesa-Worldfla-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699775980059092210" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-h9FoL91_RF0/TxmsDh655PI/AAAAAAAABSQ/4DKmQFB6kJ0/s400/Bandeira-Imperial-Japonesa-Worldfla-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Bandeira Imperial Japonesa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A reconstrução japonesa, ou o “milagre japonês”, contou com o acerto de políticas públicas, com o empenho e empreendedorismo do setor produtivo e com uma decisiva participação da sociedade. Era preciso organizar as finanças – ganhar mais e gastar menos – organizar a produção no campo, na indústria e no comércio e pensar no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos fatores contribuíram relevantemente para a reconstrução do país destruído pela guerra. Apresentamos, na sequência, uma lista com os principais fatores, cada um acompanhado de uma breve explicação sobre sua importância para a realização do “milagre japonês”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Plano Colombo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado em 1951 como um grupo de ajuda econômica para o desenvolvimento social dos países do sul e sudeste da Ásia, foi através do &lt;a href="http://www.colombo-plan.org/"&gt;Plano Colombo&lt;/a&gt; que os japoneses receberam uma grande ajuda financeira dos Estados Unidos, que serviu aos trabalhos de reconstrução como a recuperação da infra-estrutura de energia, de transportes e de comunicações além da própria organização das finanças do Estado no pós-guerra. Os recursos eram menos volumosos que os destinados ao Plano Marshall, para reconstrução da Europa Ocidental, e foram contraídos e utilizados com cautela pois representavam um elevado endividamento para o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Reforma agrária&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Após a guerra, o Japão ficou sob ocupação militar dos Estados Unidos, comandada pelo General Douglas Mac Arthur. Era necessário organizar e estimular a produção de alimentos além de gerar trabalho e renda para a população que sobreviveu ao conflito. A terra teve a sua propriedade parcelada, seu acesso facilitado, e a política agrícola implantada estimulou a produção, especialmente na porção norte do país, na ilha de Hokkaido, a parte menos urbanizada do Japão. O processo de reforma agrária, ocorrido em 1946, foi conduzido ainda sob o comando do General Douglas Mac Arthur. Todavia, com a modernização das técnicas agrícolas, a população se urbanizava cada vez mais, reduzindo a população economicamente ativa no campo e ampliando sua participação na indústria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Reforma política democrática e liberalizante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os americanos pretendiam conduzir uma reforma política que anulasse o expansionismo territorial japonês. Dessa reforma nasceu, em 1947, uma nova constituição que orientava a política nacional para rumos democráticos e liberais. Foi imposto o limite de 1% do PIB para gastos militares. A economia gerada pela redução dos gastos militares foi investida na área industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Medidas protecionistas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Zaibatsu, poderosos grupos industriais e financeiros que tinham capitalizado o militarismo expansionista, foram dissolvidos legalmente após a segunda guerra mundial. No entanto, eles ressurgiram com novas personalidades jurídicas e valeram-se da tradicional coesão entre o Estado, as grandes indústrias e os bancos para crescer novamente, cercados de estímulos e proteções do governo, que combatia a concorrência com indústrias estrangeiras na disputa pelo mercado consumidor interno do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Sub-valorização cambial do iene&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado japonês desvalorizou, artificialmente, a sua moeda. Com essa medida ele tinha por objetivo forçar a obtenção de balanças comerciais favoráveis. Com o iene desvalorizado, os produtos japoneses tornam-se baratos fora do Japão e os produtos importados tornam-se caros dentro do Japão. Assim, o resultado é um alto volume de exportações e um baixo volume de importações, produzindo a balança comercial positiva. Como isso funciona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparemos o iene com o dólar. Se um iene for igual a um dólar, um produto americano de 100 dólares custará, no Japão, 100 ienes. Do mesmo modo, um produto japonês de 100 ienes custará, nos Estados Unidos, 100 dólares. Vamos, agora, desvalorizar o iene. Ele não pode, portanto, continuar valendo um dólar. Tem que valer menos. Vamos supor que um dólar seja igual a dez ienes. Repare que o iene se desvalorizou. Antes, com apenas um iene era possível comprar um dólar. Agora são necessários dez ienes. A moeda se desvalorizou dez vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, retomemos a comparação. Agora, aquele mesmo produto japonês que custava 100 ienes não custará 100 dólares mas apenas dez dólares. Ficou fácil exportar produtos do Japão para o mundo. Por outro lado, aquele mesmo produto que custava 100 dólares não custa mais apenas 100 ienes. Ele passou a custar 1000 ienes. Ficou muito mais caro! Por isso, ficou mais difícil importar produtos americanos no Japão. Exportando mais e importando menos, o Japão atingiu seu objetivo: formar uma balança comercial positiva e, com isso, a economia do país cresceu bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Estímulo à produção em massa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com condições econômicas capazes de estimular a exportação de forma agressiva, o Japão estimulou a produção em massa a fim de ampliar os mercados alcançados por seus produtos e incrementar os ganhos das atividades de produção para exportação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Elevada poupança interna&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema previdenciário japonês enfrentava sérias dificuldades. Não era possível confiar nele. O acentuado déficit habitacional e a necessidade de economizar para arcar com os custos de moradia completam o quadro que estimulou a compressão do consumo e a elevação da poupança interna. Os investimentos financeiros da população na poupança eram convertidos pelos bancos em capitais para financiamento da inovação industrial nas empresas cujos bancos possuíam participação nas ações, ou seja, em seus ativos financeiros. A poupança do povo financiou a inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Investimentos em educação, ciência e tecnologia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para o futuro, os japoneses viam que um posicionamento superior na Divisão Internacional do Trabalho (DIT) dependia do grau de ciência e tecnologia aplicado aos seus produtos. Isso porque, na transição da segunda para a terceira revolução industrial, a inovação tecnológica torna-se ainda mais importante para as indústrias na busca competitiva pelos mercados. E para isso era necessário investir em educação para a formação de mão-de-obra qualificada, e em ciência e tecnologia, para estimular a inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, além do produto da poupança interna, conforme mencionamos acima, o Estado japonês investiu um significativo percentual do PIB do país nesses setores estratégicos. E o patronato japonês soube aproveitar a &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v5n12/v5n12a11.pdf"&gt;competência tecnológica&lt;/a&gt; de seus empregados. O resultado foi a transição do perfil do parque industrial de baixa tecnologia (têxtil, siderurgia, indústria naval) para um parque industrial de alta tecnologia (eletrônica de consumo, microeletrônica, informática e robótica) além da conquista de um mercado global por suas principais indústrias automobilísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Exploração dos trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade japonesa participou, decisivamente, da reconstrução do país. O alto contingente disponível de mão-de-obra gerou salários baixos. Mas o nacionalismo e a ética confucionista, que no dizer de Rosana Pinheiro-Machado "&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0104-71832007000200007"&gt;&lt;em&gt;prima pelo trabalho árduo, poupança e perspicácia, família, harmonia e equilíbrio, frugalidade, autocontrole e a evitação de excessos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;", e valoriza a disciplina e o respeito à hierarquia, somaram-se ao quadro de exploração do trabalhador. Os operários recebiam pouco, tinham jornadas longas sem descanso, eventualmente não recebiam seus salários ou pelas horas extras trabalhadas e ainda assim eram muito assíduos e produtivos. Não faziam greves, não protestavam. Seus sindicatos eram fracos e sem importância política. Entendiam que esse era um esforço necessário para a reconstrução soberana do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiveram, durante muito tempo, em contrapartida, a garantia de emprego vitalício aos trabalhadores do sexo masculino até a aposentadoria, aos 55 anos. Esse direito foi instituído entre as duas grandes guerras e permitiu que os empregados não temessem inovar nos processos de trabalho e recebessem investimentos em sua qualificação por parte das empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Mercado interno fortalecido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, esse modelo de exploração se esgotou, na medida em que o país crescia e se fortalecia. O poder aquisitivo cresceu e o povo japonês torna-se voraz consumidor das inovações produzidas no país, estimulando a continuidade do crescimento econômico japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Toyotismo: um novo modelo industrial&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É indispensável considerar que foi durante o processo da reconstrução japonesa que nasceu, como fruto da busca pela competitividade da produção industrial no Japão, o modelo toyotista de produção. Ele é marcado pela flexibilidade da produção; pelo rigoroso controle de qualidade sobre os produtos; pela busca da alta performance industrial (zero erro, prazo zero, zero enguiço etc.); pelo uso de trabalhadores qualificados e em menor quantitativo; pelo uso da robótica na produção para a automação de processos; pela produção sob demanda (“&lt;em&gt;just in time&lt;/em&gt;”); pela polivalência dos operários com valorização do trabalho coletivo; e pela produção globalizada, ou seja, com etapas dispersas pelo mundo, com cada parte da produção implantada na área onde se encontram as maiores vantagens produtivas a cada etapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Por que esse modelo não funciona em qualquer país?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “milagre japonês” possui características muito próprias. Ele estabeleceu após uma guerra. Os trabalhadores, com garantia de emprego vitalício, se submeteram temporariamente a níveis muito elevados de exploração de forma resignada e disciplinada. Possuíam forte racionalidade e competência tecnológicas. E desenvolveram um novo sistema de produção com elevada capacidade competitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se o milagre é produto dessas e de outras condições que procuramos explicitar aqui, seria necessário aplicar todas essas condições em um outro país para que o “milagre japonês” pudesse ser reproduzido, o que seria praticamente impossível de se realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o exemplo do Japão: organizar a economia e a produção com alguma ajuda estrangeira; reestruturar a política interna e externa; investir em educação, ciência e tecnologia; criar um novo modelo de produção; tudo isso contando com os valores nacionalistas, a disciplina, o respeito à hierarquia, a qualificação profissional e a competência tecnológica de sua população, foram passos decisivos para a recuperação do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi essencialmente com essas características que o Japão deixou a condição de país arrasado pela guerra e pelos ataques nucleares para se consolidar, em pouquíssimo tempo, como uma das maiores economias do mundo e uma das principais potências tecnológicas do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-7600962551585168494?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/7600962551585168494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=7600962551585168494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/7600962551585168494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/7600962551585168494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2012/01/reconstrucao-japonesa-ou-o-milagre.html' title='RECONSTRUÇÃO JAPONESA OU O “MILAGRE JAPONÊS”'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h9FoL91_RF0/TxmsDh655PI/AAAAAAAABSQ/4DKmQFB6kJ0/s72-c/Bandeira-Imperial-Japonesa-Worldfla-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-61436954393512853</id><published>2012-01-12T22:00:00.001-02:00</published><updated>2012-01-14T17:18:35.942-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Urbanização'/><title type='text'>GENTRIFICAÇÃO: CONCEITO E O EXEMPLO DA "NOVA LUZ"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os estudos sobre "&lt;em&gt;gentrification&lt;/em&gt;", termo acadêmico usualmente traduzido para o português como "gentrificação", já têm quase 50 anos e não são mais tratados exatamente como uma novidade. No entanto a quantidade de exemplos desse processo cresceu rapidamente nos últimos anos despertando maior atenção para o fenômeno e demandando uma maior difusão dos elementos quen compõem esse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gentrificação é, essencialmente, um processo de enobrecimento do espaço urbano a partir da renovação dos elementos que compõem o espaço tais como construções, parques, praças, comércio, equipamentos de diversão, cultura, arte etc. Ocorre, geralmente, nas áreas centrais das cidades que apresentam maior grau de degradação dessa parcela do espaço urbano, tendo, consequentemente, construções abandonadas, invasões, cortiços etc. aglomerando população de baixa renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente os projetos urbanos que conduzem à gentrificação são apresentados como projetos de "revitalização". O termo sugere a falta de "vida" própria nos lugares renovados explicando, assim, por quê tal projeto seria indispensável ao espaço, atribuindo-lhe uma dimensão positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, renovar o espaço, melhorando, ampliando e modernizando suas infraestruturas, será sempre muito bom para as pessoas que vivem nesse espaço, desde que, para que as melhorias acontençam, elas não tenham que ser removidas de lá, ou que percam condições de seguir se sustentando naquela localidade em função do aumento dos custos de vida após as reformas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, inevitavelmente é isso que acontece nos processos de gentrificação: se os moradores tradicionais não são removidos pela arbitrariedade do poder público, acabam saindo ao longo desse processo pela força do capital imobiliário e sua especulação que eleva os preços dos aluguéis e da aquisição de moradias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de 2011 tive a oportunidade de falar um pouco sobre esse tema para os vestibulandos que consultam o site g1.com.br e alertar sobre a difusão desse conceito e a possibilidade de ele ser cobrado nos vestibulares. No final do ano a &lt;a href="http://www.puc-rio.br/vestibular/repositorio/provas/2012/download/provas/vestibular2012_grupo3_prova_dia0611.pdf"&gt;PUC-Rio cobrou o tema&lt;/a&gt; (veja o link) em uma de suas provas específicas de Geografia. Você pode assistir a essa mini-aula &lt;a href="http://g1.globo.com/videos/vestibular-e-educacao/t/disciplinas/v/geografia-processo-de-gentrificacao/1463086/?filtro=geografia"&gt;aqui, no site do g1&lt;/a&gt;, ou &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=P6-WplNVkKE"&gt;aqui, no YouTube&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citei, na aula, Rio de Janeiro e São Paulo como principais cidades brasileiras onde o processo é obsevado. Disse ainda, que, no Rio, a principal região é a Lapa e, em São Paulo, o processo é mais evidente no entorno da Praça da Sé. Aproveito esta oportunidade para completar esse quadro de gentrificação nas duas maiores cidades brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, uma outra área que vive a gentrificação é a Zona Portuária, onde a prefeitura da cidade executa um projeto chamado "&lt;a href="http://www.portomaravilha.com.br/"&gt;Porto Maravilha&lt;/a&gt;". Baseia-se, exatamente, na demolição de algumas construções antigas, reordenamento das vias de circulação (com destaque para a demolição do elevado da perimetral), e na abertura de espaços para novas construções, sendo que alguns terrenos tiveram seus gabaritos ampliados para permitir construções de até 50 andares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em São Paulo, o projeto de "revitalização" indutor da gentrificação é o "&lt;a href="http://www.novaluzsp.com.br/"&gt;Nova Luz&lt;/a&gt;". Nesse projeto, 33% da área construída será completamente demolida, processo que já começou e deve avançar nos próximos anos. O bairro da Luz, que abriga um elevado número de pessoas de baixa renda, ganhou o apelido de "cracolândia", em função da presença de usuários de crack pelas ruas do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o fenômeno em si (a presença de viciados) quanto a difusão na mídia do apelido pejorativo ajudam a desvalorizar ainda mais o bairro atendendo aos interreses do capital imobiliário que pretende se apropriar dos terrenos a preços baixos, e negociá-los, após a renovação, a preços elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É natural que zonas centrias sejam atrativas para a classe média que pretende morar perto do trabalho, especialmente em cidades congestionadas. No Rio, um condomínio lançado na Lapa, em 2005, vendeu todas as suas 688 unidades em 2 horas, valendo-se de sua presença no centro e da tradição do espírito boêmio do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processo muito semelhante deve acontecer na Nova Luz. Dos prédios degradados, das ocupações irregulares e dos cortiços, devem sair milhares de pessoas que serão conduzidas a tentar moradia nas periferias distantes da cidade ou ao desabrigo. Elas não terão condições de continuar participando da vida no novo bairro que vai surgir, por sua condição social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma alternativa para isso é a efetivação das chamadas ZEIS, Zonas Especiais de Interesse Social, que, &lt;em&gt;são áreas de assentamentos habitacionais de população de baixa renda, surgidos espontaneamente, existentes, consolidados ou propostos pelo Poder Público, onde haja possibilidade de urbanização e regularização fundiária&lt;/em&gt;, de acordo com a definicão dada pela prefeitura de Recife, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zonas_Especiais_de_Interesse_Social"&gt;cidade pioneira na proposição dessas zonas&lt;/a&gt; (ver link).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Previstas como intrumento de política urbana no Estatuto da Cidade, de 2001, essas zonas garantem que os projetos de modernização e "revitalização" incluam a construção de moradias populares. Desse modo, a população pobre não seria completamente apartada do convívio no lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma excelente abordagem sobre o caso do projeto Nova Luz você pode ver no vídeo a seguir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe height="225" src="http://player.vimeo.com/video/32513151?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" frameborder="0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/32513151"&gt;LUZ&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/lefthandrotation"&gt;Left Hand Rotation&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;P.S.: Uma tese interessante sobre a Gentrificação em cidades históricas menores, escrita pelo Mestre em arquitetura Gustavo Pimenta de Pádua Zolini, pode ser encontrada &lt;a href="http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/RAAO-7BQPVN/1/a_inflexao_do_conceito.pdf"&gt;aqui. Clique para ver!&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-61436954393512853?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/61436954393512853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=61436954393512853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/61436954393512853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/61436954393512853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2012/01/gentrificacao-conceito-e-o-exemplo-da.html' title='GENTRIFICAÇÃO: CONCEITO E O EXEMPLO DA &quot;NOVA LUZ&quot;'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-2577202698556978541</id><published>2011-08-21T19:45:00.005-03:00</published><updated>2011-08-21T22:14:07.013-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Urbanização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>"ENTRE RIOS" - DOCUMENTÁRIO SOBRE EXPANSÃO URBANA DA CIDADE DE SÃO PAULO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quais são os limites da intervenção humana sobre o espaço? O crescimento das cidades deve ser planejado a serviço de quem? Quais as razões para a adoção do rodoviarismo individualista como nosso modelo essencial de transporte nas metrópoles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível produzir um desenvolvimento urbano pautado nos preceitos da sustentabilidade, desenvolvendo a vida econômica e social garantindo o respeito ao meio ambiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário "&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Entre Rios&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;", de 2009, produzido como trabalho de conclusão do curso de bacharelado em audiovisual do Senac São Paulo, dirigido por Caio Silva Ferraz, aborda algumas dessas questões tomando como foco a expansão urbana da cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme explica como a elite paulistana buscou transformar a cidade em uma metrópole europeia ou ainda numa espécie de "Chicago da América do Sul", alterando os cursos dos seus rios, desmatando suas várzeas, aterrando, loteando e vendendo as áreas de suas margens dando vez à especulação imobiliária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A urbanização de São Paulo foi uma coisa tão violenta que ocupou o lugar do rio. Então, enchente é coisa que nós inventamos. Ela é produto da Urbanização&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;", disse a professora Odete Seabra, do departamento de Geografia da FFLCH-USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre Rios" ressalta o fato da urbanização ter priorizado a abertura de espaços para consolidação do automóvel de passeio como modelo de transporte às custas da precariedade dos transportes de massa, num evidente processo de modernização conservadora em oposição à uma modernização progressista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apresenta importantes depoimentos de especialistas nas áreas relacionadas ao tema da urbanização, além da já citada Professora Odete Seabra, como Professor Nestor Goulart Reis, do Departamento de História da Arquitetura da FAU-USP; Professor Alexandre Delijaicov, do Departamento de Projeto da FAU-USP; Professor Marco Antônio Sávio, do Departamento de História da UFU; e Professor Mario Thadeu de Barros, do Departamento de Hidráulica da POLI-USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, com cerca de 25 minutos, é uma bela aula de Geografia Urbana! Aproveite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="225" src="http://player.vimeo.com/video/14770270?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" frameborder="0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/14770270"&gt;ENTRE RIOS&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user2460823"&gt;Caio Ferraz&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-2577202698556978541?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/2577202698556978541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=2577202698556978541&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/2577202698556978541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/2577202698556978541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/08/entre-rios-documentario-sobre-expansao.html' title='&quot;ENTRE RIOS&quot; - DOCUMENTÁRIO SOBRE EXPANSÃO URBANA DA CIDADE DE SÃO PAULO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5827049822830527677</id><published>2011-08-17T19:00:00.006-03:00</published><updated>2011-08-17T20:49:33.757-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Américas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><title type='text'>A DOUTRINA MONROE E O DESTINO MANIFESTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os Estados Unidos da América possuem a quarta maior extensão territorial do planeta e o processo de formação do seu território, marcado por uma imensa expansão de sua área, ocorreu sob os fundamentos teóricos e ideológicos da Doutrina Monroe e do "Destino Manifesto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país que proclamou a independência em 1776 tinha apenas 13 estados, as até então chamadas 13 colônias que haviam se insurgido contra o domínio inglês. Atualmente são 50 estados ocupando área quase dez vezes maior que a inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão projetada desde os tempos da colonização ganhou força com a independência. O Tratado de Paris, de 1783, definiu as fronteiras dos Estados Unidos reconhecidas pela ex-metrópole, o Reino Unido, incluindo as áreas ao sul dos Grandes Lagos, entre os rios Mississipi e Ohio. Dali partiria a "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcha_para_o_Oeste_(EUA)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Marcha para o Oeste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;" para consolidar as fronteiras atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século 19, Napoleão exige o território da Lousiana, que pertencia à Espanha e incluía o porto de Nova Orleans, fundamental para o livre-comércio dos Estados Unidos. Com receio do expansionismo napoleônico, os americanos pagam-lhe 15 milhões de dólares pelas terras e dobram seu território num acordo em 1803.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos depois, o então presidente dos Estados Unidos, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Monroe"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;James Monroe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, num discurso histórico em que projeta a hegemonia geopolítica dos Estados Unidos no continente americano, profere a sentença clássica: "&lt;em&gt;América para os americanos&lt;/em&gt;". O recado foi claro e direto para as potências europeias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Julgamos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência européia [...]&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América se descolonizava naquele início de século 19. Revolução Haitiana (1791-1804); Independência da Argentina (1810-1816); Independência do México (1810-1821); Independência do Brasil (1822). A Doutrina Monroe define a descolnização da América como processo irreversível e, claro, justificaria a expansão territorial através de aquisições ou guerras de territórios controlados por europeus na América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--iYay73L1qM/Tkw20RjTdmI/AAAAAAAABP4/9LR2PZWGT7w/s1600/477px-James_Monroe_02.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641944704880965218" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/--iYay73L1qM/Tkw20RjTdmI/AAAAAAAABP4/9LR2PZWGT7w/s400/477px-James_Monroe_02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;James Monroe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se a América era para os americanos, não haveria razão para que europeus mantivessem posses territoriais no novo mundo. Assim, os americanos ainda buscariam controlar os territórios do Oregon e do Alasca, ampliando ainda mais a abrangência do seu território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ocupação das terras conquistadas foi estimulada e viabilizada por imensas correntes migratórias. A descberta de ouro na região da califórnia em 1848 - território anexado do México após guerra com a assinatura do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Guadalupe_Hidalgo"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Tratado de Guadalupe Hidalgo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; - atraiu milhares de pessoas para a Costa Oeste do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro grande evento que atraiu pessoas foi o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Homestead_act"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Homestead Act&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; (Lei de Propriedade Rural - 1862). A Lei garantia a propriedade de terras de 130 acres de extensão para quem nelas se fixassem e produzissem ininterruptamente por cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita em meio à &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Secess%C3%A3o"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Guerra de Secessão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; (1861-1865), a Lei excluía desse direito os que já tivessem empenhado armas contra o governo dos Estados Unidos e garantia o acesso à terra apenas àqueles que fossem qualificados como "cidadãos desejáveis", o que incluía majoritariamente pessoas do perfil "WASP", ou seja, brancos, anglo-saxônicos e protestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, todo esse processo de expansão territorial e colonização foi revestido de um certo caráter missionário através da ideologia do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Destino_Manifesto"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Destino Manifesto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A ideia central consiste na "predestinação divina". Segundo a concepção do Destino Manifesto, Deus desejava que os norteamericanos dominassesm as terras da América do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jgvhUgzRqCk/Tkw3Dy-cmEI/AAAAAAAABQA/je5t2iHY7rY/s1600/788px-American_progress.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 304px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641944971551217730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-jgvhUgzRqCk/Tkw3Dy-cmEI/AAAAAAAABQA/je5t2iHY7rY/s400/788px-American_progress.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Progresso Americano, de John Gast. Alegoria do Destino Manifesto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Essa concepção foi largamente utilizada na prpaganda expansionista americana nos anos 40 do século 19. A expressão "Destino Manifesto", cunhada pelo jornalista John O'Sullivan, foi usada pela primeira vez em 1844 como argumento para que o congresso estadunidense aceitasse a propsta de anexação da República do Texas e depois em 1845 na defesa da anexação completa das terras do Oregon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista territorial, o Destino Manifesto apoiou-se na Doutrina de Naturalização das Fronteiras que definia limites naturais para a posse do território. Desse modo, legitimou-se a ideia de que as terras ocupadas deveriam estender-se de um oceano ao outro, do Atlântico ao Pacífico, ou seja, os limites seriam naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende-se esse processo como "naturalização" das fronteiras quando partimos do pressuposto que as fronteiras são sempre artificiais, pois são construções humanas. Mas podem ser naturalizadas quando usam elementos naturais tais como oceanos, rios, linhas de cristas etc. como marcos naturais de fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento populacional acelerado da época, potencializado pela intensa entrada de imigrantes, somou-se ao argumento da predestinação divina na defesa do expansionismo. O'Sullivan argumentou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Nosso destino manifesto atribuído pela Providência Divina para cobrir o continente para o livre desenvolvimento de nossa raça que se multiplica aos milhões anualmente.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notável a presença da noção de raça nos ideais expansionistas. Isso porque o Destino Manifesto é acompanhado do sentimento de superioridade racial. A expansão dos domínios territorias enfrentou a oposição dos nativos indígenas que sofreram com o extermínio praticado pelos norteamericanos. Cada vitória contra um povo indígena inflava ainda mais o sentimento de superioridade racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Destino Manifesto teve ainda influência sobre o pensamento do geógrafo alemão &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ratzel"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Friedrich Ratzel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e uma de suas principais teorias, a do "Espaço Vital". Ratzel impressionu-se bastante com os resultados da propaganda do Destino Manifesto e sua teoria foi, no século 20, reinterpretada e distorcida por nazistas para sustentar o expansionismo alemão com base na noção de superioridade racial ariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Doutrina Monroe e o Destino Manifesto ainda serviram de instrumentos idelógicos para justificar o expansionismo sobre territórios espanhóis como Cuba e Porto Rico e para a anexação do Havaí. O lema "América para os americanos" influenciou ainda na política do Big Stick, nos vultuosos investimentos em indústrias e terras na América Latina, e na busca da presença cultural através do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golpes militares durante a Guerra Fria são reflexos da tentativa de garantir o espaço latinoamericano como área de influência direta no contexto bipolar do conflito geopolítico contra a União Soviética. O uso das engrenagens do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial para fins de recuperação econômica ds países latinamericanos em crise e o &lt;a href="http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/03/consenso-de-washington-bases-e.html"&gt;Consenso de Washington&lt;/a&gt; também são manifestações recentes dessa política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento de econonomias emergentes como o Brasil e o México nesse espaço latinoamericano e a aproximação da América do Sul com a China e a Europa são vistos como desafios à manutenção dessa ordem de vínculos que a Doutrina Monroe construiu e se esmerou para preservar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5827049822830527677?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5827049822830527677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5827049822830527677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5827049822830527677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5827049822830527677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/08/destino-manifesto.html' title='A DOUTRINA MONROE E O DESTINO MANIFESTO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--iYay73L1qM/Tkw20RjTdmI/AAAAAAAABP4/9LR2PZWGT7w/s72-c/477px-James_Monroe_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3681258384404331164</id><published>2011-08-13T12:30:00.002-03:00</published><updated>2011-08-13T12:38:33.191-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agricultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Investimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>O VENENO ESTÁ NA MESA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O filme do diretor &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Silvio Tendler&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; devassa um ponto crucial e dramático da produção de alimentos no Brasil: o uso intensivo de agrotóxicos para fins de aumento da produtividade agrícola. Esses defensivos agrícolas (na verdade, ofensivos agrícolas), herbicídas, são venenos chegam às mesas dos brasileiros e de todos que consomem nossos produtos exportados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por trás dessa violência que atenta contra a dignidade da pessoa humana estão as engrenagens do sistema capitalista preocupado em produzir mais gastando menos e evitando perdas para maximizar os lucros da atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o filme clicando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KxY8Vxzfb-4&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;neste link&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e conheça mais sobre os meandros dessa questão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3681258384404331164?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3681258384404331164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3681258384404331164&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3681258384404331164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3681258384404331164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/08/o-veneno-esta-na-mesa.html' title='O VENENO ESTÁ NA MESA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-866807500470839972</id><published>2011-08-09T07:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-09T07:00:17.512-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agricultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indústria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO</title><content type='html'>A maior corporação entre as dedicadas à produção de trangênicos e insumos para a agropecuária não tem uma relação saudável com as pessoas, o meio ambiente, os animais e com a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 90% do mercado mundial, A Monsanto, indústria química e de engenharia genética estadunidense, é denunciada no filme de Marie-Monique Robin por praticar absurdos como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propaganda enganosa sobre a biodegadabilidade de produtos; exploração de tráfico de influência no alto-escalão do governo americano; despejo de resíduos químicos letais em áreas habitadas e nos ecossistemas de suas plantas industriais; entre outras atrocidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor forma de entender como tudo isso é feito pela Monsanto é ver o filme "O Mundo Segundo a Monsanto", que você pode ver agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/gkQN5gopWSU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-866807500470839972?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/866807500470839972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=866807500470839972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/866807500470839972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/866807500470839972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/08/o-mundo-segundo-monsanto.html' title='O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/gkQN5gopWSU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-8477516761126446223</id><published>2011-08-06T08:00:00.002-03:00</published><updated>2011-08-06T09:53:45.797-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='União Europeia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Investimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>MECANISMOS DA GUERRA CAMBIAL E A CILADA DO EURO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Mecanismos da Guerra Cambial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais formas de se garantir o crescimento de uma economia e a manutenção de suas finanças em níveis saudáveis é ganhar mais e gastar menos, uma receita muito popular. Contudo existem diversas maneiras de produzir esse efeito, entre as quais destaco as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arrecadar mais impostos e reduzir despesas internas.&lt;br /&gt;- Exportar mais e importar menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao primeiro grupo de medidas, fica evidente que a parte mais prejudicada nesse tipo de ajuste é a população, que pagará impostos mais altos e verá seu governo reduzir os gastos com educação, saúde, habitação, transportes e outros setores importantes para a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo grupo de medidas encontra obstáculos diferentes afinal não se muda o padrão de exportações e importações da noite para o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para exportar mais é preciso gerar um ambiente propício à exportação e isso depende de infraestrutura de transporte, de armazenagem de produtos e de comunicações. Depende também da carga tributária, dos custos espaciais (aluguel ou compra de terrenos, preservação ambiental etc.) e dos custos de mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XO18jD47iYQ/Tjme-2r-EZI/AAAAAAAABOU/x1Jq2LOHAxI/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636711211299901842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-XO18jD47iYQ/Tjme-2r-EZI/AAAAAAAABOU/x1Jq2LOHAxI/s400/untitled.bmp" /&gt; &lt;br /&gt;Fonte: http://migre.me/5pQw2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Essas condições não são criadas em pouco tempo mas às custas de investimentos de longo prazo ou de pressões sobre os trabalhadores, que veem sua legislação flexibilizada e seus sindicatos incapazes de defendê-los, e sobre o meio ambiente, quase sempre prejudicado sem proteção ou reparação de danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reduzir as importações seria uma opção mais rápida com a possibilidade de se realizarem bloqueios às importações por decreto. No entanto, essa prática foge aos princípios que regulam o mercado internacional atual, configurando forte protecionismo, podendo, inclusive, ser impedida aos membros da Organização Mundial do Comércio através de sanções do organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, a subvalorização cambial, ou seja, a desvalorização da moeda, se apresenta como um mecanismo que cria artificialmente as condições para elevar as exportações e reduzir as importações. Para entender como isso é possível, tomaremos dois cenários de comparação entre o Real (moeda brasileira) e o Dólar (moeda estadunidense).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cenário 1: Um dólar equivale a 2 reais, ou seja, o real está valorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cenário 2: Um dólar equivale a 4 reais, ou seja, o real está desvalorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe que o Brasil já viveu essas duas situações em momentos diferentes nos últimos 10 anos. E tomemos, primeiramente, o ponto de vista de um exportador brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o produto de um exportador brasileiro tem custo final de 20 mil reais, no cenário 1, sua produção vale 10 mil dólares. Já no cenário 2, sua produção valeria apenas 5 mil dólares, ou seja, um valor menor e muito mais competitivo. Conclusão: a moeda desvalorizada facilita as exportações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos, agora, o ponto de vista de um importador brasileiro. Se o produto importado custa 20 mil dólares, no cenário 1 ele custaria 40 mil reais. Já no cenário 2, com real desvalorizado, o mesmo produto custaria 80 mil reais, ou seja, um preço bem menos competitivo. Conclusão: a moeda desvalorizada dificulta a importação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da crise financeira que se arrasta desde 2008, a China, os Estados Unidos e alguns países europeus de fora da Zona do Euro adotaram mecanismos que criam e recriam a subvalrização cambial de suas respectivas moedas. O objetivo desses países é claro: elevar a balança comercial ganhando mercados e reduzindo importações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZdNxQN5eBTw/TjmbjYubycI/AAAAAAAABOE/Dp92a23u4AE/s1600/economist_16102010_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636707440865823170" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZdNxQN5eBTw/TjmbjYubycI/AAAAAAAABOE/Dp92a23u4AE/s400/economist_16102010_1.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;Fonte: http://migre.me/5pQ7Q&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;O governo brasileiro já acusou diversas vezes esses países de praticarem uma "&lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/11/09/entenda-que-guerra-cambial-922989259.asp"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Guerra Cambial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", que afeta diretamente a economia brasileira, especialmente os seus setores exportadres. Esse ambiente "&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;corrosivo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;" (ver link de "Guerra Cambial") levou o governo brasileiro a lançar uma política industrial apresentada como uma "cruzada" contra o ambiente comercial predatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo &lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/08/dilma-ve-cruzada-da-industria-ante-comercio-predatorio-4.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;matéria publicada no G1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, a política industrial lançada pelo governo "&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;inclui a devolução de impostos e financiamento a exportadores, desoneração de folha de pagamento para setores intensivos em mão de obra e uma política tributária especial para montadoras. O programa é anunciado num momento em que vários países desvalorizam suas moedas na ânsia por aumentar sua competitividade em uma economia enfraquecida, sobretudo nos países mais ricos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ressaltar que em economias e em setores muito dependentes da importação, a subvalorização cambial pode ser desastrosa ao encarecer produtos essenciais como alimentos ou medicamentos importados, por exemplo, ou restringir a importação de maquinário industrial determinando desaceleração da produção industrial e desemprego, consequentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A Cilada do Euro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mecanismo da subvalrização cambial não está à disposição dos países que compõem a Zona do Euro. Como a moeda é comunitária, não cabe a um país ou outro resolver suas crises financeiras internas manipulando o valor do Euro. Quem controla a moeda comum da União Europeia é o Banco Central Europeu, em Frankfurt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso as alternativas que tem se apresentado aos países em crise como a Grécia, a Irlanda, a Espanha, a Itália e Portugal tem sido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - recorrer à ajuda interna de outros membros do bloco com economias mais sólidas, como a Alemanha, a França e o Reino Unido. Uma situação que cria a desconfortável sensação para alemães franceses e britânico de estarem "sustentando" economias pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que foi criado justamente para oferecer créditos de curto prazo para fins de recuperação econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mI_N2bWeyn8/TjmcyHtV-ZI/AAAAAAAABOM/2x1SI_bUpPM/s1600/protestos_grecia_afp_02.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 322px; DISPLAY: block; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636708793507510674" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-mI_N2bWeyn8/TjmcyHtV-ZI/AAAAAAAABOM/2x1SI_bUpPM/s400/protestos_grecia_afp_02.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;Fonte: http://migre.me/5pQhH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;No entanto, a receita tradicional do FMI baseia-se na aplicação do primeiro grupo de medidas que mencionamos aqui, ou seja, aumentar impostos e cortar gastos. As populações desses países já sabem que vão viver em recessão por muito tempo com efeitos sociais muito fortes. Desemprego, dificuldade de acesso à educação, saúde, moradia estão entre os principais problemas a serem o enfrentados por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é em vão que estão nas ruas a protestar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-8477516761126446223?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/8477516761126446223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=8477516761126446223&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8477516761126446223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8477516761126446223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/08/mecanismos-da-guerra-cambial-e-cilada.html' title='MECANISMOS DA GUERRA CAMBIAL E A CILADA DO EURO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XO18jD47iYQ/Tjme-2r-EZI/AAAAAAAABOU/x1Jq2LOHAxI/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3244591023144018908</id><published>2011-08-03T10:30:00.005-03:00</published><updated>2011-08-03T14:06:45.285-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Investimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>A CRISE ECONÔMICA DOS ESTADOS UNIDOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A situação econômica dos Estados Unidos inspira muitos cuidados. Como desdobramento da crise financeira que se arrasta desde 2008, quando bancos quebraram, empresas de grande porte faliram ou tiveram sua falência evitada pelo governo, a dívida que o país ostenta atingiu seu limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução imediata proposta pelo governo de Barack Obama para evitar o default, ou seja, o calote aos seus credores, foi aumentar o teto do endividamento do governo de 14,3 trilhões de dólares para até 16,7 trilhões. Contrair mais empréstimos para pagar no futuro as dívidas que estão vencendo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HiYw7A44gEs/TjlNFTL-ntI/AAAAAAAABN8/jdj290Ix4YA/s1600/Tio-Sam-crisis-Usa2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 159px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636621162076085970" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-HiYw7A44gEs/TjlNFTL-ntI/AAAAAAAABN8/jdj290Ix4YA/s400/Tio-Sam-crisis-Usa2.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://blogs.lavozdegalicia.es/pintochinto/2011/08/02/02082011-3/"&gt;Pinto&amp;amp;Chinto. La Voz de Galícia. 02/08/2011&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a oposição republicana fez desse processo o seu momento político. Impôs a Obama o compromisso de redução dos gastos domésticos em aproximadamente 1 trilhão de dólares e, numa batalha de nervos, fez com que esse aumento do teto da dívida fosse aprovado somente no último dia antes do calote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente a situação atingiu esse limite pois "&lt;em&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/08/agencia-de-rating-chinesa-rebaixa-nota-dos-eua-para-a.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;o crescimento da dívida ultrapassou a expansão econômica geral e a arrecadação fiscal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;" do país, como explicou a agência chinesa de avaliação de risco Dagong Global, ao rebaixar a nota dos Estados Unidos de A+ para A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, ironizou a decisão da agência chinesa e apresentou uma visão diferente daquela da Dagong Global quanto à solidez da economia estadunidense, de acordo com a &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/953783-mantega-ironiza-agencia-chinesa-que-rebaixou-nota-dos-eua.shtml"&gt;reportagem no site da Folha de São Paulo&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"&lt;em&gt;Eles deviam tomar cuidado, porque o principal credor dos Estados Unidos é a China e eles estão rebaixando os títulos que eles possuem. Não é o caso de rebaixamento dos Estados Unidos, porque do ponto de vista financeiro, (o país) vai continuar sólido e cumprindo suas obrigações&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a questão que deve ser posta para reflexão é: será que tais medidas aprovadas serão eficientes e suficientes para sanar as deficiências da economia americana, incluindo efeitos de longo prazo, ou tornarão o problema do endividamento um desafio ainda maior para as contas do país?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3244591023144018908?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3244591023144018908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3244591023144018908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3244591023144018908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3244591023144018908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/08/crise-economica-dos-estados-unidos.html' title='A CRISE ECONÔMICA DOS ESTADOS UNIDOS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HiYw7A44gEs/TjlNFTL-ntI/AAAAAAAABN8/jdj290Ix4YA/s72-c/Tio-Sam-crisis-Usa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-868105573391828472</id><published>2011-07-31T22:15:00.004-03:00</published><updated>2011-07-31T22:49:32.118-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oceania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>A REVOLUÇÃO DOS COCOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Geopolítica do espaço da Oceania, das terras do Pacífico, é muito pouco abordada nos ensinos fundamental e médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme que trago hoje é um excelente exemplo das relações imperialistas de dominação política, econômica e cultural de territórios na Oceania. Trata-se de "Revolução dos Cocos", do diretor Dom Rotheroe, que exibe a situação da ilha de Bougainville, na Papua Nova Guiné.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra mostra como o imperialismo - de forma bastante semelhante ao que fez na África - subjugou um povo, implantou o cristianismo e estruturou empreendimentos mineradores que exploraram de forma insustentável o território e seu ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revela também os meandros da luta dos Bougainvilleanos pela independência e contra os agentes dessa dominação e as formas de sobrevivência e produção desenvolvidas em função do bloqueio territorial a que foram submetidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse contexto que o fruto do coqueiro surge como produto essencial à sobrevivencia desse povo confinado, tanto como alimento quanto como medicamento, matéria-prima para artesanato e em muitas outras formas de uso, inclusive energéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale muito cada minuto de sua duração. Aproveite!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/p/3B5A0CB8A2EE7BEF?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/p/3B5A0CB8A2EE7BEF?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-868105573391828472?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/868105573391828472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=868105573391828472&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/868105573391828472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/868105573391828472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/07/revolucao-dos-cocos.html' title='A REVOLUÇÃO DOS COCOS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3019265320882374558</id><published>2011-04-04T17:40:00.001-03:00</published><updated>2011-09-10T15:25:01.743-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Região'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>OS COMPLEXOS REGIONAIS BRASILEIROS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O conceito de Região é um dos mais importantes da Geografia. Abordada por diversas correntes do pensamento geográfico, a região é uma subdivisão do espaço definida a partir de critérios objetivos pré-estabelecidos por quem faz a regionalização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem regionalizações formais e informais. Há, ainda, regionalizações administrativas e científicas. Para entendê-las melhor, analisaremos as principais formas de divisão regional do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão oficial do Brasil, feita pelo IBGE, é um exemplo de divisão formal e administrativa. Ela contém as cinco Macrorregiões do país: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Essa divisão baseia-se nas características naturais do território nacional (relevo, clima) mas também se dá em função da composição social e dos atributos econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obedecendo os limites das fronteiras entre os estados da federação, essa divisão regional facilita a compreensão das realidades nacionais a partir das informações estatísticas produzidas e agrupadas por cada estado. Esses dados são usados por prefeitos, governadores e pela presidência para planejar as ações governamentais sobre os territórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo muito genérica a divisão do Brasil em macrorregiões, o IBGE elaborou subdivisões mais profundas que permitissem o trabalho de planejamento territorial de forma mais eficiente. Assim surgem as Mesorregiões e as Microrregiões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mesorregiões se diferenciam pela estrutura produtiva ou por elementos naturais muito marcantes. As Microrregiões são diferenciadas essencialmente pelas formas dominantes de uso do solo e pela relevância de um centro urbano regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo de divisão informal e científica do Brasil é a divisão em Complexos Geoeconômicos Regionais. Contemplando as características econômicas do território, inclusive os processos históricos que marcaram sua apropriação, o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger elaborou uma divisão que não obedece aos limites dos estados do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fqFJSQRjeTk/TmurRStbQ_I/AAAAAAAABRQ/PiktJD-SLxQ/s1600/Os%2BComplexos%2BRegionais%2Bdo%2BBrasil%2B001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 385px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fqFJSQRjeTk/TmurRStbQ_I/AAAAAAAABRQ/PiktJD-SLxQ/s400/Os%2BComplexos%2BRegionais%2Bdo%2BBrasil%2B001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650798471034913778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela pode ser definida como uma divisão informal já que não possui um caráter oficial e pode ser definida como científica na medida em que sua elaboração obedece os rigores da análise geoeconômica do território brasileiro e sua apropriação histórica, como já assinalamos. Nela não existem 5 macrorregiões mas 3 complexos regionais: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Amazônia coincide, essencialmente, com a Amazônia Legal, incluindo o norte do estado do Mato Grosso e o oeste do estado do Maranhão, ou seja, áreas que não pertencem à macrorregião norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da particularidade ecogeográfica, a região é marcada pelos menores níveis de industrialização do país. Destacam-se as culturas de subsistência, o extrativismo vegetal, os grandes projetos de mineração e a expansão recente - e devastadora - da fronteira agrícola nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O complexo do Nordeste abarca todos os estados da macrorregião nordestina - exceto o oeste maranhense - e inclui a mesorregião Norte de Minas (MG), onde as características físicas, sociais e econômicas se assemelham muito mais com o sertão nordestino do que com o sudeste industrializado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subdividido em Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte,o complexo do Nordeste tem múltiplas características e grande diversidade interna impostas pela natureza e pela apropriação histórica do espaço nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O complexo do Centro-Sul reúne os estados do sul, sudeste e centro-oeste, exceto as frações já mencionadas que pertencem aos complexos da Amazônia e do Nordeste. Trata-se do complexo onde a presença e os desdobramentos da influência das indústrias são maiores. O eixo São Paulo - Rio de janeiro - Minas Gerais forma o centro pulsante da atividade industrial, a core area do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A industrialização peculiar da região sul e a expansão da agroindústria pelo oeste paulista e centro-oeste completam o painel com os principais componentes econômicos desse que é o maior e mais diversificado complexo regional brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a divisão oficial do Brasil em cinco macrorregiões é genérica, a divisão em complexos regionais é ainda mais. No entanto representa um esforço notável de análise e síntese das principais características histórico-econômicas do território brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3019265320882374558?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3019265320882374558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3019265320882374558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3019265320882374558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3019265320882374558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/04/os-complexos-regionais-brasileiros.html' title='OS COMPLEXOS REGIONAIS BRASILEIROS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fqFJSQRjeTk/TmurRStbQ_I/AAAAAAAABRQ/PiktJD-SLxQ/s72-c/Os%2BComplexos%2BRegionais%2Bdo%2BBrasil%2B001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-8685188605666312004</id><published>2011-03-28T23:30:00.001-03:00</published><updated>2011-03-28T23:41:07.224-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indústria'/><title type='text'>A PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A passagem dos modos de produção artesanal e manufatureiro para o modo de produção industrial é, certamente, um processo transformador da realidade mundial, verdadeiramente digno de ser tratado como uma revolução. Até então, a evolução técnica das sociedades era muito lenta e com a indústria torna-se muito mais rápida e complexa. Para a produção, a grande mudança está na forte aceleração que o processo produtivo sofreu e na conseqüente multiplicação da capacidade produtiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa passagem ocorre em uma data indeterminada, por volta de 1760, ou seja, na segunda metade do século 18, em terras da Inglaterra. Isso porque, naquele contexto histórico, os ingleses reuniram um conjunto de condições básicas - além do desenvolvimento tecnológico e do empreendedorismo - que permitiram a ocorrência das mudanças que criaram o advento da Grande Indústria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre essas condições que levaram ao pioneirismo inglês destacam-se a disponibilidade de capital; a existência de reservas de carvão mineral no país; a presença de mão-de-obra livre e desempregada em grande volume após a expulsão de camponeses com os cercamentos dos campos; e a disponibilidade de matéria-prima para as primeiras indústrias, como a lã produzida no país e o algodão importado, que abasteceram a indústria têxtil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento a produção industrial gerava produtos de primeira necessidade como roupas, calçados, ferramentas, materiais de construção, alimentos e utilidades domésticas. Ao longo do processo, foram desenvolvendo-se as indústrias de base, especialmente as metalúrgicas e siderúrgicas, quando, já no início do século 19, a demanda de materiais metálicos vai além dos artefatos militares e se estende à construção das primeiras ferrovias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro mercado consumidor foi o próprio mercado nacional inglês. Aos poucos os investimentos foram ampliados, com incentivos do Estado, viabilizando a busca de mercados além das fronteiras da Inglaterra, pondo em curso os primeiros passos da expansão imperialista. A mineração do carvão sustentou as necessidades energéticas das máquinas a vapor dentro das fábricas e dos navios e trens que circulavam com a produção para os novos pontos de produção e comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com condições técnicas em franca expansão, porém ainda bastante limitadas, transportes e comunicações eram processos caros. Por isso, pelo menos por algumas décadas, a organização espacial das grandes indústrias foi marcada pela concentração em pontos especiais, que reuniam o maior número de vantagens disponíveis, tais como mão-de-obra, energia, matéria-prima e mercado consumidor, para reduzir os custos dos fluxos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa etapa do desenvolvimento do capitalismo se desenrola sob a égide do pensamento econômico liberal, sintetizado em Adam Smith. Para ele, a economia possuía uma “mão invisível” que fazia o trabalho de auto-regulação de modo que a intervenção regulatória do Estado seria desnecessária e acabaria por prejudicar o funcionamento da economia. O Estado poderia atuar como facilitador do desenvolvimento reduzindo entraves burocráticos e corrigindo as crises geradas por rupturas eventuais do equilíbrio econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra marca do capitalismo nesse momento é a prática e a defesa da livre-concorrência. Ela seria fundamental pois favoreceria aqueles empreendedores que buscassem conquistar mercados fabricando produtos melhores por preços menores, o que seria ótimo para os consumidores. Mas rapidamente os novos industriais entenderam que isso era nocivo para eles e passaram a se associar em estratégias como cartéis e trustes formando oligopólios industriais, ou seja, uma situação onde poucas empresas dominam todo um ramo ou setor de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio dos produtores industriais era sobreviver às ondas de evolução tecnológica dos produtos. Quando um conjunto de tecnologias encontrava aplicação produtiva, os industriais empreendedores percebiam uma rápida expansão dos seus lucros. Mas, quando essas tecnologias se disseminavam, a expansão cessava e havia estabilização. O surgimento de novas tecnologias provocava a queda dos lucros da comercialização dos produtos ultrapassados. Era preciso inovar, destruir velhas tecnologias e criar novas: a destruição criadora, imagem clássica cristalizada pelo economista austríaco Joseph Schumpeter, estudioso desses ciclos de desenvolvimento tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos traços mais importantes de todo esse processo revolucionário é o da exploração intensa do trabalho humano. Há relatos históricos de jornadas de 14 até 18 horas diárias de trabalho sem nenhum dia de descanso semanal; de agressão aos trabalhadores, que tinham remunerações baixíssimas; e de uso do trabalho infantil, que era preferido pelos industriais por as crianças ganharem menos, serem mais dóceis e menos resistentes a aprender o trabalho. Uma condição geral que remete à escravidão. Fica mais simples entender por que tantos europeus deixaram seus países no século 19 sabendo que as condições de trabalho e de vida eram essas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhadores se submetiam aos baixos salários em função dos altos níveis de desemprego nas cidades. Esse desemprego foi forjado na Inglaterra com a expulsão de camponeses para as áreas urbanas, formando o que Marx definiu como um “exército industrial de reserva”. Certamente a exploração dessa mais-valia – outro conceito de Marx, que representa a diferença entre o valor gerado pelo trabalho do operário e a quantia que ele recebe como salário – foi uma das principais fontes de lucro dos primeiros industriais do planeta. Os trabalhadores tinham muitos motivos pra se organizar em sindicatos e lutar por melhores salários e condições dignas de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, é importante destacar que a industrialização é, em essência, um processo que gera transformações excludentes na sociedade. No mínimo porque tira das mãos dos artesãos e passa para as mãos dos industriais o controle sobre as técnicas de produção; porque leva as primeiras potências industriais à colonização de novos territórios, na África e na Ásia, em busca de matéria-prima, mercados consumidores e espaços para o escoamento de seus capitais excedentes; porque conduz ao enriquecimento da burguesia industrial e à miséria de uma grande massa de operários excluídos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-8685188605666312004?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/8685188605666312004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=8685188605666312004&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8685188605666312004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8685188605666312004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2011/03/primeira-revolucao-industrial.html' title='A PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5612715979460907356</id><published>2010-11-03T20:00:00.001-02:00</published><updated>2010-11-06T17:25:39.870-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='China'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demografia'/><title type='text'>A POPULAÇÃO CHINESA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão demográfica na China é complexa por fatores que vão muito além de tratar-se do país com a maior população do planeta. Distribuição desigual, políticas de controle da natalidade, mosaico étnico, nacionalismos separatistas e a questão do gênero feminino são outros condimentos que temperam a complexidade do país que realiza o maior censo demográfico da história em 2010, com a participação de seis milhões de agentes recenseadores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A população chinesa é distribuída de forma bastante desigual pelo território e tal distribuição é profundamente influenciada pela geografia física do país. As regiões autônomas do Tibete, de Xinjiang e da Mongólia Interior apresentam baixas densidades demográficas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso tibetano, por tratar-se de uma grande área cujas altitudes raramente são menores do que 4 mil metros, pelo clima frio e pelos solos rasos e pedregosos, há grande dificuldade para a fixação humana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/TNHf7tsEVMI/AAAAAAAABLc/SZ1aYRgnpm8/s1600/Divis%C3%B5es+administrativas+e+disputas+territoriais.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 326px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/TNHf7tsEVMI/AAAAAAAABLc/SZ1aYRgnpm8/s400/Divis%C3%B5es+administrativas+e+disputas+territoriais.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535451633984754882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Xinjiang e Mongólia Interior apresentam desertos em suas paisagens. O de Taklamakan e o de Gobi, respectivamente. Ambos são marcados por forte continentalidade, ou seja, grande distanciamento em relação ao oceano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já as regiões da China Meridional das Colinas e a Manchúria apresentam densidades demográficas muito elevadas por possuirem litoral, por serem marcadas por regimes de chuva favoráveis à implantação tradicional da agricultura, e, por fim, por abarcarem a imensa maioria das Zonas Econômicas Especiais (ZEE’s) criadas no processo de modernização e abertura do país ao capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre a China Meridional das Colinas é importante frisar que a região concentra a maior parcela da população chinesa, especialmente nos vales e planícies aluvionais ao longo dos rios Yang-Tsé e Hoang-Ho, ou seja, as principais zonas rurais do país, marcadas pela grande produção de arroz feita através do milenar sistema de jardinagem, intensivo no uso de mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A população chinesa é a maior do planeta, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de habitantes, acompanhada de perto apenas pela da Índia, com pouco mais de 1 bilhão de pessoas. O governo de Mao Tsé-tung estimulava a natalidade como forma de aumentar a população do país e seu percentual em relação à humanidade. Mas com uma população assim, tão grande, dificuldades evidentes se apresentaram ao país como o desemprego e a fome.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde 1979, vigora a política do filho único na China, cujo objetivo é reduzir o ritmo de crescimento acelerado da imensa população do país, para minimizar tais problemas. Atualmente as taxas de crescimento vegetativo do país estão abaixo de 0,7% ao ano. Um percentual que aplicado a 1,3 bilhão de pessoas representa um crescimento numérico de aproximadamente 9 milhões de pessoas por ano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, por conta de uma característica tradicional da sociedade, o cuidado dos idosos é responsabilidade dos homens e suas respectivas esposas. As mulheres casadas cuidam dos sogros e, via de regra, não têm permissão para cuidar dos próprios pais. Os casais desejam, portanto, ter filhos homens em detrimento das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cresce, assim, o número de abortos quando se descobre que o bebê esperado é do sexo feminino, atingindo aproximadamente meio milhão de interrupções de gestações anualmente. Por isso, atualmente a China proíbe a identificação do sexo dos bebês nos exames de ultra-sonografia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também ocorre o abandono de meninas ao relento para a morte. Como conseqüência, atualmente existem 117 homens para cada 100 mulheres. A média mundial é de 106 ou 107 homens para cada 100 mulheres.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da preocupação com a velhice, os chineses preferem filhos homens pois eles garantem a perpetuação do sobrenome da família. Tal fato é influenciado pela religiosidade da maioria dos chineses, que é ligada ao culto dos antepassados. Manter o sobrenome vivo é uma forma de garantir que será lembrado pelos seus descendentes no futuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/TNHf8B5USaI/AAAAAAAABLs/ux4Mve3NWZQ/s1600/Etnias+Chinesas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 399px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/TNHf8B5USaI/AAAAAAAABLs/ux4Mve3NWZQ/s400/Etnias+Chinesas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535451639409035682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na China, 92% da população pertencem à etnia Han. Esses são os chamados “chineses étnicos”. Os demais 8% dividem-se em mais de 56 etnias minoritárias reconhecidas pelo governo e que formam um grande mosaico populacional. Os tibetanos e os Uigur são duas dessas etnias minoritárias, habitantes das regiões autônomas do Tibete e de XinJiang, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E são nacionalistas. Cada grupo defende a separação de sua porção do restante da China. Os tibetanos tiveram sua soberania reconhecida pelos ingleses em 1904, porém tiveram sua capital ocupada pelos revolucionários chineses em 1950. Organizaram um levante contra tal ocupação em 1959, o que levou ao exílio do Dalai Lama, líder político e espiritual dos tibetanos, que passou a viver na Índia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Uigur formam um povo com quase 9 milhões de pessoas na China. Têm origem turcomena e são muçulmanos. Possuem vínculos culturais e religiosos muito mais intensos com os povos da Ásia Central do que com os Chineses. Por isso costumam realizar protestos com a intenção de transformar a Região Autônoma de Xinjiang num país independente para o seu povo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/TNHf7qbBCCI/AAAAAAAABLk/dP7MduxstX0/s1600/China+-+Contradi%C3%A7%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 292px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/TNHf7qbBCCI/AAAAAAAABLk/dP7MduxstX0/s400/China+-+Contradi%C3%A7%C3%B5es.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535451633107929122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por essas razões que, a fim de dissolver a concentração majoritária dessas etnias em suas regiões, a China impõe migrações de chineses da etnia Han para essas regiões. O que acentua ainda mais as contradições criadas no país a partir do momento da abertura econômica, como as múltiplas oposições entre o campo arcaico e as cidades modernas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5612715979460907356?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5612715979460907356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5612715979460907356&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5612715979460907356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5612715979460907356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2010/11/populacao-chinesa.html' title='A POPULAÇÃO CHINESA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/TNHf7tsEVMI/AAAAAAAABLc/SZ1aYRgnpm8/s72-c/Divis%C3%B5es+administrativas+e+disputas+territoriais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-6679042305863317751</id><published>2010-08-30T13:00:00.000-03:00</published><updated>2010-08-30T13:06:47.954-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vestibular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demografia'/><title type='text'>O BRASIL E AS MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais um vídeo em que falo aos vestibulandos que acessam o site g1.com/vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez o tema é o Brasil e as suas migrações internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo do G1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de geografia do cursinho pH, Diego Moreira, dá uma aula sobre as migrações internacionais ocorridas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período de 1500 a 1930, o país apresentava um perfil receptor com a chegada dos colonizadores portugueses, os escravos africanos, os europeus não lusitanos e os asiáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos anos 30, como reflexo da crise de 1929, o Brasil começa a formar um perfil repulsor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei de cotas de 1934 restringe a entrada de imigrantes, há o êxodo rural e as cidades se tornam metrópoles que não comportam toda a população. O ambiente saturado e a falta de infraestrutura fazem com que os brasileiros deixem o país em busca de melhores condições de vida na Europa, Estados Unidos e Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira aula completa em vídeo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie"&gt;&lt;param value="high" name="quality"&gt;&lt;param value="midiaId=1325637&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" name="FlashVars"&gt;&lt;embed flashvars="midiaId=1325637&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" width="480" height="392"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-6679042305863317751?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/6679042305863317751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=6679042305863317751&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/6679042305863317751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/6679042305863317751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2010/08/o-brasil-e-as-migracoes-internacionais.html' title='O BRASIL E AS MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-7093517319919546140</id><published>2010-08-10T15:13:00.004-03:00</published><updated>2010-08-22T10:21:14.929-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino de Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>UM POUCO SOBRE O TRATADO DE NÃO-PROLIFERAÇÃO NUCLEAR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponibilizo a aula que gravei para o site do G1/vestibular. Você pode saber um pouco mais sobre o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP-1968). Veja &lt;a href="http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/08/saiba-mais-sobre-o-tratado-que-proibia-producao-de-armas-nucleares.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-7093517319919546140?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/7093517319919546140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=7093517319919546140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/7093517319919546140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/7093517319919546140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2010/08/um-pouco-sobre-o-tratado-de-nao.html' title='UM POUCO SOBRE O TRATADO DE NÃO-PROLIFERAÇÃO NUCLEAR'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3168447862100360881</id><published>2010-08-03T14:50:00.002-03:00</published><updated>2010-08-22T10:06:36.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia Física'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>O DRAMA DAS ENCHENTES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece mesmo que já faz parte da rotina de nossa sociedade vivenciar eventualmente o drama causado pelas enchentes que castigam esse país tropical de tempos em tempos. Muito além dos prejuízos causados, tais eventos assumem efetivamente a condição de tragédia por sua dimensão humana, ao ceifarem vidas, desestruturarem famílias e piorarem profundamente as condições de vida dos sobreviventes que são gravemente atingidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A recorrência desses eventos é bastante alta, especialmente nos meses mais quentes. Em alguns casos o impacto é maior. Sem voltar muito no tempo podemos recordar as chuvas que atingiram o estado de Santa Catarina, no final de 2008; o drama em Angra dos Reis (RJ) e São Luis do Paraitinga (SP) na virada de 2009 para 2010; o impacto violento das águas que caíram sobre a região metropolitana do Rio de Janeiro no início de abril deste ano; e agora as chuvas que atingem o Nordeste, especialmente os estados de Pernambuco e Alagoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As recentes chuvas no Nordeste guardam características anormais pela sua época incomum e pelo seu processo de formação. Chuvas intensas assim são mais comuns no verão, no entanto a região sofreu intensa carga pluvial num período de transição do outono para o inverno, quando as chuvas normalmente diminuem. A causa para isso é explicada pela ação conjunta de três fatores climáticos fora da normalidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um deles é a chegada de ventos úmidos vindos da área conhecida como Alta da Bolívia, uma área de alta pressão que dispersa esses ventos úmidos que atingem o Nordeste, normalmente no verão. Sua atuação no inverno pode ser considerada anormal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro fator é a temperatura acima do normal nas águas do Oceano Atlântico na costa nordestina. Este fenômeno, que tem sido observado e monitorado pelos meteorologistas, facilita a evaporação das águas aumentando o volume das chuvas que chegam ao litoral.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somando-se a esses fatores, notou-se também a permanência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre o Nordeste. Sua presença, que torna os dias mais chuvosos, é comum no verão mas, com a mudança de estação, ela normalmente se afasta em direção ao hemisfério Norte, reduzindo as chuvas, o que não ocorreu até o início desse inverno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A causa dessa anomalia foi o fortalecimento de um sistema de ventos paralelos ao Equador que sopram da África em direção ao Brasil. Esses ventos fortes impediram o deslocamento da ZCIT para o Norte, tanto que os níveis de chuva em Roraima e no Amapá - estados mais setentrionais, com terras no hemisfério norte - estão abaixo da média para a época.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebendo uma carga pluvial intensa desde abril, os solos permeáveis do Nordeste encharcaram e o volume de água dos rios cresceu. Apesar da existência de diversos açudes ao longo dos principais rios de Pernambuco e Alagoas, muitos deles atingiram sua capacidade máxima e transbordaram, assim como também transbordaram dezenas de rios e córregos, espalhando água, destruição e dor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o resultado é um grande número de mortos além de prejuízos de mais de um bilhão de reais, segundo informações do ministro da integração nacional Geddel Vieira Lima. Casas, escolas, hospitais, comércio... Muita destruição. O presidente Luis Inácio Lula da Silva cancelou sua participação na cúpula do G20 e foi ao município de Rio Largo (AL), um dos mais afetados pelas chuvas. A cidade de Rio Largo é cortada pelo rio Mundaú, que nasce no planalto da Borborema, em Pernambuco, na cidade de Garanhuns, e deságua na lagoa Mundaú, ao sul de Maceió. O rio transbordou e arrasou a cidade. Há medidas em curso para a liberação de verbas emergenciais para as cidades afetadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ação solidária dos brasileiros nesses momentos difíceis é de valor inestimável. É fundamental o apoio material e o trabalho voluntário que milhares de pessoas dedicam aos atingidos pelas chuvas. No entanto, diante do conhecimento do problema que enfrentamos, cabe-nos pensar nas medidas que podem ser tomadas para evitar novas tragédias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito além dos necessários investimentos públicos na construção, ampliação e modernização de redes de drenagem, diversas formas de uso e ocupação do solo podem ser implantadas ou devem ser evitadas dependendo do caso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as medidas mais importantes podemos destacar a preservação e revitalização das matas ciliares (vegetação marginal) evitando o assoreamento dos rios e a redução da sua capacidade de carga; a não-ocupação das margens fluviais já que essas são as principais construções afetadas pelas enchentes; o combate ao desmatamento de encostas, que acelera o escoamento superficial facilitando o acúmulo de água nas áreas baixas do terreno e os desmoronamentos, no caso de encostas ocupadas; e a manutenção da limpeza das redes de escoamento que, principalmente nas grandes cidades, sofrem com o despejo de grandes volumes de lixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A implantação dessas e outras medidas cabíveis envolve a elaboração e a prática de um profundo planejamento urbano, social e ambiental além de demandar o enfrentamento das dificuldades políticas da gestão integrada das bacias hidrográficas intermunicipais e interestaduais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É grande o desafio que temos pela frente. Muito maior é o valor das vidas que dependem da nossa vitória.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Veja também o vídeo que gravei para o site g1.com falando sobre esse tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie"&gt;&lt;param value="high" name="quality"&gt;&lt;param value="midiaId=1319436&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" name="FlashVars"&gt;&lt;embed flashvars="midiaId=1319436&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" width="480" height="392"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3168447862100360881?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3168447862100360881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3168447862100360881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3168447862100360881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3168447862100360881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2010/08/o-drama-das-enchentes.html' title='O DRAMA DAS ENCHENTES'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-1179424416818615399</id><published>2009-10-28T18:18:00.001-02:00</published><updated>2009-10-28T18:20:40.518-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>PLÁSTICO SOLÚVEL EM ÁGUA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SuinWL3DhII/AAAAAAAABB0/DJ2rSw4oj3E/s1600-h/Pl%C3%A1stico+sol%C3%BAvel+em+%C3%A1gua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397748152986207362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SuinWL3DhII/AAAAAAAABB0/DJ2rSw4oj3E/s400/Pl%C3%A1stico+sol%C3%BAvel+em+%C3%A1gua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Uma bela ideia, não?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-1179424416818615399?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/1179424416818615399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=1179424416818615399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/1179424416818615399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/1179424416818615399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/10/plastico-soluvel-em-agua.html' title='PLÁSTICO SOLÚVEL EM ÁGUA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SuinWL3DhII/AAAAAAAABB0/DJ2rSw4oj3E/s72-c/Pl%C3%A1stico+sol%C3%BAvel+em+%C3%A1gua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-234121579888209645</id><published>2009-10-14T07:48:00.001-03:00</published><updated>2009-10-14T07:52:02.933-03:00</updated><title type='text'>ALIMENTAÇÃO, UM DIREITO INVIOLÁVEL</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;16 de outubro- Dia Mundial da Alimentação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.” (Artigo XXV / Declaração Universal Dos Direitos Humanos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatísticas da Fome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo, um bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo. A cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º país com o maior numero de pessoas com fome, tem 15 milhões de crianças desnutridas. 45% de suas crianças, menores de cinco anos sofrem de anemia crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é o 5º país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas. Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem-terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de 2.180 calorias diárias por habitante. Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: "Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para proporcionar a todos uma dieta adequada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela ONU para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, no planeta havia 860 milhões de famintos; em janeiro de 2009 109 milhões mais. A metade da população africana subsahariana, por citar um exemplo dessa África crucificada, mal vive na extrema pobreza. A ladainha de violência e desgraças provocadas é interminável. No Congo há 30 mil meninos-soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida; 17% da floresta amazônica foram destruídos em cinco anos, entre 2000 e 2005; o gasto da América Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%, entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos”, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são algumas das estatísticas da fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira endêmica em muitas regiões do globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo livre da fome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, do Planeta Voluntários buscamos um mundo sem fome e desnutrição – um mundo no qual cada uma e todas as pessoas possam estar seguras de receber a comida que necessitam para estar bem nutridas e saudáveis. Nossa visão é a de um mundo que protege e trabalha para que haja assistência social e dignidade humana para todas os povos. Um mundo no qual cada criança pode crescer, aprender e florescer, e desenvolver-se como membro ativo da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Marcio Demari&lt;br /&gt;PLANETA VOLUNTÁRIOS&lt;br /&gt;Porque ajudar faz bem !&lt;br /&gt;http://www.planetavoluntarios.com.br&lt;br /&gt;A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil !!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-234121579888209645?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/234121579888209645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=234121579888209645&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/234121579888209645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/234121579888209645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/10/alimentacao-um-direito-inviolavel.html' title='ALIMENTAÇÃO, UM DIREITO INVIOLÁVEL'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-4395514688797507189</id><published>2009-10-12T12:08:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T12:16:13.695-03:00</updated><title type='text'>EVENTO: 4º ENCONTRO DE EDUCAÇÃO E GESTÃO AMBIENTAL</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;4º Encontro de Educação e Gestão Ambiental: Agenda 21 - Sinergia para a Sustentabilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programa Ambiental Esfera Azul/ULBRA Gravataí e E.E.E.B. Neusa Mari Pacheco – CIEP convidam para o 4º ENCONTRO DE EDUCAÇÃO E GESTÃO AMBIENTAL , 17 E 18 DE OUTUBRO, CANELA/RS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Inscrições:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições para participação no Encontro já estão abertas e se encerram no dia 15 de outubro. As informações detalhadas do evento estão disponíveis no site: www.ulbra.br/esferaazul e/ou através do telefone 0XX ( 54) - 32822555 (Escola Neusa Mari Pacheco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Destaques do Evento&lt;/span&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano contamos com a presença do coordenador da Agenda 21 Brasileira, &lt;span style="color:#000099;"&gt;José Vicente Freitas&lt;/span&gt;, do MMA. Ele apresentará o tema: : Participação e Controle Social no Contexto das Políticas de Gestão Ambiental no Brasil. Temos também a confirmação de cases das empresas Souza Cruz e Brasil Recicle. No âmbito internacional, será apresentado o case da Universidade Itinerante da Patagônia (Chile): Trilhas sem Rastro, com &lt;span style="color:#000099;"&gt;Alfredo Soto&lt;/span&gt;. Também estão previstas várias oficinas com especialistas em várias áreas do conhecimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Objetivo Geral:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mobilizar para sensibilizar governos e a sociedade civil organizada visando à implementação de uma política de gestão ambiental responsável e socioeconomicamente sustentável, inter-relacionando a educação e a gestão ambiental com os princípios da Agenda 21 Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Coordenação do Evento:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;David Cafruni Ferreira&lt;br /&gt;Sandra Simone Cardoso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Comissão Organizadora:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Vera Rosane Silveira Morais&lt;br /&gt;Marcio Gallas Boelter&lt;br /&gt;Simone Poletto&lt;br /&gt;Rubens Gehlen&lt;br /&gt;Roland Teodorowisch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Apoio:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Planeta Voluntários&lt;/span&gt; / A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-4395514688797507189?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/4395514688797507189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=4395514688797507189&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4395514688797507189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4395514688797507189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/10/evento-4-encontro-de-educacao-e-gestao.html' title='EVENTO: 4º ENCONTRO DE EDUCAÇÃO E GESTÃO AMBIENTAL'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5246663161906573084</id><published>2009-09-18T20:56:00.003-03:00</published><updated>2009-09-18T21:59:22.358-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desmatamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>DESMATAMENTO NO BRASIL: UMA ATUALIZAÇÃO EM NOTÍCIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ESTUDO VÊ FLORESTA ATLÂNTICA MAIOR E MAIS FRAGMENTADA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(AFRA BALAZINA - FOLHA DE SÃO PAULO - 20/04/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Remanescentes têm o dobro da área estimada, mas tamanho de ilhas limita preservação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nova análise de dados de satélite foi liderada por grupo da USP e sugere que fragmentos do bioma ainda podem ser reconectados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo que dissecou a mata atlântica traz uma notícia relativamente boa e dados muitos dados alarmantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área que ainda resta dessa floresta é maior do que as previsões anteriores indicavam: em vez de 7% a 8%, ela ocupa hoje entre 11,4% e 16% da sua extensão original. Porém, os fragmentos de mata estão pequenos -mais de 80% têm menos de 50 hectares, tamanho incapaz de preservar a maioria das espécies florestais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações estão em artigo publicado neste mês no periódico "Biological Conservation". Os autores são ligados à USP, ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e à Fundação SOS Mata Atlântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Jean Paul Metzger, pesquisador do Instituto de Biociências da USP e um dos autores do trabalho, a diferença no dado de "quanto sobrou" de mata atlântica se deve ao fato de a pesquisa ter levado em conta remanescentes menores e florestas em estágios mais iniciais de regeneração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atlas dos remanescentes da mata atlântica, produzido pela SOS Mata Atlântica e pelo Inpe, não contabiliza, por exemplo, fragmentos com menos de 100 hectares. Mas, segundo Metzger, estes também têm valor ecológico e não podem ser desprezados. Eles têm papel fundamental, por exemplo, na redução do isolamento entre fragmentos grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, muitos animais acabam "ilhados" nesses espaços reduzidos de floresta. O estudo revelou que, em média, a distância entre as áreas com remanescentes de mata atlântica é de 1,4 km, o que torna difícil, senão impossível, que as espécies cruzem de um fragmento ao outro. Isso aumenta o risco de extinção local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se o isolamento fosse menor, a possibilidade de uma ave, inseto ou mamífero de pequeno porte sair de um fragmento e migrar para outro seria muito maior. (...) E, quanto maior a taxa de troca de indivíduos entre fragmentos, maior é a possibilidade de aumentar a variabilidade genética", afirma o pesquisador Milton Cezar Ribeiro, da USP, também autor do artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo possui a maior extensão contínua dessa floresta: a serra do Mar. O local é o único remanescente do bioma ameaçado que possui mais de 1 milhão de hectares -de um total de 245.173 fragmentos de mata atlântica identificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Nova ameaça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Metzger, a palavra mais importante quando se fala em mata atlântica hoje é restauração. E, para que haja uma recuperação da mata e para que os fragmentos sejam conectados, será preciso envolver os proprietários particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Noventa e nove por cento da mata atlântica está em áreas privadas. Obrigatoriamente teremos de trabalhar em parceria com os proprietários", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lei aprovada em Santa Catarina e sancionada na semana passada pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), porém, vai justamente na direção contrária: permite a redução das áreas protegidas ao longo dos rios no Estado. A lei teve apoio dos agricultores e a objeção de ambientalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Cecília Wey de Brito, secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, demonstra preocupação com a "tentativa constante e insistente dos nossos políticos e colegas de outros setores" de usar as áreas de mata atlântica para agropecuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É impressionante você achar que o Brasil vai precisar acabar com o que tem de mata atlântica para se manter como produtor agrícola", afirma ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda não teve acesso aos resultados do novo estudo. Porém acredita que os dados serão úteis na formulação de políticas públicas. O ministério considera que o total de mata atlântica restante é de 27% (22,4% são remanescentes exclusivamente florestais e 4,6% estão em áreas de manguezal e restinga, principalmente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a secretária, o uso de metodologias diferentes pode explicar a diferença do dado. Para ela, o fato de o ministério apontar maior área de floresta não prejudica a mobilização para protegê-la. Principalmente quando se trata de ocupar áreas com agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se falamos que existe 7% de mata atlântica, quer dizer que 93% pode ser usado. Mas, se existe cerca de 20%, pode-se usar uma área menor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acompanhar o desmatamento, o ministério iniciou na quinta-feira o monitoramento via satélite oficial da mata atlântica e de outros biomas. A secretária diz que até o final do ano os primeiros dados poderão ser divulgados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Frase&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"É impressionante achar que o Brasil vai precisar acabar com o que tem de mata atlântica para se manter como produtor agrícola."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARIA CECÍLIA WEY DE BRITO - secretária nacional de Biodiversidade e Florestas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O QUE SE ESPERA DO BRASIL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(MARINA SILVA - FOLHA DE SÃO PAULO - 22/06/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, em Oslo, na Noruega, tive a honra de receber o prêmio Sofia e participar da Conferência Internacional de Florestas Tropicais e Mudanças Climáticas, promovida pela Rainforest Foundation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ainda mais certa do papel fundamental do Brasil nos esforços mundiais para estabelecer um padrão de governança global que proteja as florestas, sua biodiversidade, suas populações tradicionais e, ao mesmo tempo, reduza as emissões de dióxido de carbono geradas pelo desmatamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fundo Amazônia é um bom exemplo do que podemos fazer. Ele é fruto do aumento da consciência ambiental no país, ao longo das últimas décadas, impulsionada pelos movimentos socioambientais, com importantes ganhos legislativos, acúmulo de capacidade técnica e institucional e resultados objetivos no controle do desmatamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando apresentou a proposta do fundo em 2007, na Conferência de Bali, na Indonésia, o Brasil contou com apoio imediato e entusiástico do governo da Noruega, por meio de seu ministro do Meio Ambiente, Erik Solheim. A partir da concepção do Fundo Amazônia, a Noruega criou um programa mundial de proteção das florestas tropicais, destinando-lhe 2,7 bilhões de dólares anuais até 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses dias em Oslo, ouvi apelos do ministro Solheim, de ambientalistas noruegueses, de representantes de comunidades extrativistas e indígenas de dezenas de países para que a implementação do Fundo Amazônia seja bem feita. Pois ele será modelo para programas avançados na luta contra o desmatamento e as emissões de CO2 na maioria dos países que guardam importantes extensões de florestas tropicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa expectativa não combina com os movimentos de desmonte da proteção ambiental a que estamos assistindo no Brasil. Está em jogo nosso histórico de respostas tecnológicas, construção de base legal, experiência institucional e de governança constituído ao longo das últimas décadas com ousadia e criatividade, nem como participação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Noruega está hoje na liderança dos esforços globais para proteger as florestas tropicais e a vocação brasileira é, sem dúvida, compartilhar essa liderança. O Brasil não pode ficar apenas na posição de quem recebe ajuda. Pelos nossos motivos específicos, que dizem respeito sobretudo a um desenvolvimento para a Amazônia compatível com as necessidades de sua população e com a proteção da floresta. E pelos motivos de nossa responsabilidade com o planeta, que envolve a urgência de reduzir drasticamente as toneladas de carbono que já impactam o presente e ameaçam o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;RIQUEZA VINDA DO DESMATE SÓ DURA 15 ANOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(AFRA BALAZINA - DA REPORTAGEM LOCAL - FOLHA DE SÃO PAULO - 12/06/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Análise do IDH de 286 municípios amazônicos mostra que esgotamento rápido da floresta causa depressão socioeconômica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Modelo desenvolvido por cientistas do PA é publicado hoje na revista "Science'; para Imazon, governo estimula "boom-colapso"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política atual do governo na Amazônia, especialmente a recente aprovação da Medida Provisória da regularização fundiária, favorece a continuidade do modelo de desenvolvimento que traz riqueza no início e, menos de duas décadas depois, mergulha os municípios na miséria de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação é de Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Esse modelo, batizado de "boom-colapso", é descrito hoje por Veríssimo e colegas na revista científica "Science".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa analisou dados de qualidade de vida de 286 municípios na floresta amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constatou que, no curto prazo, o desmatamento realmente melhora o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Porém, os benefícios duram apenas entre 12 e 16 anos -quando acaba a exploração de madeira e a produtividade da pecuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse "boom", o município passa a apresentar índices de qualidade de vida parecidos com os do período anterior ao desflorestamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Veríssimo, para alterar o padrão de economia baseada no uso predatório dos recursos naturais, o governo precisa arbitrar. "Se deixar por conta do mercado, vai se manter o "boom-colapso", porque alguns ganham no curto prazo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com ele, a exploração de madeira rende por cerca de dez anos, e a pecuária em área desmatada, que tem solo pobre, por cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua opinião, a MP da regularização fundiária -que aguarda a sanção presidencial e não foi objeto do estudo na "Science"- é um mecanismo que estimula a ocupação de florestas públicas e seu desmatamento. Por meio dela, o governo envia um sinal claro de que tolera a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O trabalho mostra mais uma vez que o desmatamento não compensa do ponto de vista socioeconômico. Agora, teimosamente, o Brasil vem com políticas que parecem dizer o contrário", afirma. A medida irá permitir que 67,4 milhões de hectares de terras da União na Amazônia -equivalente aos territórios da Alemanha e da Itália somados- sejam doados ou vendidos sem licitação, até o limite de 1.500 hectares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo internacional de seis pesquisadores analisou os dados de IDH (como expectativa de vida, alfabetização e renda per capita) de municípios que possuem floresta em seu território, com diferentes estágios de desmatamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários municípios no Amazonas, por exemplo, estão na pré-fronteira de desmatamento. Em situação intermediária está São Félix do Xingu (PA), em que já houve aumento de riqueza por conta do desmate. E Paragominas (PA) está na fase final, pós-fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Imazon havia publicado, em 2007, um estudo sobre "boom-colapso". Porém, segundo Ana Rodrigues, autora principal do artigo da "Science", a pesquisa atual refinou a metodologia. "Cada município foi classificado usando informação de imagens de satélite com base na extensão florestal remanescente e na intensidade de desflorestamento. O resultado é uma imagem mais detalhada da trajetória de desenvolvimento humano em relação ao avanço da fronteira."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora, antes na Universidade de Cambridge e hoje no Centro de Ecologia Funcional e Evolutiva (França), espera que os resultados ajudem a reforçar, não só no Brasil, mas no mundo, "a mensagem de que é necessário um modelo de desenvolvimento diferente para a Amazônia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Veríssimo, cabe ao governo federal subsidiar atividades alternativas ao desmatamento nos municípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;AMAZÔNIA LEGAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(EDITORIAL - FOLHA DE SÃO PAULO - 09/06/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;MP da regularização fundiária aprovada no Congresso é um avanço, pois costura equilíbrio entre visões antagônicas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regularização fundiária das áreas da União ocupadas na Amazônia constitui um dos raros temas sobre os quais há algum consenso acerca dessa parte do Brasil. São 674 mil km2 -8% do território nacional- sem titulação ou com documentos inconfiáveis. Ruralistas e ambientalistas concordam em que a medida traria uma onda virtuosa de justiça social e segurança jurídica para a região, precondição para sua integração à moderna economia do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo sobre a necessidade da regularização, contudo, não se estende a todo o conteúdo da medida provisória aprovada pelo Congresso na quinta-feira e aguardando sanção do presidente Lula. Pelo texto, poderão ser alienadas aos detentores posses de até 1.500 hectares (15 km2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que se batem pela preservação da floresta consideram o limite excessivo, um prêmio à grilagem de terras. Como se sabe, a ocupação de terras públicas para pecuária é um dos grandes vetores do desmatamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, o conceito legal de pequena propriedade -objeto principal da pretendida regularização- é o de quatro módulos fiscais (na região, em geral 400 hectares). Como a lei prevê que propriedades na Amazônia mantenham intocados 80% da mata, sobrariam para uso 300 desses 1.500 hectares, o que não cabe chamar de latifúndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não soa absurdo que Lula tenha optado por uma extensão mais ao agrado do interesse dos agricultores. De todo modo, as posses entre 400 ha e 1.500 ha são só 10% dos imóveis, ou 12% da área em questão, nada que ofusque o mérito da iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pontos mais polêmicos na medida aprovada, e eles foram introduzidos na Câmara. O texto, mantido no Senado, prevê que terras da União também sejam tituladas para pessoas jurídicas e por meio de prepostos. Sua venda poderia ocorrer após três anos. Não parece haver dúvida de que tais dispositivos abrem brechas para desmembrar de modo fraudulento posses maiores que 1.500 ha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que levar em conta, porém, que nesses casos a alienação será onerosa e realizada por meio de licitação. Não se pode falar, portanto, de doação de patrimônio público. Além disso, fixar um prazo mais dilatado para venda, como os dez anos exigidos dos minifúndios regularizados sem ônus, não impedirá a proliferação de contratos de gaveta na Amazônia -precisamente o oposto da ordenação jurídica que se pretende alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ala ruralista do Senado, liderada pela relatora Kátia Abreu (DEM-TO), abriu mão de alterações ainda mais permissivas, para evitar novas votações e a perda de validade da MP. Já os vetos defendidos pela senadora Marina Silva (PT-AC) foram derrotados no plenário. É improvável que o Planalto os aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida provisória sobre a mesa presidencial pode não ser a ideal para passar uma régua na balbúrdia fundiária que impera na Amazônia, mas surge como o compromisso político possível em meio ao antagonismo que costuma paralisar todo e qualquer debate sobre a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um avanço, sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;DIRETOR DO INPE CRITICA CARBONO DE FLORESTA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(EDUARDO GERAQUE - FOLHA DE SÃO PAULO - 18/07/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Para Gilberto Câmara, créditos comercializáveis por desmatamento evitado são "dinheiro sujo" que "premia ilegais"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Para cientista, problema da Amazônia é de governança, não de dinheiro, e Brasil conseguiu reduzir ritmo da derrubada sem verba extra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilberto Câmara, diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e principal responsável pelo monitoramento da Amazônia, chamou de "dinheiro sujo" os recursos que poderão vir a ser trocados entre os países por meio do REDD, um dos mecanismos em discussão no âmbito internacional para reduzir o desmate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição sobre se e como o mundo vai usar ou não esse esquema no combate ao aquecimento global pode sair da conferência do clima de Copenhague, em dezembro.&lt;br /&gt;O desmatamento e a posterior queima da floresta desmatada emitem grandes quantidades de gás carbônico para a atmosfera. Isso ajuda a esquentar ainda mais o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a proposta, aprovada na conferência de Bali, em 2007, de usar o desmatamento evitado para ajudar a solucionar a crise do clima. Só não há acordo sobre como isso será feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo brasileiro é contra mecanismos de mercado no REDD (sigla em inglês para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal), pelos quais países que reduzissem seu desmatamento poderiam vender créditos de carbono para países com metas de redução a cumprir. Prefere que o REDD seja abastecido por doações, como os US$ 110 milhões que a Noruega já empenhou no Fundo Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas governadores de Estados da Amazônia Legal, como Blairo Maggi (MT) e Eduardo Braga (AM), se mostraram favoráveis à medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É quase como se o Brasil vendesse o seu ar", disse Câmara ontem, em Manaus (AM), durante o último dia da 61ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). "Com essas negociações, os países desenvolvidos deixarão de fazer sua lição de casa", disse Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, se o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento da Amazônia de 27 mil quilômetros quadrados por ano para uma média de 12 mil quilômetros quadrados sem esse dinheiro, é sinal que o país não precisa dele. "O problema do desmatamento da Amazônia é de governança", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Números&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câmara questiona até mesmo o tamanho da contribuição do desmatamento nas emissões mundiais de carbono. Hoje estima-se que as mudanças no uso da terra, principalmente o desmatamento tropical, respondam por 20% das emissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Câmara, esses números poderiam até ser válidos para os anos 1990. Hoje, diz, tanto o Brasil quanto a Indonésia, os maiores desmatadores do planeta, reduziram de forma considerável suas emissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estamos refazendo esses dados. Mas, hoje, com certeza, o número deve ser de pelo menos 10%", disse Câmara. Deste total, metade é a contribuição exclusiva do Brasil. "Desse total, 0,5% é referente ao desmatamento legal. Vamos receber dinheiro do REDD para pagar os ilegais?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ESTUDO REVELA AMAZÔNIA DESCONHECIDA E PRESERVADA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(ANDRÉA MICHAEL - FOLHA DE SÃO PAULO - 03/08/2009)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Exército prepara mapa inédito de região que ocupa área equivalente à Alemanha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Levantamento cartográfico de área noroeste conhecida como Cabeça do Cachorro tem previsão de demorar 5 anos e custar R$ 150 milhões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ano de trabalho, o Exército acaba de concluir a primeira parte de um tipo de levantamento cartográfico inédito na Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na região estudada - que fica a noroeste, é conhecida como Cabeça do Cachorro e ocupa uma área equivalente à Alemanha (350 mil quilômetros quadrados)-, as primeiras conclusões indicam que ali a floresta está mais preservada do que há 30 anos, possui inúmeros igarapés jamais visualizados nas imagens de satélites e perdeu comunidades indígenas pelas dificuldades de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 2010, começarão os estudos para avaliar as espécies vegetais da região (principalmente as castanheiras e seringueiras, típicas da floresta existente no local), seu valor comercial, a composição geológica do solo e o desenho pormenorizado dos novos riachos descobertos, trabalhos que serão feito pelo Ministério das Minas e Energia e pela Marinha, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados vão revelar inicialmente o perfil de São Gabriel da Cachoeira e Barcelos, as duas primeiras das dez microrregiões em que a Cabeça do Cachorro foi dividida para a realização da pesquisa, que ao todo vai demorar cinco anos e custará, incluindo partes náutica e geológica, R$ 150 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas mais recentes sobre a Amazônia são dos anos 1990 e não incluem a região da Cabeça do Cachorro. "Temos ali um vazio cartográfico, um nada. É difícil até mesmo organizar os trabalhos de fronteira que precisamos realizar", diz o general Augusto Heleno, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Sem surpresa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros resultados do levantamento, feito sob a coordenação do general Ronalt Vieira, não surpreenderam o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), responsável pelos números oficiais do desmatamento no país, nem os ambientalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todo o oeste da Amazônia, como é o caso, não possui estradas. Como o acesso é somente por rios, isso dificultada a exploração. E o fato de não se ter gado ali permite uma regeneração rápida da mata, porque o gado compacta o solo e dificulta o florescimento das sementes de maneira natural", diz Dalton Valeriano, pesquisador do Inpe especializado na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo números do instituto, o desmatamento de floresta nativa em São Gabriel da Cachoeira caiu de 1.500 km2, em 2003, para 610 km2 em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma realidade complemente diferente daquela encontrada, por exemplo, no Estado do Pará, um dos mais atingidos pelo desmatamento, decorrente, primeiro, da exploração ilegal de madeira e, na sequência, do gado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Dados positivos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, apresentou os números mais novos sobre o desmatamento, que são positivos: de fevereiro a abril, a área devastada foi de 197 km 2, contra 1.900 km2 no mesmo período de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, houve redução de 90%, mas, de acordo com o ministro, a maior quantidade de nuvens neste ano pode ter impedido a captação de imagens de novas áreas desmatadas.&lt;br /&gt;"A inexistência de estradas e a falta de perspectiva de haver doação de área pública são fatores fundamentais para a preservação da região noroeste da Amazônia", diz Paulo Barreto, da ONG Imazon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Tecnologia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho do Exército também é inédito pela tecnologia que utiliza, cujas fotos tiradas de um avião ultrapassam a copa das árvores, dando uma visão mais precisa sobre a vegetação e também o relevo, dados que ficavam prejudicados com a limitação de imagens colhidas por satélite, que esbarraram nas nuvens principalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina militar e o conhecimento da região -boa parte dos soldados envolvidos na ação tem origem indígena- são fundamentais para o trabalho. São 20 dias de viagem por rio para a chegada do combustível à Cabeça do Cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião empregado no trabalho de mapeamento da região começou a voar em outubro. Até o final de maio, foram consumidos 1 milhão de litros de querosene nos voos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos dados do general Ronalt, nos três próximos anos, tempo em que ele pretende concluir a parte de voo e registro de imagens da região inteira, o avião empregado no trabalho terá voado 900 mil quilômetros quadrados -teria dado, mais ou menos, 40 voltas em torno da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Frase&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"Isso [tecnologia de alta precisão] aqui é muito importante, porque costumamos dizer que, sobre o tempo, há duas estações: ou chove o dia todo, ou todo dia."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RONALT VIEIRA - general que dirige o projeto de cartografia da Cabeça do Cachorro no âmbito da Diretoria de Serviços Geográficos do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5246663161906573084?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5246663161906573084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5246663161906573084&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5246663161906573084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5246663161906573084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/09/desmatamento-no-brasil-uma-atualizacao.html' title='DESMATAMENTO NO BRASIL: UMA ATUALIZAÇÃO EM NOTÍCIAS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-715370560827650697</id><published>2009-03-22T21:30:00.004-03:00</published><updated>2009-03-27T20:16:45.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clima'/><title type='text'>DINÂMICA GERAL DA ATMOSFERA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dos temas mais complexos que permeiam os diversos campos de interesse da geografia é a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Dinâmica geral da atmosfera&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e a sua interferência nos climas em todo o mundo. Nesse texto, pretendo apenas esclarecer alguns princípios muito básicos dessa dinâmica rica em fenômenos de compreensão difícil e explicação complexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por princípios fisico-químicos, as moléculas de ar, quando aquecidas, tornam-se mais leves e descrevem trajetórias ascendentes (subida). Nos locais onde isso acontece na superfície terrestre, a pressão atmosférica torna-se baixa já que ela é o peso que as moléculas exercem sobre os corpos e esse peso diminui quando as moléculas estão aquecidas. Ao contrário, as moléculas frias, ficam mais pesadas e descrevem trajetórias descendentes, aumentando a pressão atmosférica nessas regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observe o esquema abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316135202084890802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sca0zNo4KLI/AAAAAAAAAyo/U4TPeMO4KSc/s400/Clima+-+Press%C3%A3o+e+Temperatura.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Com a subida das moléculas aquecidas nas áreas de baixa pressão, as moléculas mais frias das áreas de alta pressão deslocam-se para preencher o espaço criado pela subida do ar nas áreas de baixa pressão. É esse mecanismo que determina a dinâmica geral dos ventos, que sopram, portanto, das áreas de alta pressão para as áreas de baixa pressão. Os pólos apresentam pressões altíssimas devido às suas baixas temperaturas. Já as pressões mais baixas localizam-se na região mais aquecida do planeta, nas proximidades da linha do Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquema abaixo explica a diferença de temperatura entre os Pólos e o Equador. Observe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316135211056226498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sca0zvDz4MI/AAAAAAAAAyw/wRWe8-DawTg/s400/Clima+-+Latitude+-+Inclina%C3%A7%C3%A3o+do+Eixo+-+Raios+Solares.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nele estão representados dois feixes de luz de tamanho idêntico iluminando pontos diferentes do planeta. Por serem idênticos, a quantidade de energia enviada por cada feixe também é idêntica. No entanto, por conta da superfície arredondada da Terra, o feixe que atinge a região equatorial ilumina uma área bem menor do que aquele que ilumina a região próxima ao pólo. Assim, no Equador temos mais energia por área do que nos Pólos. Portanto, o Equador fica mais quente. E é ali que as altas temperaturas fazem as moléculas subirem iniciando uma dinâmica de ventos que está representada no esquema abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316135192401407250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 335px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sca0ypkJ7RI/AAAAAAAAAyg/ZUTWURQwYpo/s400/Clima+-+C%C3%A9lulas+de+Conve%C3%A7%C3%A3o+-+Hadley+-+M%C3%A9dia+Latitude+-+Polar.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;As moléculas que sobem na região equatorial abrem um espaço - um "vazio de moléculas" - na atmosfera. Então as moléculas das regiões de 30 graus de latitude norte e sul se deslocam para preencher esse espaço, gerando os ventos que conhecemos pelo nome de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Ventos Alísios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ao atingir a alta troposfera, a aproximadamente 16km de altitude, as moléculas que subiram no Equador dividem-se deslocando-se uma parte para o norte e outra parte para o sul, gerando os ventos que conhecemos pelo nome de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Ventos Contra-Alísios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ao atingir as regiões de 30 graus norte e sul, as moléculas descrevem trajetórias descendentes aumentando a pressão atmosférica nesses pontos. A chegada dos ventos contra-alísios nas zonas de 30 graus norte e sul determina a formação de uma célula de convecção de ventos: a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Célula Tropical&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Célula de Hadley&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As moléculas que descem em 30 graus dividem-se ao tocar a superfície terrestre. Uma parte retorna para o Equador, na forma de ventos alísios. O choque dos ventos alísios nas proximidades do Equador forma a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;ZCIT&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Zona de Convergência Inter-Tropical&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;), uma zona de baixa pressão onde os ventos ascendentes carregam a umidade para a altitude possibilitando a condensação e a ocorrência de chuvas. A Zona de Convergência Inter-Tropical é marcada pelas intensas precipitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra parte dos ventos que descem em 30 graus norte e sul segue para a região de 60 graus de latitude. Nessas zonas de 60 graus, as moléculas vindas de 30 graus chocam-se contra as moléculas vindas das altas pressões dos Pólos. Esse encontro forma a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Frente Polar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O choque desses ventos faz com que as moléculas subam - pois não podem ocupar o mesmo lugar no espaço - gerando ventos ascendentes, o que reduz a pressão atmosférica nas regiões de 60 graus norte e sul. Por isso, apesar da temperatura nessas áreas ser menor do que nas zonas de 30 graus, a pressão atmosférica é mais baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subida dos ventos na frente polar ocorre, como no Equador, até o "teto" da troposfera, a 16km de altitude. Nesse ponto os ventos se dividem novamente. Uma parte retorna para os Pólos onde desce, aumentando mais a pressão do local. E a outra parte retorna para as áreas de 30 graus, onde descreve trajetória de descida, somando-se aos ventos contra-alísios que vem do Equador e também chegam naquele ponto, contribuindo para as altas pressões dessa região. Dessa maneira estabelecem-se outras duas células de convecção de ventos: a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Célula de Média Latitude&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, entre 30 e 60 graus de latitude Norte e Sul; e a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Célula Polar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, entre 60 e 90 graus de latitude norte e sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão desse modelo geral de circulação atmosférica é fundamental para entender as características dos climas. Ele explica, por exemplo, porque o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Clima Equatorial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, influenciado pela ZCIT, é mais úmido (ventos ascendentes) e porque a maioria dos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Climas Desérticos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; aparece em regiões próximas a 30 graus norte e sul (ventos descendentes). Os ventos descendentes limitam a subida do vapor d'água para a alta troposfera. Desse modo não ocorre a condensação do vapor, o que dificulta a ocorrência de chuvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o posicionamento desse sistema de ventos não é estático. Ele se move de acordo com as estações do ano. Quando o hemisfério norte está no verão, a ZCIT avança em direção ao norte abrindo espaço para o avanço da frente polar no hemisfério sul, que está no inverno. Nas situações de primavera/outono, a ZCIT costuma posicionar-se sobre o Equador e as frentes polares nas zonas de 60 graus. Quando o verão chega para o hemisfério sul, a ZCIT desloca-se para o sul abrindo espaço para o avanço da frente polar no hemisfério norte. É o que se vê no esquema a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sca0z9T7sCI/AAAAAAAAAy4/8kw6fXjN1GM/s1600-h/Clima+-+Deslocamento+Sazonal+da+Frente+Polar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316135214881943586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sca0z9T7sCI/AAAAAAAAAy4/8kw6fXjN1GM/s400/Clima+-+Deslocamento+Sazonal+da+Frente+Polar.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;É possível notar pelo próprio esquema que o deslocamento do sistema de ventos é maior para o norte do que para o sul. Isso se explica pelo fato de que o hemisfério norte possui mais superfícies continentais do que oceânicas. Como, por uma diferença de calor específico, os continentes se aquecem mais rápido do que os oceanos, o aquecimento do norte ao longo do verão atrai a ZCTI de forma mais intensa. Abandonando o seu posicionamento equatorial, a ZCIT migra para até a latitude de 10 graus norte, e todo o sistema se move nessa proporção. O verão seco do &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Clima Mediterrâneo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (a 40 graus norte) se explica pelo deslocamento dos ventos descendentes sobre o Saara, a 30 graus norte, para o sul da Europa, a 40 graus norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hemisfério sul a situação se inverte. Temos mais oceanos (massas líquidas) do que continentes. O aquecimento lento dos oceanos no verão exerce menor poder de atração do centro de baixa pressão da ZCIT. Então ela abandona sua posição equatorial e migra apenas para até a latitude de 4 graus sul, e todo o sistema se move nessa proporção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, cabe ressaltar que apesar da clara importância da dinâmica geral da atmosfera para a definição das características dos climas, diversos outros elementos e fatores tem capacidade de produzir efeitos relevantes sobre os diversos tipos climáticos da Terra, e nós analisaremos alguns deles aqui em outras oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-52c38eb687b8375d" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v20.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D52c38eb687b8375d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329936296%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D58CA7C0E14934835C3B97837FAE97115FDFC270D.2323C8E9397438C2723BA637074A15C1DA7CBCC4%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D52c38eb687b8375d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DifBtivxO8o0TgVQrHI2mab_h_Oo&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v20.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D52c38eb687b8375d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329936296%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D58CA7C0E14934835C3B97837FAE97115FDFC270D.2323C8E9397438C2723BA637074A15C1DA7CBCC4%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D52c38eb687b8375d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DifBtivxO8o0TgVQrHI2mab_h_Oo&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assista esse vídeo com imagens interesantes sobre os climas no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. São Paulo: Bertrand Brasil, 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAGNOLI, Demétrio. ARAÚJO, Regina. Projeto de ensino de geografia. São Paulo: Moderna, 2005.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IMAGENS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;MAGNOLI, Demétrio. ARAÚJO, Regina. Projeto de ensino de geografia. São Paulo: Moderna, 2005.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-715370560827650697?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=52c38eb687b8375d&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/715370560827650697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=715370560827650697&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/715370560827650697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/715370560827650697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/03/dinamica-geral-da-atmosfera.html' title='DINÂMICA GERAL DA ATMOSFERA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sca0zNo4KLI/AAAAAAAAAyo/U4TPeMO4KSc/s72-c/Clima+-+Press%C3%A3o+e+Temperatura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3233320101590962203</id><published>2009-03-15T13:27:00.012-03:00</published><updated>2009-03-15T19:12:02.014-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia Física'/><title type='text'>CLASSIFICAÇÕES DE RELEVO DO BRASIL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma das primeiras classificações feitas no Brasil sobre o relevo do país começou a ser produzida nos anos 1940 pelo geógrafo e geomorfólogo brasileiro &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Aroldo de Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Professor da USP, Aroldo publicou seu trabalho em 1949. A classificação baseava-se no &lt;strong&gt;critério da altimetria&lt;/strong&gt; que dividia o Brasil em planícies, áreas de até 200 metros de altitude, e planaltos, áreas superiores a 200 metros de altitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aroldo baseou seu trabalho nas informações produzidas sobre o território até então e em trabalhos de campo onde partiu para a observação direta do relevo. Ele dividiu o Brasil em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;quatro planaltos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;quatro planícies&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Os &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;planaltos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planalto das Guianas&lt;br /&gt;Planalto Atlântico&lt;br /&gt;Planalto Central&lt;br /&gt;Planalto Meridional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;planícies&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planície Amazônica&lt;br /&gt;Planície do Pantanal&lt;br /&gt;Planície Costeira&lt;br /&gt;Planície do Pampa ou Gaúcha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o mapa com a classificação de relevo de Aroldo de Azevedo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313531962369267458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 395px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sb11Kt-0VwI/AAAAAAAAAyI/SIjvQCKAWOo/s400/Brasil+relevo+Classifica%C3%A7%C3%A3o+Aroldo+de+Azevedo.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;No final dos anos 1950 surgiu uma nova classificação de relevo para o Brasil, elaborada pelo geógrafo e geomorfólogo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Aziz Nacib Ab'Sáber&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Também professor da USP, Ab'Sáber elaborou uma classificação mais complexa do que a de seu antecessor. Introduziu a &lt;strong&gt;abordagem morfoclimática&lt;/strong&gt;, que considera os efeitos do clima sobre o relevo. Identificam-se &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;sete planaltos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;três planícies&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; na classificação de Aziz. Os &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;planaltos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planalto das Guianas&lt;br /&gt;Planalto Central&lt;br /&gt;Planalto Meridional&lt;br /&gt;Planalto Nordestino&lt;br /&gt;Planalto do Maranhão-Piauí&lt;br /&gt;Planalto Uruguaio Sul-Riograndense&lt;br /&gt;Serras e Planaltos do Leste e Sudeste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;planícies&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planície Amazônica&lt;br /&gt;Planície do Pantanal&lt;br /&gt;Planície Costeira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o mapa com a classificação de relevo de Aziz Ab'Sáber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313532137331790562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 396px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sb11U5xIkuI/AAAAAAAAAyQ/w7_ZZz8ZQBA/s400/Brasil+relevo+Classifica%C3%A7%C3%A3o+Aziz+Ab%C2%B4Saber.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em 1989 foi divulgada a nova classificação de relevos do Brasil elaborada pelo professor &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Jurandyr Ross&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, do Laboratório de Geomorfologia do Departamento de Geografia da USP. Ele usou no seu trabalho os dados produzidos pelo &lt;strong&gt;Projeto Radam Brasil&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse projeto, que restringia-se ao mapeamento por radar da Amazônia, foi ampliado para todo o Brasil em 1975. No levantamento dos dados foi utilizado o avião Caravelle que sobrevoou o país a uma altitude média de 12 km e a uma velocidade média de 690 Km/h. O professor Jurandyr Ross fez parte da equipe do Radam Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova classificação, com 28 unidades de relevo, considerou, além das &lt;strong&gt;características morfoestruturais&lt;/strong&gt; (estruturas geológicas) &lt;strong&gt;e morfoclimáticas&lt;/strong&gt;, as &lt;strong&gt;características morfoesculturais&lt;/strong&gt; do relevo, ou seja, a ação dos agentes externos. E introduz o conceito de &lt;strong&gt;depressão&lt;/strong&gt;, inexistente nas classificações anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As depressões são formas de relevo que apresentam altitudes mais baixas do que as existentes ao redor, já que elas circundam planaltos. Nas áreas de contato entre os planaltos e as depressões, costumam surgir escarpas quase verticais, demosntrando o efeito da erosão diferencial. Os sedimentos erodidos constituem a estrutura aplanada das depressões enquanto as rochas resistentes à erosão constituem os planaltos. No Brasil, existem &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;11 depressões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e elas são divididas nos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;três grupos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Depressão Periférica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: estabelecidas nas regiões de contato entre estruturas sedimentares e cristalinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Depressão Interplanáltica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: estabelecidas em áreas mais baixas em relação aos planaltos que as circundam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Depressão Marginal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: margeiam as bordas de bacias sedimentares, esculpidas em estruturas cristalinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planaltos, segundo a classificação de Jurandyr Ross, correspondem às estruturas que cobrem a maior parte do território e são consideradas formas residuais, ou seja, constituídas por rochas que resistiram ao trabalho de erosão. No Brasil existem &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;11 planaltos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; divididos nos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;quatro grupos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planaltos em Bacias Sedimentares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: constituídos por rochas sedimentares e circundados por depressões periféricas ou marginais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planaltos dos Cinturões Orogênicos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: originados pela erosão sobre os antigos dobramentos sofridos na Era Pré-Cambriana pelo território brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planaltos em Núcleos Cristalinos Arqueados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: estruturas que, embora isoladas e distantes umas das outras, possuem a mesma forma, ligeiramente arredondada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planaltos em intrusões e coberturas residuais da plataforma (escudos)&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; formações antigas da era Pré-Cambriana que possuem grande parte de sua extensão recoberta por terrenos sedimentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas planícies, onde predomina o trabalho de acumulação de sedimentos, as constituições das rochas se diferenciam dos planaltos e das depressões por serem formadas por sedimentação recente, com origem no Quaternário. No Brasil existem &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;6 planícies&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; divididas em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;dois grupos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planícies Costeiras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: encontradas no litoral como as Planícies e Tabuleiros Litorâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Planícies Continentais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: situadas no interior do país, são consideradas planícies as terras situadas junto aos rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses três conjuntos (depressões, planaltos e planícies) compõem a classificação mais recente adotada no Brasil. Veja o mapa da classificação de relevo de Jurandyr Ross:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313532487355319266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 333px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sb11pRtPw-I/AAAAAAAAAyY/Clla-DJkk2k/s400/Brasil+Relevo+Classifica%C3%A7%C3%A3o+Jurandyr+Ross.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;Conclui-se, então, que as classificações de relevo do Brasil evoluiram nos últimos 60 anos, não só pelo uso de novas tecnologias bem como pela incorporação de novos conceitos e metodologias de trabalho. Vamos lá, leitor! Compare os mapas observando-os com atenção. Note como as planícies diminuem a cada clasificação. Observe cada mudança e exercite seu olhar geográfico. Pode ser bastante divertido.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS&lt;/strong&gt;:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;ARAÚJO, Regina. MAGNOLI, Demétrio. Projeto de ensino de geografia. Geografia do Brasil. - 2. ed. - São Paulo: Moderna, 2005.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;ROSS, Jurandyr L. S. Geografia do Brasil. - 4. ed. 1 reimpr. - São Paulo: EDUSP, 2003.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Wikipédia: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3233320101590962203?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3233320101590962203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3233320101590962203&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3233320101590962203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3233320101590962203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/03/classificacoes-de-relevo-do-brasil.html' title='CLASSIFICAÇÕES DE RELEVO DO BRASIL'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/Sb11Kt-0VwI/AAAAAAAAAyI/SIjvQCKAWOo/s72-c/Brasil+relevo+Classifica%C3%A7%C3%A3o+Aroldo+de+Azevedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3036716578532932272</id><published>2009-03-11T16:55:00.005-03:00</published><updated>2009-03-11T17:21:01.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia Física'/><title type='text'>FIORDES NA ISLÂNDIA E NA NORUEGA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A bela imagem que se vê abaixo apresenta diversos fiordes. Eles são formações de relevo contituidas por pequenos golfos estreitos e profundos cercados por montanhas altas, construídos pelo trabalho de erosão glacial. Esse trabalho deriva da "&lt;em&gt;ação de imensas placas de gelo chamadas geleiras, ou glaciares, que se movimentam em rumo ao mar como se fossem grandes rios congelados&lt;/em&gt;". &lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta imagem fez parte de uma exposição promovida pela NASA em 2002, quando comemoravam-se os 30 anos de lançamento do satélite &lt;em&gt;Landsat&lt;/em&gt;. A exposição reuniu algumas das mais belas fotografias obtidas pelo satélite nesses trinta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SbgXdU-BZUI/AAAAAAAAAxY/Set5TUayJvI/s1600-h/Fiordes+na+Isl%C3%A2ndia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312021553095992642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 374px; CURSOR: hand; HEIGHT: 374px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SbgXdU-BZUI/AAAAAAAAAxY/Set5TUayJvI/s400/Fiordes+na+Isl%C3%A2ndia.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312026239483543874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SbgbuHH4gUI/AAAAAAAAAxg/1rleER9m2HM/s400/Fiordes+na+Noruega.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Já essa fotografia acima apresenta um fiorde na cidade de Oslo, na Noruega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[1] www.wikipédia.pt &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3036716578532932272?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3036716578532932272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3036716578532932272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3036716578532932272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3036716578532932272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/03/fiordes-na-islandia.html' title='FIORDES NA ISLÂNDIA E NA NORUEGA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SbgXdU-BZUI/AAAAAAAAAxY/Set5TUayJvI/s72-c/Fiordes+na+Isl%C3%A2ndia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-4468154743677258499</id><published>2009-03-07T12:30:00.006-03:00</published><updated>2011-09-04T13:09:37.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia Física'/><title type='text'>INTEMPERISMO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chamamos de agentes exógenos ou externos os elementos da natureza que realizam o trabalho de transformar as estruturas físicas e químicas das rochas e transportar, seja a curtas, médias ou longas distâncias, os fragmentos dessas rochas que eles são capazes de desgastar. Entre os principais agente exógenos ou externos temos as chuvas, os ventos, os rios, os mares e o gelo. Eles são capazes de causar tanto o intemperismo quanto a erosão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas qual é a diferença entre &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;intemperismo&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;erosão&lt;/span&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Intemperismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; correponde ao processo de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alteração&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, ou seja, de transformação das estruturas físicas (através da desagregação), ou químicas (através da decomposição) das rochas da superfície terrestre. Já a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;erosão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; corresponde ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;transporte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dos fragmentos de rochas desgastadas, ou seja, o deslocamento de materiais intemperizados. Nesse texto dedicaremos algumas palavras para descrever os principais tipos de intemperismo, suas principais formas de ocorrência e seus agentes causadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como ocorre o &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;intemperismo&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O intemperismo ocorre essencialmente de duas formas, podendo a alteração das rochas ser de caráter &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;físico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;químico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O intemperismo físico corresponde à alteração da estrutura física das rochas feita a partir de uma desagregação mecânica. Por exemplo: quando uma única rocha é dividida em duas partes, ela sofreu uma alteração física e não química pois as duas partes não tiveram sua composição química alterada pela simples quebra da rocha. Para que haja intemperismo químico é necessário que ocorra uma alteração da estrutura química da rocha. O intemperismo físico é típico de climas secos, sejam eles quentes ou frios. Já o intemperismo químico, cuja atuação é mais profunda e importante do que a do intemperismo físico, tem sua ocorrência em áreas úmidas e quentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Intemperismo Físico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, então, os principais agentes que podem causar o intemperismo físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) Variação de temperatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A variação diária de temperatura (insolação) e a variação anual (estações do ano) atuam sobre as rochas provocando dilatação (pelo aquecimento ao longo do dia ou do verão) e contração (ao longo das noites ou do inverno). Essa dinâmica de dilatação e contração provoca a termoclastia, ou seja, a fragmentação ou desagregação das rochas pela variação de temperatura. Esse fenômeno é mais comum em climas secos (como os dos desertos) onde ocorre grande variação de temperatura diária e anual. Em alguns pontos do deserto do Saara, as temperaturas superam os 50 graus célcius durante o dia e caem drasticamente para níveis perto de zero grau à noite. O reflexo está na paisagem arenosa, fruto da fragmentação excessiva das rochas do local. Cabe destacar, ainda, que o comportamento dos diferentes minerais, que compõem uma mesma rocha e possuem coeficientes de dilatação distintos, é diferente provocando o "&lt;em&gt;deslocamento relativo entre os cristais, rompendo a coesão inicial entre os grãos&lt;/em&gt;". &lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) Alívio de pressões&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente alguns blocos rochosos de grande dimensão que estão posicionados em partes profundas da crosta (chamados de batólitos) e que encontram sobre si um grande volume de rochas que atingem a superfície (chamadas de rochas encaixantes) sofrem um processo de soerguimento. Nesse processo o material da rocha encaixante é erodido e seu peso imenso é retirado, pela erosão, de cima do batólito causando um grande alívio de pressão. Esse alívio faz surgir um conjunto de fendas mais ou menos paralelas à superfície na estrutura da rocha soerguida. Essa alteração (fendilhamento) é de caráter essencialmente físico sendo mais um exemplo de intemperismo. Outras rochas, que não são batólitos, também sofrem intemperismo por alívio de pressão, como ocorre com os gnaisses e os arenitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c) Crescimento de cristais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A existência de poros ou fendas nas rochas possibilita o acúmulo de água e de sais (cloretos, sulfatos, carbonatos...). Em regiões frias, o congelamento da água acumulada nas fendas das rochas aumenta seu volume em aproximadamente 9% exercendo forte pressão para o alargamento dessas fendas podendo causar aumento das fraturas e fragmentar as rochas (crioclastia). O acúmulo de cristais nessas fendas também provoca essa abertura. Os cristais podem expandir-se pelo aumento da temperatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FL8chsmD8Bo/TmOijyVr9eI/AAAAAAAABQs/hDoYFonWaWc/s1600/img-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FL8chsmD8Bo/TmOijyVr9eI/AAAAAAAABQs/hDoYFonWaWc/s400/img-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648537093344589282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d) Hidratação de minerais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A cristalização de sais dissolvidos nas águas de infiltração tem o mesmo efeito&lt;/em&gt; [que o crescimento de cristais*]&lt;em&gt;. Com o passar do tempo, o crescimento desses minerais também causa expansão das fraturas e fragmentação das rochas&lt;/em&gt;". &lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt; Ou seja, ressalta-se aqui o papel da absorção de umidade pelos minerais como agente físico causador de fraturas e, principalmente, esfoliações das rochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e) Processos físico-biológicos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação mecânica das raízes dos vegetais e de outros organismos também pode provocar a fratura ou a fragmentação das rochas. Quando, por exemplo, as raízes de uma árvore crescem na fenda de uma rocha, elas forçam a sua abertura gerando a desagregação dos blocos separados pela fenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Intemperismo Químico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, agora, os principais agentes capazes de gerar o intemperismo químico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) Oxidação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sua ocorrência é típica de "&lt;em&gt;ambientes oxidantes&lt;/em&gt;" &lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;, ou seja, os mais úmidos. É mais comum nos íons &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fe++&lt;/span&gt; e no &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fe+++&lt;/span&gt;. Sua evidência mais clara manifesta-se na coloração avermelhada e amarelada das rochas e dos solos gerados pela intemperização dessas rochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) Redução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o processo inverso à oxidação. O íon &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fe++&lt;/span&gt; mantém-se na forma estável. Ocorre preferencialmente em "&lt;em&gt;ambientes redutores&lt;/em&gt;" &lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2], &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;que também são bastante úmidos, saturados de água. O processo resulta em rochas e solos de coloração azualda, cinzenta ou esverdeada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c) Hidratação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo ocorre a partir da entrada de moléculas de água na estrutura mineral, modificando-a e dando origem a um mineral diferente. Ocorre também em ambientes mais úmidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d) Hidrólise&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo as rochas constituídas basicamente por silicatos, quando elas entram em contato com a água, os silicatos sofrem hidrólise e dessa reação resulta uma solução alcalina. Em um feldspato potássico, por exemplo, o hidrogênio (&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;H+&lt;/span&gt;) substitui por hidrólise o potássio (&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;K+&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;e) Atividade dos ácidos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os ácidos facilitam a ocorrência do processo de hidrólise (em função do teor &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;H+&lt;/span&gt;). Os principais ácidos ativos são o ácido carbônico, o ácido sulfúrico, os ácidos húmicos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;f) Dissolução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dissolução ocorre quando a água provoca a solubilização completa de um mineral. Esse processo é mais comum em terrenos formados por rochas calcárias, que são mais suscetíveis à dissolução completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;g) Processos químico-biológicos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Derivam principalmente da liberação de substâncias e do aumento na acidez da água de infiltração, que resultam da ação de microorganismos, plantas e tecidos animais e vegetais. O solo é um ambiente rico em &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;CO2&lt;/span&gt; em função da oxidação da matéria orgânica e da respiração das plantas pelas raízes. Esse &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;CO2&lt;/span&gt; em contato com a água das chuvas diminui o &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;pH&lt;/span&gt; dessas águas dando maior poder de ataque às rochas alterando-lhes a estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AGRADECIMENTOS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Meus sinceros agradecimentos a professora &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Anice Esteves Afonso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, do departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, amiga e mentora, pelo carinho e pela revisão dos conceitos desse pequeno texto sobre um tema que ela, como professora de geomorfologia, domina tão melhor do que eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] TOLEDO, Maria Cristina M. et al. Decifrando a Terra. Ed. Oficina de Textos. São Paulo. 2002. pp.: 140-148.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;[2] &lt;a href="http://geomarco.com/" target="_blank"&gt;http://geomarco.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt; Nota do Autor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-4468154743677258499?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/4468154743677258499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=4468154743677258499&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4468154743677258499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4468154743677258499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/03/intemperismo.html' title='INTEMPERISMO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FL8chsmD8Bo/TmOijyVr9eI/AAAAAAAABQs/hDoYFonWaWc/s72-c/img-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-2182222464509245197</id><published>2009-03-02T18:30:00.003-03:00</published><updated>2011-09-08T00:09:39.247-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>CONSENSO DE WASHINGTON: BASES E DESDOBRAMENTOS NO MUNDO SUBDESENVOLVIDO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em 1990, o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Fundo Monetário Internacional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;FMI&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;) passou a recomendar oficialmente a adoção de um conjunto formado por dez medidas econômicas voltadas para promover o ajustamento econômico de países subdesenvolvidos que passavam por dificuldades. Esse conjunto de medidas, formulado por economistas de instituições situadas em Washington (EUA) como o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;FMI&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Banco Mundial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Departamento do Tesouro dos Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, foi fundamentado em um texto do economista &lt;strong&gt;John Williamson&lt;/strong&gt;, do &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;International Institute for Economy&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, e por ele denominado de &lt;strong&gt;Consenso de Washington&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vxR1K4OwEDs/TmgwbeT6CwI/AAAAAAAABQ0/FpPA5GVb3tM/s1600/John%2BWilliamson.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; DISPLAY: block; HEIGHT: 322px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649818981087447810" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-vxR1K4OwEDs/TmgwbeT6CwI/AAAAAAAABQ0/FpPA5GVb3tM/s400/John%2BWilliamson.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segundo o CID-Harvard University, quando cunhou a expressão, Willamson assinalou que o Consenso de Washington deveria representar "&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;o mínimo denominador comum de recomendações de políticas econômicas que estavam sendo cogitadas pelas instituições financeiras baseadas em Washington e que deveriam ser aplicadas nos países da América Latina, tais como eram suas economias em 1989&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;". Ou seja, a "receita" para a retomada do crescimento depois das crises dos anos 1970 e 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As &lt;strong&gt;dez recomendações&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;Consenso de Washington&lt;/strong&gt; eram as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Abertura Comercial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - com a redução de tarifas alfandegárias liberalizando o comércio internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Privatização de Estatais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - reduzindo o papel dos Estados como empresários nas economias nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Redução dos Gastos Públicos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - que, entre outras possibilidades, viabilizariam maior superávit primário, ou seja, uma maior economia para pagamento de dívidas externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Disciplina Fiscal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - estabelecendo um rígido controle sobre os gastos públicos para favorecer o controle inflácionário, evitar o aumento do déficit público e, preferencialmente, sustentar uma política fiscal expansionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Reforma Tributária&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - reduzindo e otimizando a cobrança de impostos sobre a produção e a circulação de mercadorias e serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Desregulamentação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - baseada no afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas a fim de favorecer a livre iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Estímulo aos Investimentos Estrangeiros Diretos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - reduzindo ou eliminando restrições para o investimento de capitais na instalação de filiais de determinadas empresas fora de seus países-sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Juros de Mercado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - permitindo a adaptação às conjunturas momentâneas a partir de taxas flutuantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Câmbio de Mercado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - viabilizando a realização de ajustes nos balanços de pagamentos e associando seu comportamento às intervenções das autoridades monetárias, ou seja, dos bancos centrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Direito à Propriedade Intelectual&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - protegendo principalmente o que se refere a patentes, marcas, desenho industrial, indicação geográfica e cultivares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À revelia do próprio Williamson, a expressão Consenso de Washington passou a ser usada para justificar a adoção de políticas neoliberais defendidas principalmente pelos economistas da Escola de Chicago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência neoliberal surge em 1970, no Chile de Augusto Pinochet, com os &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Chicago Boys&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, economistas formados na Universidade de Chicago e influenciados pelas idéias de Milton Friedman, ganhador do Prêmio Nobel de economia em 1976. Os chilenos anteciparam em quase dez anos a adoção do neoliberalismo por Tatcher - &lt;em&gt;Tatcherismo inglês&lt;/em&gt; - e por Reagan - &lt;em&gt;Reaganismo norteamericano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Neoliberalismo é uma doutrina econômica que preconiza a restrição à intervenção estatal na economia e o fundamentalismo de livre-mercado que, segundo George Soros, criador dessa expressão, "&lt;em&gt;coloca o capital financeiro ao volante&lt;/em&gt;" da economia. Retoma a clássica metáfora liberal de Adam Smith de que a "&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;mão invisível&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;" conduziria o capitalismo ao equilíbrio econômico. Bastaria, para isso, o controle inflacionário e do déficit público, segundo os neoliberais da Escola de Chicago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, o Neoliberalismo se opõe diretamente ao Keynesianismo vigente até então, que preconizava a atuação direta do Estado na economia e que essa atuação deveria preocupar-se com a geração do estado de bem-estar social. Ou seja, o Neoliberalismo faz ressurgir a defesa da minarquia - teoria política onde estão entre as funções do Estado apenas a promoção da segurança, da justiça e do poder de polícia, além da criação de legislação necessária para assegurar o cumprimento destas funções. E representa uma retomada do Laissez-faire (do francês, deixai fazer), chavão do liberalismo smithiano defendendo a redução do protecionismo nas trocas internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Consenso de Washington acabou por traduzir os preceitos neoliberais num contexto de crise das economias de planejamento central do mundo socialista e da queda do muro de Berlim. A implantação sem questionamentos do receituário "infalível" do &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;FMI&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para o desenvolvimento econômico do mundo subdesenvolvido trouxe consequências diversas, em muitos casos, bastante negativas, reveladas pela crise asiática de 1997, pela crise da Rússia em 1998 e pela "quebra" da Argentina em 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crises, com diversas características específicas, possuem pelo menos uma razão em comum: o Consenso de Washington acreditava que a liberalização dos mercados determinaria um fluxo de capital dos países mais ricos para os mais pobres, no entanto foi exatamente o contrário que aconteceu. Em vez de ocorrerem melhorias na distribuição de renda pelo mundo, a situação piorou, de acordo com dados estatísticos da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ONU&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; publicados no livro "&lt;em&gt;Flat Wolrd, Big Gaps&lt;/em&gt;" (Um mundo plano, grandes disparidades - tradução livre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários princípios do Consenso de Washington, que sustentam a ideologia neoliberal, podem se considerados "globalizantes" por estimularem a integração econômica internacional, principalmente através da abertura de mercados, das privatizações e do estímulo aos investimentos externos diretos. Entende-se, portanto, que o processo recente de globalização da economia mundial, de certa maneira, contribuiu para agravar as desigualdades sociais e econômicas que erguem um fosso entre o mundo desenvolvido e o mundo subdesenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, despontaram diversas manifestações antiglobalização em todo o mundo. O grande marco desse movimento foi o encontro de manifestantes em Seattle (EUA), no dia 30 de novembro de 1999, em protesto contra a reunião da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Organização Mundial do Comércio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;OMC&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;) naquela cidade. Ali uniram-se partidários de diversas ideologias: anarquistas, marxistas, ecologistas, católicos progressistas, pacifistas, sindicalistas, antimilitaristas, movimentos camponeses, organizações não-governamentais generalistas e de direitos humanos, entre outros grupos. Todos protestando contra os rumos atuais do processo de globalização. Por essa razão fale-se em "&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;o movimento dos movimentos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;". Mais tarde surge o termo "Altermundialismo" cunhado por Ignácio Ramonet, editor do jornal francês &lt;em&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7UEfximDHvc/Tmgxgz6_E-I/AAAAAAAABRE/_IbecZv3m80/s1600/seattle%2B1999.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7UEfximDHvc/Tmgxgz6_E-I/AAAAAAAABRE/_IbecZv3m80/s400/seattle%2B1999.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649820172299473890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nessa linha de contestação, surgiram no mundo periférico os Fóruns Sociais Mundiais, cujo primeiro aconteceu no Brasil, em Porto Alegre, no ano de 2001. Eles ocorrem nos mesmos dias em que ocorrem em Davos, na Suíça, os Fóruns Econômicos Mundiais, onde predominam as idéias defendidas pelas grandes corporações transnacionais que se beneficiam do processo de globalização e se esforçam pelo seu avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas estão na mesa e descortina-se um mundo de possibilidades para o futuro diante da realidade concreta do aprofundamento das desigualdades entre ricos e pobres. O que parece claro é que o Consenso de Washington não é mais um consenso. Talvez, como na hipótese de Dani Rodrik, professor de política econômica da Universidade de Harvard, o Consenso de Washington tenha tornado-se a &lt;em&gt;Confusão de Washington.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-2182222464509245197?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/2182222464509245197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=2182222464509245197&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/2182222464509245197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/2182222464509245197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/03/consenso-de-washington-bases-e.html' title='CONSENSO DE WASHINGTON: BASES E DESDOBRAMENTOS NO MUNDO SUBDESENVOLVIDO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vxR1K4OwEDs/TmgwbeT6CwI/AAAAAAAABQ0/FpPA5GVb3tM/s72-c/John%2BWilliamson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-4201158284618852337</id><published>2009-01-19T11:00:00.006-02:00</published><updated>2009-01-19T18:36:36.086-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>BREVE PANORAMA DO NEGRO NO BRASIL:</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;SOBRE O RECONHECIMENTO DA ETNIA, DA CULTURA E DAS DESIGUALDADES SOCIO-POLITICO-ECONÔMICAS.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O reaparecimento de movimentos étnicos, religiosos e linguísticos, que defendem suas identidades culturais na forma de micronacionalismos que ressaltam particularismos locais, pode ser contextualizado com o declínio do poder dos Estados e com o enfraquecimento da idéia de nação no atual mundo globalizado - dominado pelas empresas transnacionais e pelas redes financeiras e informacionais - como uma reação ou resistência à padronização dos costumes, do consumo e à forte penetração da cultura dos países hegemônicos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obviamente, essa padronização é excludente e marginaliza o elemento étnico negro, o asiático e o indígena além de outros grupos minoritários. Esses não são reconhecidos de forma igualitária. Assim, no epicentro desses movimentos está a incessante busca pelo reconhecimento da dignidade, do valor humano e, mais profundamente, do prestígio que deseja usufruir o elemento ou o grupo etnico-cultural.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo Hegel, o homem em sua essência deseja ser desejado pelos outros seres humanos e ser reconhecido como homem pois seu valor está intimamente ligado ao valor que lhe é atribuído pelos outros homens. Por isso é tão importante para os indivíduos ou para os grupos etnico-culturais o reconhecimento dos outros elementos ou grupos com os quais eles convivem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O movimento negro no Brasil busca denunciar a incapacidade da sociedade brasileira para a equalização dos contrastes sociais e econômicos e a sua paralisia para com a dissolução das diferenças de &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; desfrutadas por brancos e negros no país, já que isso passaria pela partilha do poder e das posições de prestígio, e pelo acesso aos bens materiais, todos de forma igualitária.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Denuncia também a manifestação forçadamente limitada da cultura negra no espaço público e os processos de alienação do elemento negro através da interiorização de imagens depreciativas de si mesmos, buscando desconstruir sua identidade étnica e cultural, o que materializa a segregação espacial dos negros e a segregação de sua cultura vinculada às raízes africanas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O negro brasileiro não desfruta desse reconhecimento. Ao contrário, a cultura ocidental, acostumada durante séculos a tratar os negros como "coisas sem alma", resiste a aceitação plena do negro e, de forma vil, implode as estruturas da cultura negra através dos vários recursos que domina, desde o espaço público até a mídia, segregando o negro dos padrões estéticos e culturais, e associando-o à miséria e à promiscuidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-4201158284618852337?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/4201158284618852337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=4201158284618852337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4201158284618852337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4201158284618852337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2009/01/panorama-do-negro-no-brasil.html' title='BREVE PANORAMA DO NEGRO NO BRASIL:'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-4671300050303648154</id><published>2008-12-12T15:00:00.005-02:00</published><updated>2008-12-17T23:31:41.378-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demografia'/><title type='text'>TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA NO MUNDO ISLÂMICO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O processo de crescimento da população no mundo islâmico possui algumas características bastante peculiares que merecem uma análise um pouco mais atenta. Observe a tabela abaixo que contém as taxas de crescimento vegetativo, de natalidade e de mortalidade de cinco países do mundo islâmico. Dos países da Península Arábica, onde surgiu o islamismo, selecionamos a Arábia Saudita e o Catar. Outro país asiático selecionado foi o Afeganistão. E da África, onde o islamismo se difundiu principalmente no norte do continente, selecionamos a Eritréia e o Chade. Veja os dados:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280930945389155074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SUmitxtJ0wI/AAAAAAAAAro/sOZQjGFZ5QY/s400/Tabela+de+Dados+Demogr%C3%A1ficos+do+Mundo+Isl%C3%A2mico.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SUmg-Iz08-I/AAAAAAAAArg/A61ovwhUX2E/s1600-h/Tabela+de+Dados+DemogrÃ¡ficos+do+Mundo+IslÃ¢mico.bmp"&gt;&lt;/a&gt;Como em qualquer país de grandes contrastes, nos países do mundo islâmico existem profundas diferenças entre a pequena parcela mais rica da população e a maioria mais pobre. Para os mais pobres, é normal que os fatores que contribuem para uma natalidade mais elevada produzam efeitos mais significativos. Falta de informação e de acesso aos métodos de controle, além do baixo custo de formação do indivíduo, influenciam diretamente nas altas taxas de natalidade apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as elites desses países, que poderiam realizar um controle mais efetivo das taxas de natalidade, alguns fatores tradicionais inerentes ao mundo islâmico fazem grande diferença. O islamismo permite a poligamia. No entanto defende que os homens que desejam ter mais de uma esposa devem preocupar-se com a possibilidade de sustentá-las, o que não é nenhum problema para os mais ricos. Permitindo que os homens tenham até quatro mulheres ao mesmo tempo, a poligamia tornou-se sinônimo de melhor condição social, ou seja, de que os homens que tem mais de uma mulher são mais ricos do que os que tem apenas uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma lógica acabou sendo apropriada para os filhos. Ter muitos filhos tornou-se também um sinônimo de riqueza, de prosperidade. Um caso exemplar é o da família do terrorista Osama bin Laden. Muhammed Awad bin Laden, pai de Osama, nasceu pobre no Iêmen e migrou para a Arábia Saudita onde tornou-se um dos homens mais ricos e importantes do país. Casou-se e divorciou-se várias vezes tendo 10 esposas ao longo de sua vida. Com elas teve o total de 54 filhos, sendo Osama o único filho que Muhammed Awad teve com Hamida al-Attas, de quem divorciou-se logo após o nascimento do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A soma desses fatores produz taxas de natalidade elevadíssimas no mundo islâmico. Afeganistão, Chade e Eritréia possuem taxas de mortalidades também elevadas, o que reduz o crescimento vegetativo que poderia ser bem maior caso essas mortalidades fossem do mesmo patamar da Arábia Saudita e do Catar. Nesses dois países, o crescimento vegetativo também é bastante afetado pela taxa de migração positiva, especialmente no Catar, que possui uma população absoluta menor. O fator de atração é o petróleo, cuja exploração atrai trabalhadores e negociantes do mundo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro fator, que frequentemente é abordado na imprensa do Ocidente, é a existência de grupos religiosos islâmicos radicais que defendem a expansão da fé islâmica utilizando o crescimento populacional acelerado como estratégia para elevar o percentual de muçulmanos no planeta. É provável que alguns grupos defendam, de fato, essa estratégia mas não se deve atribuir tal lógica de forma generalizada a todos os seguidores do islamismo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-4671300050303648154?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/4671300050303648154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=4671300050303648154&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4671300050303648154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4671300050303648154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/12/transio-demogrfica-no-mundo-islmico.html' title='TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA NO MUNDO ISLÂMICO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SUmitxtJ0wI/AAAAAAAAAro/sOZQjGFZ5QY/s72-c/Tabela+de+Dados+Demogr%C3%A1ficos+do+Mundo+Isl%C3%A2mico.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-2529050643818462132</id><published>2008-10-22T14:00:00.002-02:00</published><updated>2008-10-22T14:00:00.266-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacionalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><title type='text'>FORMAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DA IUGOSLÁVIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em 1918, no final da primeira guerra mundial, a dissolução da monarquia dual austro-húngara deu origem a diversos estados nacionais, dentre eles o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos. Os tratados de Neuilly-sur-Seine, Saint Germaine-em-Laye, Trianon e Rapallo fixaram as fronteiras do país que seria transformado em Reino da Iugoslávia em 1929, com um sistema político autoritário comandado por Alexandre I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invadido e dominado em 1941 pela Alemanha, com o auxílio dos Ustaše (organização nacionalista croata de extrema direita), o reino virou palco de diversos conflitos internos que, segundo estimativas, mataram mais de um milhão de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Ustaše eram favoráveis à invasão alemã pois tinham em sua base ideológica o objetivo de formar uma croácia etnicamente pura e foram postos no comando do Estado Independente da Croácia forjado pelos países do eixo após eles dominarem o Reino da Iugoslávia. O Conselho Antifascista de Libertação Nacional, grupo de orientação comunista, liderado por Josip Broz Tito, expulsou os alemães em 1944 e liquidou o Estado croata comandado pelos Ustaše.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito ainda enfrentou outra forte oposição durante a luta contra os alemães. A dos Chetniks, nacionalistas sérvios liderados por Draza Mihailovic, que apoiavam a monarquia. No entanto o grupo de Tito saiu vitorioso e formou-se, inicialmente, a Iugoslávia Democrática Federal. Seu nome foi alterado em 1946 para República Federativa Popular da Iugoslávia e em 1963 para República Socialista Federativa da Iugoslávia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito lutou na primeira guerra pela infantaria do império austro-húngaro e foi feito prisioneiro na Rússia, onde entrou em contato com idéias comunistas. Fugiu da prisão, lutou pela revolução russa e retounou ao Reino da Iugoslávia, onde envolveu-se com o partido comunista e ficou preso por seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 1945, Tito assumiu o cargo de primeiro-ministro da Iugoslávia ocupando-o até janeiro de 1953 quando tornou-se presidente do país. Organizada sob a forma de uma federação, a Iugoslávia era formada por seis repúblicas e duas províncias autônomas pertencentes à república da Sérvia. Veja o mapa e a legenda:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259716757046984514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SP5Ehfr0f0I/AAAAAAAAAl0/5SsoQJVNAms/s400/Rep%C3%BAblicas+da+Iugosl%C3%A1via.jpg" border="0" /&gt; 1. Repúlica Socialista da Bósnia e Herzegovina&lt;br /&gt;2. República Socialista da Croácia&lt;br /&gt;3. República Socialista da Macedônia&lt;br /&gt;4. República Socialista da Montenegro&lt;br /&gt;5. República Socialista de Sérvia&lt;br /&gt;5a. Província Socialista Autônoma do Kosovo&lt;/div&gt;5b. Província Socialista Autônoma da Voivodina&lt;br /&gt;6. República Socialista da Eslovênia&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um barril de pólvora. De forma brilhante, o jornalista Norman Stone, da revista Newsweek, resumiu a situação da Iugoslávia de Tito na seguinte frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A Iugoslávia tinha seis repúblicas, cinco povos, quatro linguas, três religiões, dois alfabetos e um partido - comunista."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seis repúblicas correspondem às expostas no mapa acima. Os cinco povos correspondem aos sérvios, montenegrinos, croatas, eslovenos e macedônios. Não há um povo bósnio em termos de origem étnica. A república da Bósnia era habitada por sérvios, croatas e muçulmanos. As quatro línguas da Iugoslávia eram o servo-croata, o esloveno, o macedônio e o albanês (falado no Kosovo). As três religiões correspondem ao catolicismo romano, o catolicismo ortodoxo e o islamismo. O sérvios escrevem o servo-croata com o alfabeto cirílico enquanto os croatas usam os carcteres latinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sustentar a unidade nesse barril de pólvora, repleto de nacionalismos, Tito usou forte repressão policial contra os movimentos de contestação, e de um sistema político de autogestão que conferia grandes liberdades de decisão sobre as formas de produção aos trabalhadores. Uma inspiração anárquica que afastou o país de influências diretas da União Soviética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, Tito, juntamente com Nasser (Egito) e Nehru (Índia), foi um dos maiores líderes e o primeiro secretário geral de um grupo de países que ficou conhecido como movimento dos não-alinhados, tendo organizado em Belgrado a primeira reunião de cúpula, em 1961. Buscava-se reduzir a vulnerabilidade em relação às superpotências da guerra fria. Existente até hoje, o grupo já foi comandado por diversos chefes de Estado como Nasser, Castro, Mandela, Mugabe e, atualmente, é comandado por Raul Castro. O último encontro de cúpula ocorreu em 2006, em Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carisma, habilidade política e repressão, Tito conseguiu conter os ímpetos nacionalistas durante o seu governo. Após sua morte, em 4 de maio de 1980, a presidência do país passou a ser colegiada, com rodízio na ocupação do cargo. No entanto, iniciou-se o complexo processo de desmembramento das repúblicas que compunham a Iugoslávia em função das tensões crescentes dentro do território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1991, Croácia, Eslovênia e Macedônia declaram independência. Sérvia e Montenegro uniram-se para formar uma nova Iugoslávia com o nome oficial de República Federal da Iugoslávia. Em 1992 seria a vez da Bósnia declarar sua independência. Então iniciam-se os conflitos armados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sérvios presentes na Croácia e na Bósnia reivindicaram a incorporação do território por eles ocupado à nova Iugoslávia. Na Croácia, chegaram a fundar a República Sérvia da Krajina, que desapareceu em 1995. Na Bósnia, os sérvios opuseram-se aos croatas e muçulmanos em uma guerra civil sangrenta marcada pela prática de limpeza étinica dos dois lados. Os sérvios (católicos) matavam muçulmanos na Bósnia enquanto os croatas matavam minorias sérvias na Croácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eslovênia e Macedônia, com pequenas minorias sérvias, não vivenciaram conflitos importantes no processo de separação. A situação da Bósnia foi resolvida com o Acordo de Dayton (1995) que transformou o país em uma confederação formada por uma república muçulmano-croata e uma república sérvia, separando territorialmente esses grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio 2006, os montenegrinos foram às urnas e 55,5% deles optaram, em um plebiscito, pela separação em relação à Sérvia. Com essa separação ficou concluído o processo de fragmentação das seis repúblicas que formaram a antiga Iugoslávia. No entanto ainda não está concluída a separação das províncias autônomas da Sérvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Vojvodina, a minoria de origem húngara exerce pressões contra o governo da Sérvia pela independência, no entanto a escala dessa reivindicação nacionalista pouco se aproxima da situação que se desenrolou no Kosovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a maioria da população do Kosovo de origem albanesa, a formação de uma Grande Albânia inspirou o movimento separatista na região. Em 1989, quando os kosovares celebravam os 600 anos da batalha do Kosovo, o então presidente da Iugoslávia, Slobodan Milošević, retirou a autonomia política da província, proibindo o ensino do albanês nas escolas, entre outras limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1991, os kosovares declaram uma independência que não foi reconhecida nem pelas Nações Unidas, portanto a Sérvia manteve suas tropas na região. Em 1996, o Exército de Libertação do Kosovo iniciou uma luta armada em oposição ao poder de Milošević e a Sérvia respondeu com massacres e deportações. Em 1998, a ONU proibiu a venda de armas para a Iugoslávia em função dos altíssimos níveis de violência atingidos no conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, a OTAN bombardeou a Sérvia, encerrando o conflito que já durava praticamente três anos. No início daquele ano entrava em vigor o Euro, moeda comunitária da União Européia. Uma moeda recente e frágil diante de instabilidades políticas. A Grécia e a Itália, países próximos ao Kosovo, adotaram a nova moeda. Essa proximidade do conflito com a zona do Euro motivou ainda mais a ação da OTAN, que tem diversos países europeus em seu quadro de membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro de 2008, os kosovares declararam sua independência, que não foi reconhecida pela Sérvia nem pela Rússia, principal aliada dos sérvios, mas foi reconhecida imediatamente pelos Estados Unidos e outros países. A declaração de independência coloca o novo país sob a supervisão internacional, proíbe-o de juntar-se com outro país e garante a proteção para as minorias étnicas. O processo ainda não possui o reconhecimento das Nações Unidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SP4ZqSjSEAI/AAAAAAAAAls/PlbG4iUM2qw/s1600-h/Separa%C3%A7%C3%A3o+da+Iugosl%C3%A1via.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259669629140340738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SP4ZqSjSEAI/AAAAAAAAAls/PlbG4iUM2qw/s400/Separa%C3%A7%C3%A3o+da+Iugosl%C3%A1via.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; [&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Clique no mapa para ver as mudanças territorias em detalhes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-2529050643818462132?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/2529050643818462132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=2529050643818462132&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/2529050643818462132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/2529050643818462132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/10/formacao-e-fragmentacao-da-iugoslavia.html' title='FORMAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DA IUGOSLÁVIA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SP5Ehfr0f0I/AAAAAAAAAl0/5SsoQJVNAms/s72-c/Rep%C3%BAblicas+da+Iugosl%C3%A1via.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-4567711892548953467</id><published>2008-10-20T13:30:00.011-02:00</published><updated>2011-10-18T00:05:03.537-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia Física'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Energia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>O HORÁRIO DE VERÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Polêmico e controverso, o horário de verão tem sido implantado regularmente pelo governo brasileiro nos últimos anos dividindo opiniões na sociedade, pois há aqueles que são favoráveis e aqueles que são contrários à mudança de horário que começa, em geral, no mês de outubro e termina em fevereiro do ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horário não é implantado em todo o país. Apenas dez estados e o Distrito Federal alteram os ponteiros de seus relógios adiantando-os em uma hora. Os dez estados são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (Região Sul); São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo (Região Sudeste) e Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Região Centro-Oeste).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estados das regiões Norte e Nordeste não adotam o horário de verão pois neles não há mudança significativa no tempo de iluminação solar durante os dias dessa estação. Já nos estados mais distantes da linha do equador esse tempo de iluminação varia significativamente, com o Sol nascendo mais cedo e pondo-se mais tarde. Essa diferença no tempo de iluminação é provocada pela inclinação do eixo da terra associada aos movimentos de translação e rotação. Observe o esquema:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SPyj1CXxcDI/AAAAAAAAAhA/FdZeDoiaY4o/s1600-h/Clima+-+Solst%C3%ADcio+-+Dezembro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259258596426870834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SPyj1CXxcDI/AAAAAAAAAhA/FdZeDoiaY4o/s400/Clima+-+Solst%C3%ADcio+-+Dezembro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Note que em função da inclinação do eixo da terra o hemisfério sul está mais voltado para a direção de origem dos raios solares do que o hemisfério norte. Isso gera um tempo maior de exposição aos raios solares no hemisfério sul fazendo o sol nascer mais cedo e pôr-se mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceba também que o pólo sul é iluminado quase constantemente e que, portanto, quanto mais distante da linha do equador maior é a diferença no tempo de iluminação. É por isso que os estados brasileiros mais próximos ao paralelo 0º não percebem variações significativas no tempo de iluminação e não adotam o horário de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é o único país equatorial que adota o horário de verão. No entanto isso só ocorre em função da grande extensão latitudinal (norte-sul) do país pois nenhum estado muito próximo ou cortado pela linha do equador adota o horário especial. Observe o mapa que mostra os países que &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;adotam&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;já adotaram&lt;/span&gt; ou &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;nunca adotaram&lt;/span&gt; o horário de verão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SPyjjXd6tlI/AAAAAAAAAg4/okcEhZKheDQ/s1600-h/Hor%C3%A1rio+de+Ver%C3%A3o+no+Mundo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259258292852143698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SPyjjXd6tlI/AAAAAAAAAg4/okcEhZKheDQ/s400/Hor%C3%A1rio+de+Ver%C3%A3o+no+Mundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Como se vê, em quase todo o mundo não-equatorial o horário de verão é ou já foi adotado. Isso ocorre porque ele possibilita uma economia de energia significativa nesse período do ano pois com o adiantamento de uma hora o dia escurece mais tarde retardando o acender das luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos o Brasil tem economizado de 5% a 6% de energia no período do horário especial. Parece pouco. No entanto trata-se de uma economia que se manifesta nas regiões de maior concentração populacional (Sudeste, Sul e Centro-Oeste) com mais de 120 milhões de habitantes, o que aumenta a importância dessa economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a mudança de horário altera o modo de vida da população que, primeiramente, precisa se adaptar ao novo horário. Uns conseguem uma adaptação mais rápida mas para outros o processo é lento. Há quem saia muito cedo de casa e a escuridão provocada no início do dia incomoda. Mas há quem goste da sensação de chegar em casa com o céu claro ou aproveitar a praia e o pôr do sol até mais tarde. Há várias outras razões para gostar ou não da mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, leitor? Gosta ou não do horário de verão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Em 2011, o estado da &lt;a href="http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/10/horario-de-verao-tem-inicio-0h-deste-domingo.html"&gt;Bahia também adotou&lt;/a&gt; o horário de verão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-4567711892548953467?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/4567711892548953467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=4567711892548953467&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4567711892548953467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4567711892548953467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/10/horario-de-vero.html' title='O HORÁRIO DE VERÃO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SPyj1CXxcDI/AAAAAAAAAhA/FdZeDoiaY4o/s72-c/Clima+-+Solst%C3%ADcio+-+Dezembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-8567390481100310601</id><published>2008-10-11T00:30:00.001-03:00</published><updated>2011-09-04T13:02:40.174-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceitos'/><title type='text'>O CONCEITO DE LUGAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O conceito de lugar ganhou nova dimensão, que foge ao senso comum, quando visualizado pelas mais recentes correntes do pensamento geográfico: a geografia humanística e a geografia marxista, que viabilizaram um redimensionamento não só do conceito de lugar bem como de diversos outros conceitos fundamentais da geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua nova visão, o lugar ganha em abrangência de significado deixando de ser compreendido apenas como um espaço produzido, ao longo de um determinado tempo, pela natureza e pelo homem, para ser visto como uma construção única, singular, carregada de simbolismo e que agrega idéias e sentidos produzidos por aqueles que o habitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito além de um espaço físico, de uma paisagem repleta de elementos e de referências peculiares passíveis de descrições objetivas e racionalizadas, o lugar, na visão humanística, constitui-se como uma paisagem cultural, campo da materialização das experiências vividas que ligam o homem ao mundo e às pessoas, e que despertam os sentimentos de identidade e de pertencimento no indivíduo. É, portanto, fruto da construção de um elo afetivo entre o sujeito e o ambiente em que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6qSsoBwRJeo/TmOhAZ0VVDI/AAAAAAAABQc/0oMb3OrWGc0/s1600/Pelourinho_Salvador.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 257px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6qSsoBwRJeo/TmOhAZ0VVDI/AAAAAAAABQc/0oMb3OrWGc0/s400/Pelourinho_Salvador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648535385955193906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, o lugar foi definido por Aristóteles como o espaço que circunda o corpo. Descartes, buscando elaborar o conceito aristotélico, afirma que a determinação do lugar deve obedecer à relação da posição do corpo com a posição dos outros corpos. A dialética marxista identifica na apropriação capitalista do espaço um processo de personalização dos lugares que, simultaneamente, reconstroem suas singularidades e expressam o fenômeno global em curso nos últimos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das singularidades dos diversos lugares, crescem, especialmente em função da expansão das redes de comunicação e de transportes que vivenciam franca aceleração no mundo contemporâneo, as interações entre os lugares, embora hierarquizadas de acordo com suas infra-estruturas logísticas conectoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o conceito de lugar amplia-se profundamente diante das novas visões desenvolvidas por aqueles que se debruçaram sobre ele mediante as perspectivas marxistas e humanísticas da geografia recente. Expressando singularidade e globalidade, e materializando a construção de identidades individuais e coletivas, o lugar passa a representar muito mais do que um espaço que circunda o corpo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-8567390481100310601?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/8567390481100310601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=8567390481100310601&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8567390481100310601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8567390481100310601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/10/o-conceito-de-lugar.html' title='O CONCEITO DE LUGAR'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6qSsoBwRJeo/TmOhAZ0VVDI/AAAAAAAABQc/0oMb3OrWGc0/s72-c/Pelourinho_Salvador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5958143485944132343</id><published>2008-09-30T17:10:00.002-03:00</published><updated>2011-08-30T18:15:18.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transportes'/><title type='text'>A LEI SECA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em 19 de junho de 2008 entrou em vigor a Lei 11.705 que ficou conhecida como "lei seca". Ela considera autor de uma infração administrativa o motorista que dirigir sob a influência de álcool, considerando como tal, qualquer concentração de álcool por litro de sangue (artigos 165, c/c o 276), sujeitando-o a uma multa de R$ 955 e suspensão da habilitação para dirigir por um ano; e crime, com pena de seis meses a três anos, se essa quantidade encontrada for igual ou superior a 0,6 (6 decigramas por litro de sangue) ou 0,3 mg/l de ar expelido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yO5smYkVvRs/Tl1SebzYyXI/AAAAAAAABQU/yEZc3tJFpro/s1600/lei%252520seca-sp-g.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yO5smYkVvRs/Tl1SebzYyXI/AAAAAAAABQU/yEZc3tJFpro/s400/lei%252520seca-sp-g.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646760190605314418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://migre.me/5AEVt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, há muito tempo é proibido dirigir alcoolizado. A mudança real que a Lei seca impõe é a punição mais rigorosa para os motoristas flagrados cometendo essa infração e o aumento da fiscalização. E é acompanhada de outras medidas como a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas rodovias feredais, exceto nas áreas urbanas, e a um tratamento mais rigoroso às lesões culposas de trânsito. O objetivo da aprovação da lei é minimizar os acidentes de trãnsito que, segundo as estatísticas da Polícia Rodoviária Federal e do Denatran, tem como uma das principais vilãs a combinação entre álcool e direção. São mais de 50 mil mortos em acidentes por ano no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto os limites impostos e o rigor da punição geraram polêmica. Alguns juristas acreditam que a interpretação de que o novo crime de embriaguez ao volante, constitui crime de perigo abstrato, é inconstitucional por ser desarrazoável, assim como, a infração administrativa (multa e suspensão) aplicada para quem dirigir e tiver consumido qualquer quantidade de álcool. A sociedade se sente desestimulada a cumprir a lei devido ao seu rigor considerado extremo, já que em alguns casos, um simples doce com licor pode produzir o nível de álcool proibido aos motoristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, portanto, um desafio a ser encarado pelo governo e pela sociedade. Mas é importante destacar que, independentemente de medidas severas ou não, é preciso conscientização da população contra os excessos que podem causar as tragédias que, infelizmente, nos acostumamos a presenciar diariamente no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5958143485944132343?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5958143485944132343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5958143485944132343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5958143485944132343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5958143485944132343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/09/lei-seca.html' title='A LEI SECA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yO5smYkVvRs/Tl1SebzYyXI/AAAAAAAABQU/yEZc3tJFpro/s72-c/lei%252520seca-sp-g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-7568681203489759530</id><published>2008-09-10T15:44:00.000-03:00</published><updated>2008-09-10T15:49:18.531-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vestibular'/><title type='text'>PROVA DA UERJ/2009 - 1º EXAME - COMENTÁRIOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem esperava a chegada da família real portuguesa como tema da prova de ciências humanas deste primeiro exame de qualificação da UERJ-2009, decepcionou-se. No entanto, quem apostou no ano de 1968 e suas relações com a ditadura militar no Brasil, certamente sorriu ao encontrar este tema logo na primeira questão da prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais equilibrado na distribuição dos conteúdos do que os anteriores, este primeiro exame continuou trazendo mais questões de geografia do que de história, no entanto a interdisciplinaridade foi bem mais clara. Além disso, a prova foi marcada pela presença de questões que cobraram conhecimentos de atualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 44 – Gabarito: A&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 1968, cresceu o movimento de resistência civil nas grandes cidades brasileiras contra a repressão da ditadura militar então comandada pelo general da “linha dura” Artur da Costa e Silva. Manifestações estudantis e greves como as de Contagem (MG) e Osasco (SP) são exemplos de mobilizações populares que simbolizam os choques com as forças da repressão da época, e que tiveram como auge a passeata dos cem mil, no Rio de Janeiro, onde intelectuais e artistas uniram-se ao povo contra a violência da ditadura. A resposta do governo a esses movimentos veio através do Ato Institucional 5, de 13 de dezembro de 1968, que fechou o Congresso Nacional, cassou direitos políticos, instituiu a censura e a execução de inquéritos militares sigilosos que ajudariam a mascarar a prática da tortura, entre outros fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 45 – Gabarito: D&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A questão trás um texto que aborda a situação de pessoas que fazem um movimento migratório de ida e volta com duração de seis meses, que caracteriza-se como transumância, que é um movimento sazonal associado, geralmente, ao calendário agrícola. Nos períodos entre as safras, a população busca outras fontes de trabalho e renda deslocando-se para áreas agrícolas em produção ou para centros urbanos. Não é um movimento uniforme e não é, exatamente, compulsório pois estes, em geral, são aqueles impostos por guerras ou perseguições. Também não é um movimento pendular que caracteriza-se por ser diário ou de curta duração. O uso, no texto, da expressão “seis meses lá, seis meses cá” deixa claro o caráter sazonal do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 46 – Gabarito: B&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O combate à entrada dos trabalhadores ilegais é uma das principais causas do aumento das restrições para a imigração de pessoas dos países periféricos para os países centrais. A recente crise diplomática entre Brasil e Espanha é um dos símbolos deste processo e foi gerada pela proibição da entrada de alguns brasileiros naquele país. O candidato que esteve atento a esta questão, que ganhou amplo espaço na mídia, não teve dificuldade de encontrar a resposta certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 47 – Gabarito: A&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para responder essa questão bastavam algumas noções básicas de cartografia como o conhecimento dos pontos cardeais e a idéia de que um mapa é uma representação plana da Terra, que é arredondada. O texto da questão sugere que os mapas sempre produzem distorções, o que serviria como um alerta para que o aluno não medisse as distâncias a partir do modo aparentemente mais fácil. Partindo de A em direção a B, o avião deveria seguir para Leste, passando pelo anti-greenwich. De B para C, deveria seguir para Norte e de C para D, novamente cruzar o anti-greenwich, mas dessa vez seguindo em direção ao Oeste. As rotas seriam, portanto: Leste – Norte – Oeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 48. Gabarito B.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Exigindo bastante interpretação e poucos conhecimentos históricos, esta questão, que abordou a evolução da definição das zonas de jurisdição marítimas brasileiras, destacava no texto que o Brasil delimitou seu mar territorial – espaço oceânico em que as embarcações internacionais só navegam com autorização – de maneiras diferentes, de acordo com as épocas em questão. Nos anos 1970, época dos militares no poder, o Brasil definiu como mar territorial a faixa oceânica de 200 milhas marítimas além do seu litoral. Já nos anos 1980/90, o mar territorial regrediu para apenas 12 milhas, sendo que as 188 restantes passaram a formar a chamada Zona Econômica Exclusiva, onde apenas o país costeiro pode realizar atividades econômicas, no entanto a navegação é liberada. Nos anos 1970, o caráter unilateral e nacionalista das decisões da ditadura combina com a definição como posse territorial dessa grande faixa oceânica. Já nos anos 1980/90, a participação do país no acordo internacional da ONU, que teve o Brasil como sede e redefiniu as zonas de jurisdição marítimas, demonstra a disposição do país para integrar-se aos sistemas multilaterais de decisão na esfera mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 49. Gabarito: C&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos Estados Nacionais Europeus dos dias atuais formou-se a partir da centralização do poder político antes fragmentado em condados, ducados, principados e domínios eclesiásticos, comandada por aristocratas locais, com leis e exércitos próprios, e uma vida autônoma orientada por elementos que definem identidades nacionais como a língua e os hábitos culturais afins. Dessa centralização surgem os Estados Territoriais, tendo no Absolutismo sua moldura jurídica e política, que tornava o monarca a fonte de toda a soberania. A Revolução Francesa marca o nascimento do Estado Nacional contemporâneo em que o poder emana do povo, e a doutrina dos três poderes de Montesquieu constituiu sua moldura jurídica e política adotada por muitos países até os dias atuais. A Bélgica surgiu da unificação dos povos da Valônia e de Flandres, que possuem línguas e hábitos diferentes. Os antagonismos internos são reforçados principalmente pelos valões que ressentem-se do predomínio econômico da região de Flandres. No entanto, como o texto da questão destaca, a participação do país na União Européia cria a sensação de pertencimento a uma comunidade multicultural e multilíngüe, o que ajuda a reduzir as tensões internas. Além disso, a substituição da estrutura de Estado Unitário – que não permite autonomias regionais – pela estrutura federativa de poder, garantiu mais autonomia política às regiões, o que também contribuiu para diminuir as disputas internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 50. Gabarito: B&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O texto da questão deixa claro que trata-se da associação do capital da indústria farmacêutica a fim de evitar a concorrência externa no mercado brasileiro. Mencionando estratégias como o controle de preços, o texto aponta para a formação de Cartéis como prática comercial condenável que permite às grandes corporações transnacionais da atualidade o controle dos mercados em escala planetária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 51. Gabarito: B&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A resolução desta questão depende, basicamente, da atenção do candidato aos acontecimentos que marcaram as eleições recentes no Quênia. Mencionando que o continente africano é um espaço de múltiplos conflitos desde o século XIX, e que viveu “alguns ensaios de democracia”, o texto deixou um indício que apontava para a presença de disputas eleitorais, como as que culminaram em atos violentos no início de 2008 no território queniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 52. Gabarito: B&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ampliando o painel das questões que exigiram o acompanhamento dos problemas atuais, esta questão pede que o aluno aponte as principais causas para a intensa renovação da frota automobilística das metrópoles brasileiras, que tem provocado graves congestionamentos nessas cidades. A maior oferta de crédito pode ser observada diariamente nos anúncios de veículos das automobilísticas, antes vendidos em no máximo 48 prestações e, atualmente, vendidos em 60 ou 72 prestações, chegando em alguns casos, a até 84 prestações, fenômeno impulsionado pela redução das taxas de juros. O aumento no nível de emprego e a expansão da renda das camadas médias eleva o poder de compra da população, que diante do crédito mais fácil e das prestações “à perder de vista” conseguem financiar seus automóveis particulares de passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 53. Gabarito: A&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A América Latina vive um momento de crítica ao neoliberalismo que manifesta-se através da emergência de lideranças populares ao poder político. Como uma das principais bases do neoliberalismo nos países periféricos é a política de privatizações, o atual movimento político regional busca caminhar na direção contrária, fato que tem como um de seus símbolos a estatização dos recursos naturais feita recentemente pelo governo de Evo Morales, em primeiro de maio de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 54. Gabarito: A&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A reforma bancária estabelecida pelo então Ministro da Fazenda, Rui Barbosa, ficou conhecida como política do Encilhamento. Ela destinava-se a fornecer maior linha de crédito para a expansão das atividades econômicas e permitiu o financiamento das produções e da compra de ações de empresas antigas ou novas. As garantias dos empréstimos vinham do governo federal, fato que estimulou a atividade especulativa e a criação de diversas empresas desconsiderando as demandas do mercado interno. Como conseqüência, os cofres públicos foram esvaziados, a inflação cresceu e empresas e bancos faliram. Ou seja, o encilhamento provocou uma crise econômica generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 55. Gabarito: D&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de resolver essa questão simplesmente através da análise do gráfico pode levar o candidato ao erro. O aluno deve buscar o raciocínio lógico para compreender que com o tempo ocorre aumento no volume total de lixo produzido associado ao crescimento do consumo de bens industrializados, o que explica as modificações na composição do lixo. Cabe ao aluno deter a percepção histórica da evolução gradual dos trabalhos de coleta seletiva e de reciclagem na sociedade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 56.  Gabarito D&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o aluno responder essa questão bastava a noção de que o governo de JK foi marcado pela idéia de desenvolvimentismo, expressa em seu lema: “desenvolver o Brasil 50 anos em 5”, e compreender que os governos militares, especialmente os de Costa e Silva, Geisel e Médici foram marcados pelo autoritarismo da ditadura em sua versão “linha dura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 57. Gabarito D&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma rede urbana mais complexa é aquela que abarca cidades com níveis de urbanização e desenvolvimento diferentes. Tal complexidade é maior na região Sudeste, não se restringindo, todavia, aos estados que possuem metrópoles nacionais. É no Sudeste onde a agricultura possui o mais intenso processo de capitalização marcado pela mecanização e pela modernização tecnológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 58. Gabarito C&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a criação da OPEP, em 1960, começam a surgir as primeiras dificuldades para as empresas que controlavam a cadeia do petróleo no planeta. Em razão disso começam as primeiras iniciativas em busca da obtenção de energias alternativas. Com as crises do petróleo dos anos 1970, a produção de energia nuclear cresce como alternativa ao encarecimento do petróleo, e viabilizada, em parte, pelo conhecimento obtido em função da corrida armamentista de caráter nuclear polarizada pelos Estados unidos e pela União Soviética, no período da guerra fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 59. Gabarito B&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Multiplicam-se hoje as atividades não-rurais nos espaços tradicionalmente agrícolas. Esse processo termina por conceber uma urbanização do espaço rural dentro da perspectiva em que tais espaços, com funções tipicamente rurais, passam a assumir novas funcionalidades tipicamente urbanas, como espaços de comércio ou centros comerciais, espaços turísticos voltados para o desfrute dos ambientes naturais entre outros fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Questão 60. Gabarito A&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A charge complementada pelo texto do professor Milton Santos aponta para o fenômeno globalizador revelando uma de suas contradições. Segundo Santos, a globalização propaga a fábula de que o mundo inteiro está integrado pelos novos mecanismos de comunicação. De fato os fluxos financeiros internacionais são cada vez mais integrados e globalizados, no entanto essa realidade não abarca toda a população mundial. Apenas a pequena parcela da população que possui acesso aos elementos do meio tecnocientífico-informacional está realmente integrada à essa grande rede, fato que revela a existência de um processo de polarização social dentro do fenômeno globalizador, e essa seria a sua face perversa, o revés da fábula. Para eliminar essa contradição, Milton propõe uma globalização mais humana, pautada no princípio de solidariedade entre os povos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-7568681203489759530?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/7568681203489759530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=7568681203489759530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/7568681203489759530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/7568681203489759530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/09/prova-da-uerj2009-1-exame-comentrios.html' title='PROVA DA UERJ/2009 - 1º EXAME - COMENTÁRIOS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-4754577773918275102</id><published>2008-08-31T22:00:00.000-03:00</published><updated>2008-08-31T22:44:54.690-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>TERCIARIZAÇÃO E INFORMALIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O mundo contemporâneo, inserido num contexto de difusão dos componentes do meio tecnocientífico-informacional, é palco de transformações criadoras de uma relação simbiôntica entre tecnologia, produção e trabalho. A distribuição setorial da população economicamente ativa nos países centrais e semiperiféricos manifesta-se, em meio a outros efeitos, como reflexo dessa simbiose entre os elementos aludidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os incrementos tecnológicos da economia moderna caracterizam novas formas de produção onde se implementam máquinas e robôs no processo produtivo, tanto no setor primário, que cuida da produção de matérias-primas, quanto no setor secundário, que cuida da produção industrial. A mecanização das lavouras e criadouros responde pela liberação de um enorme contingente ocupado no setor primário. Substituída por tratores, máquinas de ordenha entre outros equipamentos, a mão-de-obra perde seus postos de trabalho sendo obrigada a buscar ocupação na indústria ou no setor terciário, que cuida do comércio e dos serviços em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o setor secundário também vivencia um processo de liberação de mão-de-obra associado à automação das atividades produtivas, com a introdução de robôs de alta precisão nas linhas de montagem. A indústria, que empregava um grande volume de trabalhadores portadores de baixa qualificação, agora demanda poucos operários e exige maior qualificação para a manipulação dessas máquinas complexas. Aos trabalhadores que perdem seus postos de trabalho, no campo e na indústria, resta o setor terciário como alternativa de sobrevivência. E é nesse contexto que se manifesta o processo de terciarização da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As economias consideradas periféricas não participam ainda desse processo pois a maioria de sua população economicamente ativa (PEA) está ocupada no setor primário. Falo aqui de países como as “Repúblicas das Bananas”, na América Central, e países africanos em geral, exceto a África do Sul. Todavia as economias semiperiféricas e centrais estão totalmente inseridas nesse processo de terciarização, pois já experimentaram ou continuam a experimentar o processo de transferência setorial da PEA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estados Unidos, Canadá, Austrália, Grã-Bretanha, França, Bélgica e economias semelhantes formam um conjunto de países centrais onde o setor terciário já emprega mais de 70% da PEA. Alemanha e Japão, que ainda guardam mais empregos na indústria, já possuem mais de 60% da PEA no terciário. Estes espaços configuram “Economias pós-industriais”. E mesmo com essa alta concentração o nível de desemprego não é muito alto, embora haja desempregados, elemento essencial para a sobrevivência do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se justifica pelo fato de a população possuir maior poder aquisitivo, o que alimenta a multiplicação dos serviços nesses países. As bolsas de valores, engenharia genética, laboratórios de pesquisas, empregam muitas pessoas. Serviços extremamente supérfluos geram renda para muita gente. Explico. Uma das novas manias do Central Park, em Nova Iorque, é a prática de Yoga para cães. Alguém ganha dinheiro dando aulas de Yoga para Cães! Investigando o assunto descobri que psicólogos (?) fazem terapia em animais... Esses são serviços que não encontram espaço nos mercados dos países semiperiféricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil, Argentina, México, África do Sul e outras economias similares formam um conjunto de países onde mais de 50% da mão-de-obra está ocupada no setor terciário. No entanto, o poder aquisitivo bem mais restrito nesses países, gera uma demanda menor por serviços fazendo com que haja menor oferta de empregos neste setor, que se apresenta, portanto, hipertrofiado. Com o setor terciário formal inchado, resta a opção da informalidade para a produção da subsistência da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, o geógrafo brasileiro Milton Santos, tido por muitos como “Filósofo da Geografia” pela profundidade das suas idéias, lança o livro “O Espaço Dividido: os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos”. Esta obra, rapidamente, se tornou um clássico da geografia mundial. Nela, Milton apresenta uma análise onde a engrenagem da economia urbana dos países subdesenvolvidos caracteriza-se por ser dotada de um circuito superior, de caráter formal, e um circuito inferior, de caráter informal, que reflete esse quadro de hipertrofia do terciário. É notável a expansão do setor terciário informal, esse circuito inferior da economia urbana, nos países semiperiféricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil serve como exemplo clássico desse processo. As grandes metrópoles, superlotadas, concentram um enorme contingente de mão-de-obra disponível e o excesso engrossa as fileiras de ambulantes e biscateiros de todos os tipos. Cada um faz o que sabe ou o que pode fazer. Quem tem conhecimentos de mecânica, conserta carros. Quem tem habilidades com manutenção, trabalha em obras, mexe com hidráulica, eletricidade, gás... Quem não sabe fazer esses serviços, vende o que aparecer pela frente. Água, cerveja, biscoito, pipoca, chocolates, balas. Vi, certa vez, um sujeito vender Novalgina no trem, em meio a dezenas de produtos. Multiplicam-se os camelôs nas ruas e nos meios de transporte. Manifestações artísticas nos sinais, desde os meninos equilibrando limões até os mais elaborados manuseios de malabares em chamas, também entram como modo informal de obtenção de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha reflexão final é inspirada em Milton, que em sua obra “Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal”, entre outras abordagens, escancara “o mundo como é: a globalização como perversidade”. “(...) O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza aumenta e as classes médias perdem em qualidade de vida. O salário médio tende a baixar. A fome e o desabrigo se generalizam em todos os continentes. Novas enfermidades como a SIDA se instalam e velhas doenças, supostamente extirpadas, fazem seu retorno triunfal. A mortalidade infantil permanece, a despeito dos progressos médicos e da informação. A educação de qualidade é cada vez mais inacessível. Alastram-se e aprofundam-se males espirituais e morais, como os egoísmos, os cinismos, a corrupção. A perversidade sistêmica que está na raiz dessa evolução negativa da humanidade tem relação com a adesão desenfreada aos comportamentos competitivos que atualmente caracterizam as ações hegemônicas. Todas essas mazelas são direta ou indiretamente imputáveis ao presente processo de globalização“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço solidário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências: Santos, Milton; Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro. Record. 2001. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-4754577773918275102?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/4754577773918275102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=4754577773918275102&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4754577773918275102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4754577773918275102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/08/terciarizao-e-informalidade.html' title='TERCIARIZAÇÃO E INFORMALIDADE'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5156948468320072724</id><published>2008-08-30T17:00:00.006-03:00</published><updated>2011-08-30T18:05:55.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transportes'/><title type='text'>OS BURROS SEM RABO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os burros sem rabo, como são chamados no Rio de Janeiro, são pessoas que sobrevivem da coleta de lixo urbano reciclável (papel, papelão, latas de alumínio, garrafas PET etc.). Eles transportam esse lixo em carrinhos de mão feitos, em geral, de estruturas de ferro ou madeira, armadas sobre rodas. Embora a função seja importante, pois eles fazem a coleta seletiva que a população não faz, reduzindo o volume de lixo nas ruas, os burros sem rabo são seres socialmente invisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ntv9uHoE0S4/Tl1QQx7OUiI/AAAAAAAABQM/Tm7CU8ne-bM/s1600/burro%2Bsem%2Brabo2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646757757002338850" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ntv9uHoE0S4/Tl1QQx7OUiI/AAAAAAAABQM/Tm7CU8ne-bM/s400/burro%2Bsem%2Brabo2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: http://www.flickr.com/photos/alexnj/999425932/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas recentes comprovam que existe uma "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se não a pessoa mas a função social que ela ocupa. Um psicólogo da USP fingiu ser gari por oito anos dentro da universidade e não foi notado pelos próprios colegas de departamento enquanto vestia o uniforme de gari. Quando vestia suas roupas comuns ele era visto pelas pessoas. Os garis são seres socialmente invisíveis assim como os burros sem rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta Sérgio Bloch lançou, em 1997, um documentário com o título "Burro sem rabo", abordando exatamente a questão do trabalho dessas pessoas nas ruas do Rio de Janeiro. Com seus carrinhos de mão eles transportam lixo para depósitos que recebem esses materiais e revendem para reciclagem. O desemprego é uma das razões que colocam o Brasil na lista dos campeões de reciclagem. Esses trabalhadores informais, por falta de opção, se inserem nesse meio e contribuem para esse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem sempre são só adultos que participam dessa rede de transportadores informais de lixo reciclável. Com alguma frequência são encontradas crianças trabalhando nesse ramo. "Bilu e João" curta-metragem diretora brasileira-estadunidense Kátia Lund, que integra o projeto "All the invisible children" - "Crianças invisíveis", mostra a realidade de duas crianças que saem pelas ruas de São Paulo juntando latas e papelão para vender e, com o dinheiro, comprar tijolos para a reforma da casa onde moram, em uma favela da periferia da cidade. Bilu e João são burros sem rabo, crianças invisíveis que refletem a desigualdade social do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9IpfZuCdq6s"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;neste link&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; o filme de Kátia Lund. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5156948468320072724?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5156948468320072724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5156948468320072724&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5156948468320072724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5156948468320072724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/08/os-burros-sem-rabo.html' title='OS BURROS SEM RABO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Ntv9uHoE0S4/Tl1QQx7OUiI/AAAAAAAABQM/Tm7CU8ne-bM/s72-c/burro%2Bsem%2Brabo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5883146922339144877</id><published>2008-06-19T15:41:00.000-03:00</published><updated>2008-06-19T17:19:58.438-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Energia'/><title type='text'>BUSH, CHAVEZ, BRASIL E BIOCOMBUSTÍVEIS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Brasil recebeu no dia 07 de março de 2007 a visita do presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush. O encontro dele com o presidente Lula, ocorrido na cidade de São Paulo, teve foco na questão energética, principalmente no que se refere à produção brasileira de etanol, à tecnologia, também brasileira, de produção desse combustível e nos contratos a serem firmados com o objetivo de garantir a exportação desse etanol para o mercado norte-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja alguns detalhes do acordo fechado entre Brasil e Estados Unidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil produzirá bilhões de litros de etanol nos próximos anos. Do total, 20% serão voltados exclusivamente para o mercado interno e os 80% restantes poderão ser exportados para qualquer lugar do mundo. Mas Bush veio ao Brasil garantir que 60% do percentual exportável serão vendidos para o mercado americano. Ou seja, 48% de toda a produção nacional de etanol irão direto para os reservatórios nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as alterações que devem ser processadas nos padrões de abastecimento dos veículos norte-americanos, ou seja, a adição de etanol na gasolina, algo que já ocorre no Brasil, certamente o mercado americano precisará da produção brasileira. Afinal, sua assustadora frota, com quase 240 milhões de veículos, é aproximadamente 12 vezes maior que a brasileira, com 21 milhões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este acordo, os americanos garantem uma reserva de mercado e uma forte capacidade de controle sobre a produção e, automaticamente, sobre seus preços. Esse foi o principal objetivo desta visita. Sobre a questão das tarifas impostas para entrada do produto na alfândega americana, George W. Bush foi taxativo ao dizer que as barreiras não cairiam nos próximos anos de seu governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este protecionismo americano, embora prejudique a indústria brasileira da cana-de-açúcar ao restringir seu acesso ao mercado estadunidense, evita o aumento dos preços dos derivados da cana vendidos no Brasil, pois se os americanos abrissem o mercado, seu consumo geraria uma demanda muito alta, que a produção brasileira não seria capaz de suprir. A consequência seria a pressão sobre os preços do etanol para o Brasil, gerando inflação e elevação do custo de vida no país, especialmente nas áreas metropolitanas onde é maior a presença de veículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente venezuelano Hugo Chavez, que é radicalmente contra a produção de energia através de alimentos,  aponta os biocombusíveis como uma das principais causas da fome no planeta. Principalmente por conta do modelo americano que produz o etanol a partir do milho e não da cana-de-açúcar, como faz o Brasil. O uso de gêneros agrícolas como fonte de energia reduz a disponibilidade dos produtos para o consumo alimentar, agravando a situação da fome no planeta, principalmente para os mais pobres, que perdem o acesso aos produtos quando eles ficam mais caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a fome é um dos piores problemas que assolam a humanidade. Contudo ela tem sua raiz mais profunda na desigualdade da distribuição dos alimentos. A atual capacidade de produção global de alimentos poderia produzir o suficiente para matar a fome de muitas pessoas. No entanto as altas margens de lucros dos empresários do agronegócio e as dificuldades comerciais geradas pelo protecionismo excessivo e pelos altos subsídios dados aos produtores dos países centrais, impõem a concentração do capital nesses países. E essa desigualdade da distribuição de capital se reflete no acesso aos alimentos, que é precário nos países mais pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os biocombustíveis possuem vantagens importantes como a redução da dependência mundial em relação ao petróleo ao permitir a produção energética através da cana-de-açúcar, para o etanol, e através da mamona e do dendê, para a produção do Biodiesel. Talvez esteja nesse ponto o receio de Chavez quanto aos biocombustíveis já que a Venezuela tem o petróleo como principal fonte de riqueza. É possível extrair benefícios econômicos e sociais de um programa como o do Biodiesel, indo além da redução da poluição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse programa pode estimular a desconcentração fundiária favorecendo o desenvolvimento das pequenas propriedades de caráter familiar. No Brasil, é baseado em estruturas de cooperativas de trabalho que podem gerar milhares de empregos no campo, contendo as migrações rural-urbanas. Além disso, o programa permite o foco nas regiões mais pobres como o Nordeste brasileiro, onde a mamona e o dendê se desenvolvem com alguma facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, um programa de produção de energia através de alimentos pode ser positivo e coerente com os anseios da humanidade se implantado de modo que colabore com a redução de tensões sociais no campo e na cidade, com o controle dos impactos ambientais e com o desenvolvimento econômico e social das regiões mais pobres do planeta, permitindo maior acesso a renda e viabilizando a ampliação da segurança alimentar nessas regiões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5883146922339144877?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5883146922339144877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5883146922339144877&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5883146922339144877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5883146922339144877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/06/bush-chavez-brasil-e-biocombustveis.html' title='BUSH, CHAVEZ, BRASIL E BIOCOMBUSTÍVEIS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-7450675218968691711</id><published>2008-05-11T23:26:00.000-03:00</published><updated>2008-05-11T23:45:09.605-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indústria'/><title type='text'>ASSOCIAÇÕES DE CAPITAL</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Esta postagem é pra divulgar um vídeo muito bom que trata do tema associações de capital. As definições de Cartel, Truste Horizontal e Vertical, Holding e Dumping estão expostas de maneira bem clara e didática. A trilha sonora é pesada. A música é &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;Killing in the name of&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; e é da banda &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Rage Against The Machine&lt;/span&gt;. São quatro minutinhos. Vale a pena conferir.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-a6eb4040bda730e9" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v6.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da6eb4040bda730e9%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329936296%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3273836CE836EA56DA7670F50916235ACABC1C18.1C4D3EEB2F77B25CB4696CEF048C896B84100C5F%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da6eb4040bda730e9%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DgBA-U98ddCHAwLzWogn_MdmBKfU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v6.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3Da6eb4040bda730e9%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329936296%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3273836CE836EA56DA7670F50916235ACABC1C18.1C4D3EEB2F77B25CB4696CEF048C896B84100C5F%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da6eb4040bda730e9%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DgBA-U98ddCHAwLzWogn_MdmBKfU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abraços!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-7450675218968691711?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=a6eb4040bda730e9&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/7450675218968691711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=7450675218968691711&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/7450675218968691711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/7450675218968691711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/05/associaes-de-capital.html' title='ASSOCIAÇÕES DE CAPITAL'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-2800593705839993689</id><published>2008-04-20T15:23:00.000-03:00</published><updated>2008-04-20T15:25:23.655-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nacionalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Américas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demografia'/><title type='text'>O NACIONALISMO DOS QUEBECOIS</title><content type='html'>Como resultado da Guerra dos Sete Anos, os franceses perderam vastas extensões de terras na América do Norte para os ingleses que passaram a colonizar a região. Não bastassem os conflitos que envolveram esses dois países na Europa, a rivalidade deixou marcas, percebidas até os dias atuais, fora do continente de origem, especialmente no Canadá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois da derrota naqueles idos do século XVIII, mais de seis mil franceses permaneceram em solo canadense submetendo-se ao domínio inglês. Concentrados na atual província de Quebec, eles resistiram à dominação cultural e religiosa, mantendo o uso da língua francesa e preservando o catolicismo, em oposição ao uso da língua inglesa e ao protestantismo anglicano disseminados naquele território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1960 os seis mil franceses já tinham se transformado em mais de seis milhões correspondendo a aproximadamente 80% da população de Quebec. Em 1977, o idioma francês foi adotado como oficial nas escolas, na atividade comercial e na administração local, na época sob o comando do separatista Partido Quebequense. Em 1980 foi proposta uma associação soberana para Quebec com unidade monetária e aduaneira, descartando a idéia de uma separação unilateral, no entanto o plebiscito realizado naquele ano rejeitou tal proposta por 59,5 contra 40,5% dos votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, o governador eleito Jacques Parizeau, membro do Partido Quebequense, assumiu o compromisso de converter Quebec num Estado soberano. Por solicitação do partido um novo plebiscito foi realizado no dia 30 de outubro de 1995, no entanto a separação foi rechaçada por 50,5 contra 49,5% dos votos. Mesmo com essa expressiva votação a favor da separação a ameaça de secessão quebequense retrocedeu em 1996 diante da transferência de poderes feita pelo governo central às províncias com intuito de minimizar as tensões separatistas no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, é comum o fortalecimento desses movimentos separatistas quando o país se encontra em contexto de crise econômica. As crises atingem de forma mais negativa os quebecois e não há nada que impeça a evolução desse processo separatista já que a questão não está plenamente resolvida. A qualquer momento um novo plebiscito pode ser proposto e o resultado pode ser diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-2800593705839993689?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/2800593705839993689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=2800593705839993689&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/2800593705839993689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/2800593705839993689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/04/o-nacionalismo-dos-quebecois.html' title='O NACIONALISMO DOS QUEBECOIS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5027069426059113209</id><published>2008-04-10T16:04:00.000-03:00</published><updated>2008-04-10T16:19:19.935-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agricultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>RORAIMA: NOVA FRONTEIRA AGRÍCOLA</title><content type='html'>Em meados do ano passado comecei uma aula sobre a Amazônia de maneira um tanto inusitada. Cheguei pontualmente às sete horas da manhã de uma terça-feira em Niterói, juntamente com o amigo Simas, e entrei em sala sem sequer dar um bom dia. Turma já razoavelmente cheia, eu senti uma vontade enorme de dizer as primeiras palavras recitando o seguinte poema de Mário de Andrade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.......................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abancado à escrivaninha em São Paulo&lt;br /&gt;Na minha casa da rua Lopes Chaves&lt;br /&gt;De supetão senti um friume por dentro.&lt;br /&gt;Fiquei trêmulo, muito comovido,&lt;br /&gt;Com o livro palerma olhando pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!&lt;br /&gt;[Muito longe de mim]&lt;br /&gt;Na escuridão ativa da noite que caiu,&lt;br /&gt;Um homem pálido, magro, de cabelo escorrendo nos olhos,&lt;br /&gt;Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,&lt;br /&gt;Faz pouco se deitou. Está dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse homem é brasileiro que nem eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.......................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciando de maneira poética que o espaço que seria nosso objeto de estudo naquele dia era dotado de distanciamento profundo em relação à nossa realidade, apesar de se tratar de Brasil. Era isso que eu estava fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da aula fui procurado por uma aluna que disse ser do estado de Roraima e que estava no Rio para estudar. Ela veio me dizer que sentiu repetidas vezes esse distanciamento na pele. O Brasil que vemos na mídia é o Brasil do Centro-Sul e do litoral do Nordeste, no máximo. Se dependesse do Manoel Carlos, só conheceríamos o Leblon. O povo de Roraima não se vê como parte desse Brasil retratado nos meios de comunicação. A aluna me disse que, quando falava para as pessoas que viria para o Rio, ouvia várias vezes a seguinte questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ih! Você vai pro Brasil?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pergunto: o que é isso? Como é possível? Mas será que eles estão errados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, ao meu ver, é o retrato da nossa ignorância em relação a essa região que há menos de 20 anos não era sequer considerada um estado e sim apenas um território federal. Confundido com Rondônia de maneira execrável e comum, Roraima é um lugar que não recebe a mínima atenção da suprema maioria dos brasileiros. E é por repúdio a essa falta estúpida de senso de brasilidade que hoje estamos aqui pra falar de Roraima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, registro também, as saudades de um grande amigo de infância, suburbano como eu, nascido num miolo entre Vila da Penha, Vista alegre e Irajá, cujo sonho de tornar-se piloto de caça da Força Aérea Brasileira, eu vi tornar-se realidade. Hoje, o tenente-aviador Ferry, meu amigo Daniel Simões, está em Roraima a trabalho, voando os céus de Boa Vista, Amajari, Bonfim, Caracaraí, Iracema, Normandia, Rorainópolis e Uiramutã, onde fica o Monte Caburaí, ponto extremo ao norte do Brasil. Tudo isso depois de casar-se com a querida amiga Marina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaremos de Roraima no tocante ao avanço da fronteira agrícola no estado. Mas, antes, vamos a uma breve introdução ao processo de expansão da fronteira agrícola em âmbito nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capitalização das relações de produção no campo brasileiro é um processo iniciado no fim da década de 1950, estabelecendo-se mais claramente no período entre as décadas de 1960 e 1970. Entende-se por capitalização das relações de produção no campo a chegada de recursos técnicos que contribuem para a elevação da produtividade das atividades rurais. Todo tipo de insumos (fertilizantes, pesticidas, sementes especiais, máquinas) passa a ser utilizado no campo capitalizado do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo, no entanto, apesar dos benefícios gerados pelo aumento da produtividade, foi bastante nocivo a uma grossa parcela de pequenos e médios proprietários rurais. Na maior parte dos casos os produtores foram à falência por endividamento com o sistema de crédito bancário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada da modernidade, os agricultores buscaram adquirir os insumos para implantar nas suas produções, objetivando melhorar a qualidade e aumentar a quantidade dos seus produtos. Contudo, a compra das novidades, em geral, se processa através de crédito bancário, já que a maioria dos produtores não tem dinheiro suficiente pra bancar sozinhos a compra desses insumos, que eram importados. Nesse contexto, eles passam a produzir com um risco muito maior, pois, de maneira geral, a garantia de pagamento do empréstimo era feita com a hipoteca da terra. Se o agricultor não pagasse a dívida, perdia sua propriedade. Em muitos casos, foi exatamente isso o que acabou acontecendo, gerando mais concentração fundiária do que já havia no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política agrícola nacional, nesse período entre as décadas de 1960 e 1970, também estimulou a concentração de terras, principalmente na região Sul do país. Lá, a produção era voltada para o mercado interno (celeiro do Brasil), o que ia de encontro com a política do “Exportar é o que importa”. O governo queria que aquelas terras produzissem para mercado externo. Então, forçou o endividamento dos produtores que acabaram falindo em, parte dos casos. Suas terras, depois de controladas por empresas agrícolas, passaram a produzir para mercado externo, como desejava o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses agricultores foram conduzidos ao interior do Brasil, acelerando o processo de expansão da fronteira agrícola. Apesar do latossolo ácido que caracteriza o Cerrado, e que precisa de correção pela calagem, os preços da terra eram tão baixos que atraíram vários produtores que foram tentar a vida no interior do país. É bastante comum encontrar em estados como Mato Grosso, Goiás e Rondônia, pessoas que descendem de colonos imigrantes que haviam se instalado na região Sul. Sobrenomes como Vebber, Nucci, Scheidt, Pizzonia, entre outros presentes na região, comprovam essa ascendência européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, nos últimos 30 anos, as lavouras de soja, milho, algodão e girassol, entre outras, se expandiram, dominando a paisagem amarelada do Cerrado. E essa expansão continua, avançando perigosamente sobre a orla do domínio amazônico, acelerando o processo de desmatamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém esse crescimento vem atingindo recentemente outros espaços menos comentados como o estado de Roraima. Com apenas 15 municípios, uma capital com aproximadamente 250 mil habitantes e com terras muito baratas, aumenta a cada dia o número de pessoas que buscam seu eldorado nesse trecho de Brasil que está entre 0º e 5º de latitude no hemisfério norte. Para que se tenha uma idéia de preço, em Roraima, na periferia de Boa Vista, o valor das terras em 2002 era de aproximadamente R$ 50 por hectare, enquanto em Rio Verde/GO o valor chegava a R$ 12.000. A acelerada valorização de Roraima fez com que os preços no final de 2005 atingissem a casa de R$ 1.000 por hectare, o que, no entanto, ainda é uma pechincha perto de Rio Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da latitude equatorial, a paisagem é o Lavrado, forma regional de denominação do Cerrado. Uma espécie de capim ralo chamado ‘furabucho’, que predomina na paisagem, permite que o plantio seja feito de maneira direta e exige menos gastos para a correção do solo. Além disso, a produtividade da terra é elevada. Produtores da região estão obtendo safras com produtividade por área acima da média nacional. A maior proximidade com o hemisfério norte aumenta a competitividade dessas terras, podendo, o escoamento da produção, ser feito tanto por rodovia até os portos da Venezuela e da Guiana, como por hidrovia através do terminal de Itacoatiara, que fica a 36 km de Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida são profundas as metamorfoses espaciais que se passam no estado de Roraima. Efetivamente, o território caracteriza-se, hoje, como uma fronteira agrícola em vigoroso processo de expansão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5027069426059113209?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5027069426059113209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5027069426059113209&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5027069426059113209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5027069426059113209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/04/roraima-nova-fronteira-agrcola.html' title='RORAIMA: NOVA FRONTEIRA AGRÍCOLA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-255734574173264633</id><published>2008-04-02T17:32:00.000-03:00</published><updated>2008-04-02T17:56:50.247-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ásia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><title type='text'>DIFUSÃO DO ISLÃ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi numa gruta do Monte Hira que Maomé recebeu a mensagem essencial do Arcanjo Gabriel, no momento definido pela tradição islâmica como a Noite da Revelação ou Noite do Destino: “Só há um Deus, que é Alá, e Maomé é o seu profeta”. Daí em diante o profeta passou a pregar entre seus familiares, que pertenciam ao clã hashemita, um dos clãs pobres que integravam a tribo dos coraixitas que governava a cidade de Meca, onde ele nasceu. Como foi casado com a viúva de um rico comerciante, acredita-se que ele tenha assumido os negócios e assim entrado em contato com judeus e cristãos, conhecendo-lhes as crenças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O profeta passou a pregar, também, para os mais humildes, conquistando novos adeptos. Para evitar a eternidade no inferno, os seguidores de Maomé passaram a cumprir os fundamentos da nova fé, orando pelo menos cinco vezes ao dia e buscando ser benevolentes, visando a conquista de um lugar no paraíso pelo julgamento de Alá, depois do fim do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os seguidores da religião são chamados de Muslim, palavra árabe que significa “aquele que se submete, o crente”, e a própria religião chama-se Islã, palavra árabe que significa “submeter-se”. A reza agachada é uma forma de negar a arrogância, o egoísmo e o orgulho, além de servir para vivificar no espírito o sentimento de submissão absoluta a Deus. A religiosidade da Arábia era marcada pelo politeísmo e o culto aos astros e às pedras sagradas. No templo da Caaba, em Meca, incrustada em uma das paredes, fica a pedra sagrada mais importante, motivo de orações e romarias antes mesmo do advento do islamismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184750542241751746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 438px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" height="255" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R_PvJe9VYsI/AAAAAAAAAOU/PNPQmyORhZc/s320/Caaba.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Caaba, em Meca. Ao redor da Pedra Sagrada surge a mesquita.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo as pregações começam a atingir os comerciantes e a nobreza. Os sacerdotes dos cultos dominantes, com o apoio dos mercadores abastados estimulam a perseguição aos seguidores do profeta. Maomé foge de Meca para Yatrib, em 622 d.C., sendo esse o marco inicial da difusão do islamismo. Como o profeta ampliou sua autoridade a partir de Yatrib, a cidade passou a ser chamada de Medina, que significa “a cidade do profeta”. Como dissemos aqui num texto sobre o festejo de ano novo (&lt;a href="http://geografiassuburbanas.blogspot.com/2007/01/sobre-o-festejo-de-ano-novo.html"&gt; leia aqui &lt;/a&gt;), o próprio calendário islâmico tem sua origem marcada nesse evento. Segue citação do texto, que inclui informações sobre o ano novo judaico, islâmico, chinês e hindú, escrito em janeiro deste ano:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;“O calendário Islâmico tem sua contagem iniciada a partir da hégira (fuga) de Maomé, de Meca para a Medina, ocorrida no dia 16 de julho de 622 do calendário gregoriano. O reveillon muçulmano acontecerá no próximo dia 20 de janeiro (do nosso 2007), quando eles, que já são quase 1,3 bilhão, e crescendo, festejarão a chegada do dia 1º de Muharram (primeiro mês islâmico) do ano de 1428”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De 622 até 632, ano da morte do profeta, o islamismo é espalhado por toda a Península Arábica, tendo Maomé como chefe religioso, político e militar da comunidade muçulmana. Sua doutrina defendia a Jihad (Guerra Santa) afirmando que o combate que expande a fé visa a glorificação de Alá. E a promessa do paraíso aos que morrem combatendo pela fé vem desde essa época, fatos que explicam tamanha velocidade no processo de expansão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os quatro primeiros califas – sucessores do profeta – construíram um império vastíssimo, com unidade política centrada no islã. Entre 632 e 656 os califas encontraram um cenário perfeito para a expansão territorial do islã. O império Bizantino, o império Persa e o Estado Visigodo estavam enfraquecidos. Os exércitos árabes foram enviados para Palestina, Síria, Armênia, Mesopotâmia, Pérsia, Egito e Tripolitânia (norte da África). A expansão desse império não beneficiava somente as classes mercantil e urbana da aristocracia, mas a todos os que se convertessem ao islamismo. Conseqüentemente, todas essas regiões, incluindo a Palestina e a cidade de Jerusalém, foram conquistadas e islamizadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As disputas pela sucessão dos califados geraram a fragmentação do islamismo em seitas como os xiitas e os sunitas. Os xiitas são, originalmente, os membros do partido Xiat Ali – partido de Ali - defensores de um califa que seja obrigatoriamente descendente direto de Maomé. Os sunitas acreditam que o califa pode ser alguém que possua um profundo conhecimento sobre os preceitos do islamismo e que pratique o que está escrito nas Sunas. As sunas são livros que transcrevem o padrão de comportamento do profeta e dos quatro primeiros califas. Atualmente os sunitas representam 90% do mundo islâmico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 661, os sunitas assumem o poder com Moaviá, que faz da sucessão um processo hereditário, inaugurando a dinastia dos Omíadas, e transfere a capital do império de Medina para Damasco. Essa dinastia expande o islamismo dominando todo o norte da África, do Egito até o atual Marrocos, a Pérsia, atingido até a região de Cabul no atual Afeganistão, o oeste da Península Indiana, no atual Paquistão e a Península Ibérica, antigo reino dos Visigodos, especialmente a área da atual Espanha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184752715495203538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="237" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R_PxH-9VYtI/AAAAAAAAAOc/vdk7VOGzndg/s320/Imp%C3%A9rio+%C3%81rabe.jpg" width="364" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Abrangência do Império Árabe (expansão omíada).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 750, a dinastia abássida assume o poder e transfere a sede do califado de Damasco para Bagdá. A língua persa passa a ser a segunda língua do império árabe. No entanto inúmeras dinastias independentes tomam o poder em áreas específicas e em muitas regiões o poder civil dos sultões e dos emires torna-se mais importante do que o poder religioso dos califas, o que denota o enfraquecimento e a fragmentação do império. Sultões são chefes militares muçulmanos e emires são responsáveis pela administração e segurança das cidades islâmicas. Em 1258 o império islâmico foi, então, fragmentado nos califados de Bagdá, Cairo e Córdoba.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Embora o império estivesse enfraquecido, a difusão da religião não foi interrompida, atingindo aos turcos da Ásia central e estes, no século XI, dominaram a Península da Anatólia, na Ásia Menor, onde seria fundada, no século XIV a dinastia otomana, que dominou vastas áreas do Império Bizantino e se expandiu em direção aos Bálcãs. Durante a expansão dos turcos islamizados, a cidade de Jerusalém foi alvo de diversas cruzadas cristãs que tinham o objetivo de assumir o controle da cidade sagrada, tirando-a das mãos dos muçulmanos. O controle da cidade alternou-se várias vezes entre cristãos e muçulmanos no período que vai de 1099 e 1291, ficando com os turcos muçulmanos a partir deste ano.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1453, a antiga Bizâncio, fundada pelos gregos, e então Constantinopla, sede do império Bizantino, foi dominada pelos turcos otomanos que passaram a chamar a cidade de Islambol (Istambul), que significa “difusão do Islã”. Na Europa, os Espanhóis conquistam Granada em 1492 e expulsam definitivamente os árabes de seu último reduto no continente.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daí em diante, a difusão do Islã segue em direção ao Oriente, na fronteira entre China, Índia e Paquistão; na Ásia Central, ao redor do mar Cáspio; e também no continente africano, no sentido Norte-Sul, atingindo o Sudão, no vale do Nilo, todo o Magreb, o Sahel (orla semi-árida do Saara), o Golfo da Guiné, em países como a Nigéria, Gana, Costa do Marfim, Benin, o Chifre da África, com parte da Somália, Eritréia e Etiópia, além de outras áreas ao sul como a faixa litorânea de Moçambique. Com base nesse processo de difusão do Islã, sabemos que a Palestina foi uma das primeiras áreas islamizadas no planeta, constituindo, também, um espaço que possui vínculos históricos e religiosos com os muçulmanos. Isso, somado aos vínculos do judaísmo com a mesma terra, corresponde ao fator básico que imprime as disputas claramente manifestadas na região atualmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-255734574173264633?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/255734574173264633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=255734574173264633&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/255734574173264633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/255734574173264633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/04/difuso-do-isl.html' title='DIFUSÃO DO ISLÃ'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R_PvJe9VYsI/AAAAAAAAAOU/PNPQmyORhZc/s72-c/Caaba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5373455073062965307</id><published>2008-03-30T17:40:00.000-03:00</published><updated>2008-03-30T17:47:10.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>VÍNCULOS DO JUDAÍSMO COM A PALESTINA</title><content type='html'>É do Velho Testamento que surgem as principais fontes de conhecimentos sobre as origens do judaísmo. Abraão, saindo das proximidades do rio Eufrates há mais de quatro mil anos, no atual território do Iraque, teria sido designado por Deus para conduzir seu povo a uma estreita faixa de terra entre o Mar Mediterrâneo e o deserto da Arábia, a Canaã ou a Terra Prometida, segundo os textos bíblicos. Tendo se estabelecido, então, nessas terras conhecidas como Palestina, as tribos hebraicas – também chamadas de israelitas por serem descendentes de Israel, neto de Abraão - passam alguns séculos vivendo na região que crêem ser uma promessa divina. No entanto, não se sabe exatamente por qual razão – os estudos de climas antigos indicam que uma grande seca teria tornado a região inabitável por um certo período – as tribos migraram, por volta de 1750 a.C., para o Egito, onde foram escravizadas pelo regime dos faraós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo Velho Testamento conta que os hebreus fogem do Egito, depois de quatro séculos de opressão, liderados por Moisés que, conduzido por Deus, teria libertado seu povo atravessando o deserto durante cerca de quarenta anos, transpondo inclusive o Mar Vermelho, que abriu-se para a passagem dos hebreus e fechou-se para a travessia do exército faraônico. E assim, no episódio conhecido como Êxodo, os hebreus retornaram à sua Terra Prometida, tendo Moisés recebido de Deus, durante o retorno israelita, as duas tábuas contendo os dez mandamentos da lei divina, próximo ao Monte Sinai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à sua terra os hebreus construíram no século XI a.C um suntuoso templo na cidade de Jerusalém com o objetivo de que ele abrigasse a Arca da Aliança, cujo conteúdo sagrado seria formado exatamente pelas tábuas recebidas de Deus por Moisés. Nesta época foi formado o reino de Israel, promovendo uma unificação política das doze tribos hebraicas. Israel teve como reis Saul, Davi e Salomão sendo o último o responsável pela construção do templo de Jerusalém e pelo apogeu do reino que durou aproximadamente 120 anos, pois com a morte de Salomão no ano de 935 a.C., ocorre o Cisma onde duas tribos do sul fragmentaram-se do reino de Israel formando o reino de Judá, com capital em Jerusalém. O reino de Israel, formado pelas outras dez tribos do norte, constituiu capital em Samaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou estabelecida, desse modo, a situação política da região, até que em 721 a.C., os dois reinos foram dominados pelos assírios, liderados por Sargão II. A dominação assíria é envolvida em muita crueldade para com os derrotados de todas as áreas. No império que nasce em 1300 a.C. e se expande indo até 612 a.C., era comum a prática de mutilações e de torturas aos povos subjugados, táticas usadas no domínio sobre os povos desta e de outras localidades como Egito, Síria, Armênia e Fenícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 612 a.C. os assírios foram derrotados pelos caldeus, povo de origem semita (1), o que conduziu à fundação do Segundo Império Neobabilônico, que teve como soberanos Nabopolassar e Nabucodonosor, tendo sido o último responsável pela conquista de Jerusalém e pela destruição do templo da arca da aliança, nessa cidade. Os hebreus foram escravizados e levados de seus reinos para a Mesopotâmia, fato que produziu o episódio conhecido na história hebraica como o “Cativeiro da Babilônia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A breve hegemonia babilônica termina em 539 a.C. quando o império é conquistado pelos persas, comandados pelo imperador Ciro. Defensor de uma política pautada no respeito às diferenças religiosas e culturais dos povos conquistados, Ciro liberta os judeus do cativeiro e permite que eles retornem à sua terra e reconstruam seu templo em Jerusalém. No entanto o sistema religioso persa influenciou o judaísmo e este, por sua vez, influenciou o cristianismo e o islamismo. Zoroastro(2) reorganiza a religião persa, antes de caráter totêmico(3), preservando um dualismo divino pré-existente representado pela luta incessante entre o bem (Ahura-Mazda) e o mal (Arimã). O Masdeísmo(4), fruto do trabalho de Zoroastro, contém conceitos como o Juízo Final, livre-arbítrio e aborda a vinda de um Messias concebido por uma virgem, a ressurreição dos mortos e a recompensa com vida eterna no paraíso, aos homens bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duzentos anos depois, Alexandre da Macedônia expulsa os persas da região, criando o maior império formado até então, que seria superado apenas pelos romanos, anos depois. E foram os romanos que dominaram os hebreus no ano 63 a.C. Eles reprimiram duramente as revoltas organizadas por grupos nacionalistas judaicos, destruindo novamente o templo de Jerusalém, em 70 d.C., e determinando a Diáspora Judaica, em 135 d.C. Do templo sobrou apenas o Muro das Lamentações, existente até os dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na diáspora, termo que significa dispersão, os judeus se espalharam pelas diversas províncias romanas na Europa e na Ásia, e passaram a viver em pequenas comunidades onde buscaram conservar seus costumes, sua língua e principalmente sua religião. Os princípios religiosos contidos nos cinco primeiros livros da bíblia, denominados Torá ou Pentateuco, reúnem as obrigações essenciais da vida judaica. Entre os séculos III e VI d.C. surge o Talmud, um livro com o objetivo de reunir os ensinamentos religiosos antes passados de pai para filho, abandonando uma tradição oral em prol de uma tradição escrita. O termo 'Talmud' vem do hebraico e significa estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 'Sinagoga' – termo que vem do grego e significa congregação ou assembléia - é o espaço de reunião da comunidade para as práticas rituais do culto judaico.No entanto, nem sempre, mesmo depois da diáspora, esse culto foi livre. Depois de mais de dois mil anos de vínculo histórico com a região da Palestina, e de serem dominados por diversos povos como os assírios, os babilônios os persas e os macedônios, os judeus são obrigados pelo império romano a espalhar-se por vastas regiões, onde tentarão conservar suas tradições por mais de dezoito séculos, quase sempre sob perseguição ou em caráter clandestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Semita - Indivíduo dos semitas, família etnográfica e lingüística, originária da Ásia ocidental, e que compreende os hebreus, os assírios, os aramaicos, os fenícios, os árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Zoroastro – Também conhecido como Zaratustra, criador da casta dos magos e reformador do masdeísmo, do qual conservou a concepção dualística do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Totêmico – Relativo ao totem que em diversos povos e sociedades é representado por um animal, vegetal ou qualquer entidade ou objeto em relação ao qual um grupo ou subgrupo social (p. ex., uma tribo ou um clã) se coloca numa relação simbólica especial, que envolve crenças e práticas específicas, variáveis conforme a sociedade ou cultura considerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) Masdeísmo - Religião antiga dos iranianos (persas e medos), caracterizada pela divinização das forças naturais e pela admissão de dois princípios em luta, aúra-masda e arimã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5373455073062965307?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5373455073062965307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5373455073062965307&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5373455073062965307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5373455073062965307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/03/vnculos-do-judasmo-com-palestina.html' title='VÍNCULOS DO JUDAÍSMO COM A PALESTINA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3634423448818381629</id><published>2008-03-29T22:13:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T15:20:19.172-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guerras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vestibular'/><title type='text'>OTAN NO KOSOVO: RELAÇÕES COM O EURO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É fato notório que a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte – foi criada em 1949 com o objetivo de defender os paises do bloco capitalista contra um possível ataque soviético no contexto da guerra fria. No entanto esse organismo não promoveu nenhuma ação militar durante aquele período histórico. Seu primeiro ataque foi contra o Iraque que tinha invadido o Kuweit, detonando a guerra do golfo. E nessa ação os americanos atingem ao menos dois objetivos importantes para a geopolítica da Nova Ordem Mundial então inaugurada. Vejamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dos objetivos alcançados foi a legitimação da guerra anti-imperialista, desde que o imperialismo em questão não seja o norte-americano. A invasão iraquiana ao país vizinho e riquíssimo em petróleo foi considerada uma atitude imperialista que deveria ser combatida. Outro objetivo alcançado foi a afirmação da necessidade de continuidade da existência da OTAN como uma força multilateral de coalizão capaz de intervir militarmente em situações que envolvam conflitos estratégicos como a guerra do golfo e a belicosa fragmentação da antiga Iugoslávia. Neste último caso foram duas as intervenções da OTAN. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira, em 1995, quando o processo de independência da Bósnia-Herzegovina já envolvia práticas de limpeza étnica do exército sérvio contra os muçulmanos que vivem na região. Como resultado da ação foi assinado o Acordo de Dayton, nos Estados Unidos, que transformou a antiga república da Bósnia numa Confederação que inclui duas repúblicas: a República Muçulmano-Croata e a República Sérvia, esta última ocupada por população, em sua maioria, de origem sérvia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1999 foi a vez da OTAN atuar no Kosovo. Os Kosovares, que tem origem albanesa, contestaram o poder sérvio sobre a região e desse movimento surgiu o Exército Kosovar de Libertação Nacional. Este grupo, apoiado pela maioria da população, entrou em conflito contra a Sérvia em 1996, pouco depois da pacificação da Bósnia. Durante os três anos do conflito as mesma práticas de limpeza étnica - migrações forçadas, assassinato de mulheres e de crianças – permearam as ações do exército sérvio sob a tutela de Slobodan Milošević. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/RyIZb77R_AI/AAAAAAAAAE8/5Wl1Fpp37ak/s1600-h/Iugosl%C3%A1via.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183337356267446898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R-7p3O9VYnI/AAAAAAAAANs/p5HJCbMeP_o/s400/Iugosl%C3%A1via.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os Estados Balcânicos&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas a ação da OTAN só chega em março de 1999 quando a capital da Sérvia foi bombardeada. E a presença da OTAN se justifica pela entrada em vigor do Euro – moeda única da União Européia – fato que ocorreu em 1º de janeiro de 1999. Nesse primeiro momento a moeda ainda não circulava nas ruas mas já possuía cotação e era comercializada em mercados de capitais e de câmbio. Dos quinze membros do bloco à época, doze adotaram a nova moeda, dentre eles a Grécia. Por conta da proximidade grega com a região do conflito, a OTAN atua com o objetivo de evitar um possível transbordamento do conflito para o território grego, o que certamente afetaria a cotação do Euro. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183337571015811714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 406px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" height="220" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R-7qDu9VYoI/AAAAAAAAAN0/rpRIQ0Qsnww/s400/Ataque+%C3%A0+TV+em+Belgrado.jpg" width="365" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Polêmico bombardeio à TV em Belgrado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foi, portanto, por uma questão humanitária, para combater a limpeza étnica que a OTAN atuou no Kosovo. Recentemente a região - que foi administrada pela ONU, mesmo pertencendo à Servia como uma província autônoma - declarou sua independência, que foi apoiada pelos americanos e criticada pelos russos. Assim como o Kosovo, a Vojvodina, espaço com população de origem húngara, também constitui um foco de tensões, embora mais brandas, na região dos Bálcãs, atualmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3634423448818381629?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3634423448818381629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3634423448818381629&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3634423448818381629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3634423448818381629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/03/otan-no-kosovo-relaes-com-o-euro.html' title='OTAN NO KOSOVO: RELAÇÕES COM O EURO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R-7p3O9VYnI/AAAAAAAAANs/p5HJCbMeP_o/s72-c/Iugosl%C3%A1via.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-8013868656648178337</id><published>2008-03-27T11:54:00.001-03:00</published><updated>2011-09-04T13:05:01.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia Física'/><title type='text'>CICLONES, FURACÕES, TUFÕES...</title><content type='html'>Certo dia de 2005, estava eu, em plena atividade profissional, quando dois alunos, um rapaz e uma mocinha, aproveitando o intervalo entre as aulas, aproximaram-se de mim. Estavam com um ar... uma expressão esquisita, séria... Pareciam dois mafiosos planejando friamente a minha morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tremi. Eles chegaram bem perto. E, falando sem sorrisos e com profunda expectativa na face, o rapaz tomou a iniciativa de falar. Tocando levemente no meu braço, ele olhou fundo nos meus olhos e perguntou, ou melhor, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Professor, nós precisamos – e esse 'precisamos' denotava uma necessidade infinita – saber como se formam os furacões. O senhor pode explicar?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei aliviado. Mas a tensão que passei não me permitiu reunir naquele momento os argumentos necessários para explicar toda a questão que envolve estas catástrofes atmosféricas, os ciclones, furacões e tufões. E eu gosto das explicações completinhas, minuciosas.A pergunta deles foi movida pelo fenômeno do Katrina, que destruiu a cidade de Nova Orelans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, li essa reportagem sobre um ciclone (Mônica – quase sempre eles têm nome de mulher) que atingiu a Austrália, muito mais forte que o Katrina, porém provocou uma destruição muito menor. Quase não foi noticiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;"Superciclone castiga a Austrália".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;Um ciclone tropical com ventos de 350 quilômetros por hora arrasou ontem (24/04/2006) a costa nordeste da Austrália. Mônica só não causou grandes prejuízos porque a região é pouco povoada. No entanto, causou surpresa entre especialistas devido à sua força extrema. O ciclone Mônica pode ser a mais violenta tempestade tropical registrada em qualquer oceano.O Olho do furacão – considerado um dos mais perfeitos já observados por satélite – tocou o solo numa região coberta por pântanos e florestas, o que evitou conseqüências mais graves. Segundo meteorologistas do site StormTrack, pode ser a mais intensa tempestade tropical de que se tem registro, caso sejam confirmados os dados obtidos por satélite. Com uma pressão de 868,5 milibares, Mônica chegou a ser mais forte do que qualquer furacão do Atlântico ou tufão do Pacífico. Até agora a pressão mais baixa já registrada (quanto menor a pressão, maior a força da tempestade) era a medida no olho do tufão Tip, com 870 milibares.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;Acessado em 25/04/2006.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, senhores e senhoras, venho trazer aqui as respostas para algumas perguntas comuns quando se trata deste assunto. Podemos achar que é tudo igual – ciclone, furacão, tufões, mas não são. Eis as questões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que são Ciclones?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciclones são grandes massas de ar e vapor d’água que giram ao redor de uma área de baixa pressão atmosférica e sobre o oceano. Ciclones tropicais atuam em áreas de latitudes mais baixas, isto é, nos trópicos. Ciclones extratropicais atuam em latitudes mais altas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a diferença entre Ciclones, Furacões e Tufões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Furacões e Tufões são Ciclones! Sendo que estes se locomovem numa velocidade superior a 100 quilômetros por hora. A diferença entre Furacões e Tufões é geográfica. Os ciclones que nascem no Oceano Atlântico são chamados de Furacões e os ciclones que nascem no Índico ou no Pacífico são chamados de Tufões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se formam os Ciclones?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento mais comum de um ciclone é associado à presença de grande volume de ar seco que se desloca sobre o oceano tropical. Os exemplos clássicos são os furacões que atingem o Golfo do México, as ilhas da América Central e a costa dos Estados Unidos, como o Katrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-luNye_CGHIw/TmOhi5Ta2cI/AAAAAAAABQk/p1z1QIx7Oas/s1600/Ciclone4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 301px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-luNye_CGHIw/TmOhi5Ta2cI/AAAAAAAABQk/p1z1QIx7Oas/s400/Ciclone4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648535978522630594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O ar seco proveniente do Deserto do Saara é transportado pelos ventos alísios e durante o trajeto o ar seco absorve grande quantidade de água do mar que se evapora. O ar quente é mais leve e sobe junto com o vapor d’água. Quando se condensa (se liquefaz), o vapor libera calor e aquece o ar novamente, que sobe e torna os ventos quentes instáveis. Se a diferença entre a temperatura da superfície do oceano (quente) e das altas camadas atmosféricas (fria) for muito grande, a massa de ar ganha volume cada vez maior e adquire a forma de vórtice atmosférico, conhecida como furacão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “olho” do ciclone fica na região central do fenômeno, possui poucos ventos, é quente, seco e de baixíssima pressão atmosférica (Lembrete: ventos sopram de alta pressão para baixa pressão). É no olho que a água evapora e aumenta o tamanho do ciclone, podendo o olho medir de oito quilômetros até duzentos quilômetros, o que torna fácil identifica-lo em imagens de satélites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a escala utilizada para classificar os ciclones?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a escala Saffir-Simpson, que varia de F1 a F5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F1 – Ventos entre 118 e 152 Km/h.&lt;br /&gt;F2 – Ventos entre 153 e 178 Km/h.&lt;br /&gt;F3 – Ventos de até 209 Km/h.&lt;br /&gt;F4 – Ventos de até 250 Km/h.&lt;br /&gt;F5 – Ventos superiores a 250 Km/h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí, queridos. Um abraço solidário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-8013868656648178337?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/8013868656648178337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=8013868656648178337&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8013868656648178337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8013868656648178337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/03/certo-dia-de-2005-estava-eu-em-plena.html' title='CICLONES, FURACÕES, TUFÕES...'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-luNye_CGHIw/TmOhi5Ta2cI/AAAAAAAABQk/p1z1QIx7Oas/s72-c/Ciclone4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-4943397302031492422</id><published>2008-03-26T16:18:00.000-03:00</published><updated>2008-03-26T18:53:33.714-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demografia'/><title type='text'>ECOMALTHUSIANISMO E OUTRAS TEORIAS DEMOGRÁFICAS</title><content type='html'>O Ministro da Igreja Anglicana Thomas Robert Malthus publicou na Inglaterra o Ensaio sobre o princípio de população, no ano de 1798, e esta obra tornou-se uma referência para o estudo da demografia no século XIX. Em sua essência o texto tinha como preceito o fato de que a produção de alimentos crescia em Progressão Aritimética (PA) e a população mundial crescia em Progressão Geométrica (PG). Sabe-se que o crescimento em PG é muito mais rápido que o em PA, portanto, para Malthus, tal tendência demográfica seria responsável pela situação de fome de parte da população. No entanto tais preceitos são absolutamente falsos e a teoria do ministro, portanto, também o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crendo na exatidão de seus preceitos, o religioso apresentou o problema à sociedade em sua obra e nela também propôs soluções. Dentre elas destacam-se várias formas de controle da natalidade como a abstinência sexual, o casamento tardio (pressupõe-se o sexo liberado apenas após o matrimônio) e o celibato. Nota-se que todas as propostas são permeadas de alguma forma por um caráter religioso que Malthus impôs ao seu discurso pretensamente científico. Cabe considerar que além dos crescimentos da produção de alimentos e populacional não ocorrerem em PA e PG respectivamente, a teoria malthusiana não vislumbrou as transformações intensas que o processo de produção agrícola sofreu e que elevaram sua produtividade. Hoje o mundo produz alimentos suficientes para alimentar quase o dobro da população mundial, e a fome persiste. Onde está o erro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na distribuição desigual, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no século XX surge o Neomalthusianismo com intuito de justificar a desigualdade da Divisão Internacional do Trabalho (DIT). Na DIT Clássica os países centrais exportavam produtos industrializados para os países periféricos e recebiam matérias-primas destes. A enorme diferença no valor das produções desses dois grupos de países manteve as riquezas concentradas nos países industrializados e altamente desenvolvidos. A relação comercial dos países periféricos é desvantajosa pois eles compram produtos caros e vendem produtos baratos e essa situação limita as possibilidades de desenvolvimento desses países. Para mascarar esse processo é que surge a Teoria Neomalthusiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela afirma que os países periféricos são pobres pois sua população é muito grande e consome seus escassos recursos. É fácil acreditar nessa idéia quando se compara o Reino Unido ou a Alemanha com a China ou com a Índia. Os países europeus altamente desenvolvidos possuem populações muito menores do que a destes países asiáticos, que apresentam quadros sociais péssimos com altos níveis de pobreza. Mas se compararmos Brasil e Estados Unidos, vemos que o nível de desenvolvimento norte-americano é maior e sua população também. Ou seja, o problema não está no tamanho da população brasileira e sim na desigualdade, no abismo econômico que separa esses dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É semelhante ao que se diz das famílias pobres com muitos filhos. Se uma família tem renda média de um salário mínimo e é formada por dez filhos, a família é pobre. E se uma família com a mesma renda tiver apenas um filho? Será pobre também, pois um salário mínimo é pouco para a sobrevivência de uma pessoa, quanto mais de uma família com pai, mãe e um filho. O problema é ter muitos filhos? Não. O problema é a família não ter acesso a renda. É claro que as condições de vida tendem a piorar com mais pessoas, mas, se for atingido um certo ponto de pobreza, não faz diferença se há um filho ou dez. Todos terão condições péssimas de sobrevivência. A única diferença é que temos mais pessoas sofrendo pela miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso neomalthusiano impõe aos países pobres a culpa pela própria pobreza e esconde os limites impostos pela DIT injusta ao desenvolvimento deles. E ainda propõe um forte controle de natalidade, o que estimulou, inclusive, o envio de equipes técnicas preparadas para ensinar o planejamento familiar e praticar cirurgias de esterilização feminina. Sabe-se que em alguns casos tais cirurgias eram feitas sem o consentimento das pessoas, das famílias. Algo imposto, violando as liberdades pessoais e o direito de escolha. É para criticar essa visão neomalthusiana e suas recomendações que surge a teoria reformista, cujo preceito principal é a idéia de que a DIT injusta é responsável pelo subdesenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos sesenta, paralelamente à emergência da ecodiplomacia, que visa discutir entre os países as questões de caráter ambiental, surge o Ecomalthusianismo. Essa teoria foi defendida pelo Clube de Roma, formado por cientistas, economistas e funcionairos governamentais de alto escalão, e baseia-se na idéia de que o sistema global é formado por recusrsos finitos em acelerado processo de desgaste diante do crescimento populacional e das demandas produtivas do mundo contemporâneo. A lógica é que quanto maior é a população, maior o consumo dos recursos naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em vista tal lógica, o Clube de Roma propôs o controle da natalidade nos países de maior crescimento populacional - leia-se países da América Latina, África e Ásia. Além disso propôs uma mudança estrutural da economia que deveria passar de uma economia de produção para uma economia de serviços. E é exatamente quando recomenda o controle da natalidade nos países pobres que a teoria perde sua lógica pois deve-se considerar as desigualdades no padrão de consumo entre os países centrais e os periféricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos por exemplo a questão da água, que é um recurso estratégico. A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo diário de 80 litros por pessoa/dia para ingestão, higiene pessoal e doméstica, e para o preparo de alimentos. No Quênia o consumo médio é de 5 litros por pessoa/dia, a mesma média de água utilizada diariamente pelos norte-americanos para lavar carros e regar jardins. Sabe-se que o crescimento vegetativo da população do Quênia é bem maior do que o dos Estados Unidos, mas será que foi esse crescimento que gerou tamanha diferença no consumo de água entre os dois países?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A infra-estrutura implementada e o desperdício norte-americano é que elevam o consumo por pessoa/dia de sua população. Portanto não é necessário controlar a natalidade no Quênia pois não é lá que está o consumo excedente. Deve-se reduzir, todavia, o desperdício da sociedade norte-americana. Mais uma vez o problema não é demográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: Malthusianismo, Neomalthusianismo e Ecomalthusianismo são teorias demográficas que impõem as responsabilidades sobre a fome, o subdesenvolvimento e o desastre ambiental mundial, respectivamente, sobre as famílias e países pobres, e defendem que são estes que devem controlar suas taxas de natalidade. No entanto esquecem-se de avaliar a desigualdade existente na distribuição dos recursos alimentares, financeiros e no consumo dos recursos naturais, que é alto nos países centrais e limitado nos países periféricos. A questão resolve-se, portanto, ao se compreender que é a distribuição desigual dos recursos que gera tais diferenças entre os países.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-4943397302031492422?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/4943397302031492422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=4943397302031492422&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4943397302031492422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4943397302031492422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/03/ecomalthusianismo-e-outras-teorias.html' title='ECOMALTHUSIANISMO E OUTRAS TEORIAS DEMOGRÁFICAS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-8565909854392684392</id><published>2008-03-24T16:58:00.000-03:00</published><updated>2008-03-24T18:15:13.731-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agricultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PEA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indústria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gráficos'/><title type='text'>PEA AGRÍCOLA E INDUSTRIAL EUROPÉIA</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A distribuição da População Economicamente Ativa (PEA) na Europa é heterogênea em todos os setores por conta da heterogeneidade do próprio continente em questão. Os gráficos que seguem foram elaborados com dados do ano de 1990 obtidos pela OIT e pelo Banco Mundial em pesquisas publicadas em 1997 e 1998 respectivamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos os países destacados em cada gráfico pertencem atualmente à União Européia, exceto a Noruega, e notam-se diferenças enormes quando se analisa o percentual da PEA empregada na agricultura. Nos extremos do gráfico temos o Reino Unido, com apenas 1,5% de sua PEA na agricultura e a Polônia, com 27% da PEA ocupada nesse setor. Observe o Gráfico:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181413537336353330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R-gUKO9VYjI/AAAAAAAAANM/Khl6nvUqgDE/s400/Gr%C3%A1fico+Pea+Agr%C3%ADcola+na+Europa.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para o caso do Reino Unido, assim como para Bélgica, Noruega, França, Espanha, Portugal, Grécia e Chipre, o que explica um percentual inferior a 20% da PEA é o predomínio das atividades terciárias como o comércio, o turismo e a prestação de serviços em geral, embora todos, com exceção de Grécia e Chipre, possuam parques industriais relevantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para o caso da Alemanha e da República Tcheca, o baixo percentual está associado ao peso da atividade industrial desses países que tem sua PEA com frações próximas a 40% ocupadas na Indústria. No caso alemão, fruto dos pesados investimentos privados de grandes corporações transnacionais com sede naquele país, e para a República Tcheca, por conta da herança produzida pela influência socialista e seu modelo de economia planificada orientada para os investimentos em indústrias de base.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;É exatamente a mesma razão que explica os altos índices de PEA ocupada na Indústria nos países do Leste Europeu, já que estes sofreram influência socialista semelhante delineando suas economias para uma forte base industrial. Observe o gráfico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R-gLnu9VYgI/AAAAAAAAAM0/VUnqqahvkO4/s1600-h/Gr%C3%A1fico+Pea+Agr%C3%ADcola+na+Europa.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181412639688188450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R-gTV-9VYiI/AAAAAAAAANE/0IDTQIm_FM8/s400/Gr%C3%A1fico+Pea+Industrial+na+Europa.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nota-se que países como Letônia, Estônia e Lituânia (ex-repúblicas soviéticas) possuem altos índices de população ocupada na indústria. O mesmo vale para a Eslovênia (Estado originado na fragmentação da antiga Iugoslávia), para República Tcheca, Romênia e Bulgária, todos com história de influência soviética no pós-guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida tais dados refletem as diferenças nos níveis de desenvolvimento em que se encontram cada grupo de países. Dos Estados citados temos Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Noruega e Bélgica fazendo parte do grupo de países desenvolvidos altamente industrializados;  Espanha, Portugal e Grécia como parte dos desenvolvidos de industrialização recente; Chipre, que em conjunto com Malta forma o grupo de desenvolvidos com fraca industrialização; e Polônia, República Tcheca, Estônia, Letônia, Lituânia, Eslovênia, Romênia e Bulgária, que fazem parte do grupo de países ex-socialistas com modelo de industrialização de base.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-8565909854392684392?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/8565909854392684392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=8565909854392684392&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8565909854392684392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/8565909854392684392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2008/03/pea-agrcola-e-industrial-europia.html' title='PEA AGRÍCOLA E INDUSTRIAL EUROPÉIA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/R-gUKO9VYjI/AAAAAAAAANM/Khl6nvUqgDE/s72-c/Gr%C3%A1fico+Pea+Agr%C3%ADcola+na+Europa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-4558248474542756768</id><published>2007-11-12T15:15:00.000-02:00</published><updated>2007-11-12T13:08:09.051-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vestibular'/><title type='text'>PROVA DA UERJ - 2º EXAME - COMENTÁRIOS</title><content type='html'>A prova de ciências humanas do segundo exame de qualificação da UERJ-2008 exigiu a análise de aspectos econômicos relacionados a impactos políticos e socioespaciais das transformações nas redes de circulação de riquezas no contexto da mundialização do capitalismo. A maior parte das questões exigiu a interpretação de elementos visuais. Dentre eles temos mapas, gráficos, charges, imagens de propagandas e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de questões que inclui conteúdos de história aumentou em relação ao primeiro exame deste ano, no entanto houve, novamente, o predomínio de questões ligadas aos conteúdos de geografia. Não há, no nosso entendimento, nenhuma questão passível de anulação. Consideramos, esta, uma das melhores provas de ciências humanas dos últimos exames de qualificação da UERJ, com questões simples, exigindo atenção, observação e raciocínio, além de cobrar poucos conteúdos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulte este gabarito comentado, preferencialmente, com o caderno de questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 44 - Gabarito D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta questão, o mapa da esquerda apresenta o território francês e as conexões da cidade de Paris com outros núcleos urbanos franceses destacando que algumas conexões são processadas através de linhas de trens convencionais, e outras através de linhas de trens de grande velocidade (TGV). No mapa da direita, o território francês apresenta-se distorcido em função do tempo de conexão de Paris com as outras aglomerações urbanas. Neste caso, é fundamental notar no mapa da esquerda que algumas cidades encontram-se, aproximadamente, a uma mesma distância em relação à Paris, mas, por estarem integradas através de linhas férreas de tecnologias diferentes, o tempo de conexão também é diferente. As cidades de Marseille e Bayonne refletem isso muito bem. Marseille, integrada pelo TGV, está a três horas da capital, enquanto o trajeto Paris-Bayonne é de quatro horas e meia, aproximadamente. Portanto, a rede ferroviária francesa é composta por linhas de níveis tecnológicos diferenciados e isso se reflete no favorecimento da acessibilidade de alguns aglomerados urbanos como Marseille.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 45 – Gabarito A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação do gráfico associada ao conhecimento do significado da expressão ‘oligopólios’ era suficiente para responder corretamente esta questão. No gráfico - que representa o percentual do mercado mundial dominado pelas cinco maiores empresas dos setores de minério de ferro (90%); equipamentos siderúrgicos (65%); automóveis (60%); produtos químicos [gases] (80%) e Celulose (70%) - fica claro que um número muito pequeno de empresas controla uma parte muito grande dos mercados citados, constituindo oligopólios. Os oligopólios consistem, exatamente, no controle majoritário de um mercado por um pequeno grupo de empresas. Cabe ressaltar que eles se formam, em geral, através de estratégias de associação de capital como os trustes horizontais – fusões de empresas – e os cartéis – sistemas ilegais de combinação de preços e divisão de mercados – que eliminam gradativamente a concorrência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 46 – Gabarito C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão aborda as contradições do processo de globalização, trazendo um pequeno texto sobre a formação de um bloco econômico (Nafta) que reúne Estados Unidos, Canadá e México como países membros, e uma charge que evidencia as barreiras à imigração mexicana para os Estados Unidos. Uma das principais finalidades da formulação de um bloco econômico é a facilitação da circulação de produtos, capitais, bens e serviços. Mesmo no Nafta, que constitui apenas uma área de livre comércio – o estágio inicial de integração de blocos econômicos – tal facilitação é uma realidade. No entanto, no que tange aos movimentos migratórios, o processo de globalização se contradiz através das nítidas barreiras à circulação impostas pelos países centrais à população com origem nos países periféricos. As guerras, as perseguições políticas e religiosas e, principalmente, as pressões socioeconômicas, impõem movimentos migratórios orientados em direção aos espaços onde o quadro de bem-estar social é mais positivo, como é o caso dos países centrais. E as barreiras se manifestam através da não-concessão de vistos, fiscalização das fronteiras, construção de muros (barreiras físicas), podendo culminar em prisões e deportações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 47 – Gabarito B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com conteúdo focado em história, a questão trás um cartaz onde se lê: “Ajude a esmagar o eixo comprando bônus de guerra”. A imagem é representada por um imenso tanque, com bandeiras dos países aliados na segunda guerra mundial, avançando sobre elementos que representam as forças do eixo. A bandeira brasileira no tanque representa a postura do governo em relação ao conflito, onde o Brasil se aproxima aos aliados no combate ao eixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 48 – Gabarito B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abordando a bipolaridade da guerra fria, a charge reflete a “Capacidade de Dissuasão Nuclear” que manteve o equilíbrio entre as superpotências – Estados Unidos e União Soviética – na corrida armamentista. Essa capacidade produz a doutrina da “Destruição Mútua Assegurada” pois nenhuma das superpotências promove um ataque direto contra a rival na certeza de que este ataque seria identificado e respondido imediatamente, gerando a destruição de ambas. É esse clima de “Equilíbrio do Terror”, sem confrontos diretos, que caracteriza a guerra fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 49 – Gabarito B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão destaca o processo de urbanização dos países subdesenvolvidos. Este processo é caracterizado por ser recente, acelerado e derivado de uma industrialização com tecnologias importadas, ou seja, sem a vivência de uma revolução industrial completa, cujo pilar seria o desenvolvimento das tecnologias internamente. A modernização foi importada e conservadora, portanto, excludente. No quadro recente, a automação industrial transfere para o setor terciário o predomínio das atividades urbanas. O baixo poder aquisitivo médio da população dos países subdesenvolvidos limita o consumo de bens e serviços reduzindo as possibilidades de emprego formal no setor terciário. A informalidade emerge nesse contexto como uma saída para a população que não consegue inserir-se no mercado de trabalho formal, manifestando-se no espaço urbano através da presença de camelôs e biscateiros, dentre outras formas. A ausência de garantias trabalhistas e a redução da arrecadação de tributos (previdência) pelo Estado são conseqüências desta informalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 50 – Gabarito D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mapas desta questão retratam a divisão política municipal do Brasil de 1940 (1574 municípios) e 2000 (5507 municípios), retratando a clara ampliação da fragmentação do poder político municipal neste período. A interiorização do povoamento estimulada no período em tela contribui para a fragmentação, pois a ocupação heterogênea do espaço e as atividades exercidas em cada localidade criam identidades que fomentam a separação. A constituição de 1988, além de fortalecer o federalismo – princípio de autonomia dos estados em consonância com as determinações constitucionais – transforma antigos territórios, que estavam sob administração direta da União, em Unidades Federativas, ou seja, estados, como é o caso de Roraima, Rondônia e Amapá. E dentre as flexibilizações geradas pela constituição figuram os parâmetros para a emancipação dos municípios, o que facilita a fragmentação do poder político municipal no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 51 – Gabarito B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com conteúdo focado em história, a questão faz alusão ao controle do tempo com base em relações político-ideológicas como é o caso da criação do calendário que tem como marco a revolução francesa. A proclamação da república define o Ano I do recém-criado calendário francês, possuindo tal calendário seus meses específicos, destacando o mês Termidor, em que Robespierre foi executado, e o episódio do dia 18 Brumário do calendário republicano, em que um golpe de Estado levou o general Napoleão Bonaparte ao poder. Uma evidência que ajudaria ao candidato a responder à questão é o nome do autor do texto que introduz a questão (Jaques Le Goff), nitidamente de origem francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 52 – Gabarito D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise da imagem apresentada é essencial à resolução desta questão. Nela vê-se um elemento indígena no centro, com grande destaque; uma escultura de Aleijadinho, no alto, representando um profeta; e dois jogadores de capoeira, na parte de baixo. A associação desses elementos remete às múltiplas origens que compõem o povo brasileiro e sua identidade nacional, estando tais valores associados à miscigenação do povo, com matrizes indígenas (o índio), africanas (os capoeiristas) e européias (o profeta – símbolo da tradição cristã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 53 – Gabarito A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão compara o fim da escravidão no Brasil ao fim do Apartheid na África do Sul no sentido de que os dois processos deixaram marcas, heranças socioeconômicas em seus respectivos espaços. Nos dois casos não há mais legislação discriminatória. A representação política existe e pode ser exemplificada pela eleição de Mandela, após o apartheid, na África do Sul, e pelas ações afirmativas presentes no Brasil atual em relação a população que se define como afro-descendente. Ainda há formas discriminação cultural das minorias, mas a exclusão cultural, conforme aponta a alternativa C, não ocorre. Já a desigualdade de renda se manifesta claramente nos dois casos, com a presença de elites predominantemente brancas, de origem européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 54 – Gabarito A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado-Nação moderno nasce no contexto da revolução francesa onde o território deixa de pertencer diretamente ao monarca e passa a ser propriedade do povo, que através do princípio democrático escolhe seus dirigentes políticos. Alguns elementos são essenciais à formação do Estado-Nação moderno, dentre eles: o povo, a presença de um governo, um território delimitado por suas fronteiras e uma constituição. Outros elementos funcionam como símbolos nacionais, a exemplo do hino e da bandeira, não sendo, contudo, essenciais para a constituição do Estado-Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 55 – Gabarito D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesclando conteúdos de história e geografia, esta questão demanda a interpretação de um gráfico que retrata o grande crescimento no percentual de eleitores no Brasil entre 1930 e 2000. Este aumento é explicado pela inclusão do voto feminino e dos analfabetos no período em tela e tem, como conseqüência, a expansão da cidadania política. O pluripartidarismo não elevaria o número de eleitores, mas ampliaria as opções de escolha do eleitorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 56 – Gabarito A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gráfico, cuja interpretação era essencial para resolução da questão, reflete o crescimento do percentual da população economicamente ativa (PEA) francesa no setor terciário. A agricultura sofre queda desde o fim dos anos quarenta e a indústria cresce até os anos setenta, entrando em declínio daí em diante. Para a redução do percentual da população ocupada na agricultura, temos como causa o processo de modernização e mecanização das lavouras. Na indústria, o contexto industrial pós-fordista, surgido nos anos 1970, impõe uma forte redução da população ocupada devido a automação dos processos produtivos. A demanda da indústria passa a ser por uma mão-de-obra mais qualificada, habilitada a manipular os robôs inseridos nas linhas de montagem. Portanto, o processo retratado no gráfico é a terciarização da economia, justificada, dentre outras razões, pela reorganização do modelo industrial no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 57 – Gabarito D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas anamorfoses apresentadas na questão identifica-se que a produção de computadores no território americano é baixa, já as receitas provenientes do licenciamento pelo uso marcas e fabricação de produtos são muito altas. A razão para as baixas exportações é a presença de diversas deseconomias de aglomeração no território americano, podendo-se destacar a mão-de-obra cara e sindicalizada, o alto valor do solo urbano, os impostos elevados, entre outras desvantagens que elevam o custo de produção nos Estados Unidos. Áreas com custos mais baixos como China, Índia e Tigres Asiáticos, atraem estas fábricas, sabendo-se que estes espaços oferecem mão-de-obra qualificada e muito mais barata do que a americana, além de outras vantagens como os incentivos fiscais e a baixa sindicalização.. Já as receitas elevadas refletem o domínio americano do setor de tecnologia de ponta. Ou seja, as tecnologias patenteadas são desenvolvidas em laboratórios presentes em solo americano, mas as linhas de montagem apresentam-se em espaços com custos de produção menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 58 – Gabarito B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década de 1950 marca a explosão de um movimento migratório de massa no sentido Nordeste-Centro-Sul, conhecido como êxodo rural. Os quadros social e fundiário associados aos problemas climáticos explicam este movimento. A estrutura fundiária do Sertão é marcada pelo binômio latifúndio-minifúndio, sabendo-se que os latifúndios são mantidos sem produção, como reserva de valor, numa atividade especulativa. Já os minifúndios apresentam uma agricultura baseada em técnicas e ferramentas rudimentares, fazendo policulturas alimentares em caráter de subsistência. Esta injusta distribuição de terras somada à falta de proteção aos trabalhadores rurais, a exemplo dos empregados das lavouras de cana-de-açúcar da Zona da Mata Nordestina, e ao agravamento das condições de vida provocado pelas secas daquela década, leva à organização das ligas camponesas, que reivindicam leis trabalhistas para o campo e reforma agrária. Em 1957, durante o governo JK, foi criado o Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste (GTDN), que analisou os desequilíbrios regionais do Brasil e defendeu reformas na economia nordestina como a intensificação dos investimentos industriais, a reforma agrária na Zona da Mata, a modernização da agro-pecuária do Semi-árido, entre outras propostas. Como fruto do GTDN, nasce a SUDENE, em 1960, mas os parlamentares ligados aos interesses de manutenção do latifúndio reprimiram veementemente as ações do órgão, tirando-lhe a eficácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 59 – Gabarito C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise do gráfico desta questão impõe variantes complexas. Temos o percentual sobre o PIB entre 1901 e 2000 do Imposto sobre a renda (1); Imposto sobre produtos industrializados (2); Imposto de importação (3); e Imposto sobre operações financeiras (4).&lt;br /&gt;O imposto sobre a renda (1), que era a menor arrecadação até os anos 1930, cresce rapidamente, correspondendo à maior arrecadação atualmente. Isso se explica, não somente pelo aumento da taxação da renda da população, mas também pelo aumento da renda média nacional.&lt;br /&gt;O imposto sobre produção industrial (2) apresenta-se estável até os anos 1930, quando o modelo de substituição de importações, apoiado pelo governo, amplia a industrialização do país, elevando a arrecadação. Cabe ressaltar que o auge desse processo coincide com o milagre econômico da ditadura militar (1968-1973), havendo, posteriormente, profunda queda na produção industrial – reflexo da crise econômica e energética mundial – e que este momento de crise aumenta a taxação sobre a renda da população. É a década perdida.&lt;br /&gt;A arrecadação de impostos sobre a importação (3) é muito alta até 1914, pois, até este momento, o Brasil dependia muito da produção externa, não possuindo um parque industrial expressivo. Com o início da primeira guerra, cai a chegada de produtos europeus, já que os países exportadores estão diretamente envolvidos no esforço de guerra. Portanto, a arrecadação de receitas com esses impostos cai vertiginosamente. Durante a segunda guerra ocorre um processo semelhante e o modelo de substituição de importações começa surtir efeito. Nos anos 1990 as importações aumentaram bastante com a abertura de mercados promovida pelo governo Collor, mas a redução das barreiras alfandegárias mantém baixa a arrecadação de impostos de importação.&lt;br /&gt;Já a arrecadação de impostos sobre operações financeiras (4) é baixa apresentando estabilidade relativa ao tamanho do PIB durante todo o século. A economia cresce e cresce também o volume de impostos arrecadados, mas o percentual se mantém estável.&lt;br /&gt;Portanto, a partir dessa análise, podemos dizer que entre 1930 e 1970 houve aumento da riqueza gerada pela produção industrial, sendo uma das razões para tal crescimento o apoio governamental que estabelece o modelo de substituição de importações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 60 – Gabarito A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propaganda da Varig, publicada na revista Veja em 4 de julho de 1969 traz o slogan: “A Varig também está em ritmo de Brasil grande”, denotando a expansão da empresa e fazendo alusão ao milagre econômico em curso naquele momento da história do país. O anúncio traz, ainda detalhes das conexões nacionais e internacionais promovidas pela empresa. Vale lembrar que durante o milagre, o governo também teve os seus slogans como “Ninguém segura este país” ou o “Pra frente Brasil”, presente várias vezes na letra da música que saudava a seleção tricampeã na copa de 1970. E que neste momento, o governo realizava obras visando a integração nacional, como a construção das rodovias Transamazônica e Perimetral-norte, além da ampliação da infra-estrutura energética com hidrelétricas e investimentos no setor de petróleo. Portanto as idéias valorizadas tanto pelo anúncio quanto pelo governo brasileiro, na época, estão associadas à expansão econômica e à integração nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucesso pra todos! Um abraço solidário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-4558248474542756768?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/4558248474542756768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=4558248474542756768&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4558248474542756768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/4558248474542756768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2007/11/prova-da-uerj-2-exame-comentrios.html' title='PROVA DA UERJ - 2º EXAME - COMENTÁRIOS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3257780784314305463</id><published>2007-11-11T13:03:00.000-02:00</published><updated>2007-11-12T13:22:25.751-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vestibular'/><title type='text'>PROVA DA UERJ - 1º EXAME - COMENTÁRIOS</title><content type='html'>A prova de ciências humanas e suas tecnologias, do primeiro exame de qualificação do vestibular 2008, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), teve como eixo temático as questões relativas à circulação de pessoas, informações, mercadorias e capitais. Em dez, das dezessete questões, a idéia central esteve ligada a essa temática proposta pela prova. As outras questões fizeram apenas uma leve aproximação em relação a esse assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A UERJ repete a tendência de trazer, nas provas de ciências humanas dos exames de qualificação, mais questões de Geografia do que de História. Tal postura da Comissão de Vestibular da Universidade pode ser associada com a retirada da Geografia como disciplina específica para vários cursos de alguns grupos, dentre eles o curso de Direito, um dos mais concorridos na parte de “Humanas”, fazendo com que a disciplina perca importância nesse contexto. Como História permaneceu na maioria dos casos, esta disciplina perde o peso que possuía nas provas objetivas, deixando espaço para a Geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta prova, que analisamos hoje, dez questões tem conteúdos focados em Geografia, cinco questões apresentam caráter interdisciplinar, como é praxe no vestibular da UERJ, no entanto, todas essas se apresentam mais voltadas para Geografia do que para História, exceto a questão 51. A questão 60 divide-se, de forma mais igualitária, entre geografia e história e a questão 53 apresenta conteúdos focados em História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue uma análise pormenorizada de cada questão da prova.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://w2.inscricao.vestibular.uerj.br/vestibular/index.html"&gt;Baixe a prova aqui!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 44 - Gabarito letra A&lt;br /&gt;A resolução desta questão depende, de forma quase exclusiva, da interpretação dos mapas apresentados. O primeiro, que se refere ao grau de concentração de terra, mostra que os estados do eixo Nordeste-Amazônia apresentam maiores índices de concentração fundiária. O segundo, que ilustra o grau de modernização agrícola, mostra que os estados do eixo Centro-Sul apresentam maior modernização, refletindo um campo mais capitalizado. Como a questão pede a relação verificada entre os graus de concentração de terras e de modernização, a resposta mais adequada, extraída da leitura dos mapas, é a que aponta os estados do Maranhão e Piauí apresentando relação inversa, ou seja, alta concentração fundiária e baixa modernização do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 45 – gabarito letra D&lt;br /&gt;Esta questão, de caráter interdisciplinar, foca a análise da Geopolítica Mundial, especialmente no que se refere à Nova Ordem Mundial instaurada no mundo contemporâneo. As características dessa Nova Ordem opõem-se à análise de Samuel Huntington que via o “Choque de Civilizações” como reflexo de uma bipolaridade cultural representada pelo Ocidente e pelo mundo islâmico, onde não houve separação entre religião e política. A Nova Ordem é caracterizada pela Multipolaridade Econômica, tendo em vista a presença de blocos que disputam pelos mercados mundiais em igualdade com a América Anglo-Saxônica, dentre eles a União Européia e a Bacia do Pacífico, que inclui Japão, China e Tigres Asiáticos. É marcada pela unipolaridade militar, observando-se a larga supremacia bélica dos Estados Unidos, sem opositores à altura para um embate direto. E é marcada, também, pela multiplicação dos conflitos regionais. No contexto da guerra fria, esses conflitos, em sua maioria, estavam associados à bipolaridade que rivalizava Capitalismo e Socialismo. Atualmente, com a ausência dessa bipolaridade, percebe-se o recrudescimento dos nacionalismos, que impõem conflitos de ordem separatista como os que marcaram a Bósnia e o Kosovo, e disputas como as que marcam a questão dos Curdos, dos Tibetanos e dos Palestinos, entre outros povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 46 – Gabarito letra C&lt;br /&gt;Esta questão, focada em geografia, aborda a temática da circulação de informações. A UERJ, que já tinha abordado a televisão como um instrumento de difusão de modelos culturais, no primeiro exame de 2006, destaca, agora, o fato de que o acesso amplo aos aparelhos de TV, presentes mesmo nas residências de famílias com baixa renda, populariza os programas transmitidos, que atingem audiência de milhões de espectadores. Um dos efeitos dessa difusão é a massificação dos hábitos de consumo, já que a cultura de consumo é um dos modelos difundidos pelos meios de comunicação televisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 47 – Gabarito letra B&lt;br /&gt;Focada em geografia, esta questão aborda a temática de circulação de pessoas, especialmente no que se refere ao conceito de urbanização, e depende, essencialmente, da interpretação da tabela apresentada pela questão. Relacionando riqueza e urbanização, a tabela mostra que as dez cidades mais populosas apresentam-se, majoritariamente, em países semiperiféricos, embora algumas das mais populosas estejam em países centrais, caso de cidades como Tóquio, Nova Iorque, Los Angeles e Osaka. Mostra, também, que as dez cidades mais ricas estão, todas, nos países centrais. Ou seja, “a concentração de riqueza não apresenta relação direta com a população absoluta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 48 – Gabarito letra C&lt;br /&gt;Esta questão aborda a temática de circulação de capitais, sendo focada em geografia, e depende, essencialmente da análise dos mapas apresentados. O mapa da esquerda mostra que os maiores índices de renda nas zonas urbanas estão no litoral Sudeste. O mapa da direita mostra que as maiores disparidades entre renda urbana e rural estão na mesma região. Desta leitura dos mapas depreende-se que “as áreas mais ricas apresentam maiores disparidades sociais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 49 – Gabarito letra A&lt;br /&gt;Abordando a temática de circulação de pessoas, especialmente no que se refere aos movimentos migratórios direcionados ao Brasil, esta questão, de caráter interdisciplinar, impõe a análise de um gráfico referente à distribuição das populações declaradas Negras, Brancas, Pardas e Outros, pelas regiões do país. Tendo em vista a grande entrada de imigrantes europeus no processo de colonização do Sul do Brasil, durante os séculos XIX e XX, o contingente de brancos nesta região é elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 50 – Gabarito letra C&lt;br /&gt;Esta questão foca as principais reformas urbanas promovidas na cidade do Rio de Janeiro, em particular em sua área central, em boa parte do século XX. Essas reformas têm como conseqüência comum a ampliação das vias de circulação urbana, a exemplo da construção das avenidas Beira-Mar, Atlântica e Central (atual Rio Branco), na gestão de Pereira Passos, que também promoveu o alargamento das ruas do Catete, Prainha, Marechal Floriano, Uruguaiana, Carioca, Sete de Setembro e Camerino. A demolição do Morro do Castelo é parte das obras do Prefeito Carlos Sampaio. A gestão de Henrique Dodsworth tem como uma de suas marcas a abertura da avenida Presidente Vargas além do arruamento dos arredores do Aeroporto Santos Dumont e da urbanização de alguns bairros do subúrbio como Ramos.  Carlos Lacerda, como governador do Estado da Guanabara, foi responsável pela construção de boa parte do aterro do Flamengo, do túnel Santa Bárbara e por parte do túnel Rebouças, inaugurado na gestão de Negrão de Lima, seu sucessor. Nesse contexto, a questão contempla a temática da circulação de pessoas e mercadorias na cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 51 – Gabarito Letra D&lt;br /&gt;Essa questão de caráter interdisciplinar coloca a formação cultural de uma sociedade como um elemento fundamental para a violência. A questão não exclui a argumentação que aponta a pobreza como causa para a violência. No entanto, ressalta, diante da comparação da realidade apresentada no texto com a realidade brasileira, que o argumento da pobreza é “insuficiente” para explicar a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 52 – Gabarito letra A&lt;br /&gt;Apresentando-se focada na temática da circulação de pessoas, a resolução dessa questão, de caráter interdisciplinar, depende da interpretação do gráfico apresentado, em associação com os conhecimentos do aluno. Fazendo a leitura do gráfico, percebe-se que boa parte dos imigrantes presentes nos países europeus têm origem em paises onde houve uma relação de colonização no contexto do imperialismo. Como exemplos temos a presença de Argelinos e Marroquinos na França, e de Indianos, Paquistaneses e Sul-africanos, no Reino Unido. Outras presenças estão associadas à proximidade como no caso entre Grécia e Albânia, Suíça e Itália, e Espanha e Marrocos, considerando-se disparidades sócio-econômicas entre tais áreas. E as justificativas para os fluxos em direção à Alemanha estão associadas ao desenvolvimento econômico do país e ao grande número de empregos industriais ainda existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 53 – Gabarito letra A&lt;br /&gt;Questão focada em história, retratando uma conseqüência da entrada do Brasil no grupo de aliados, que é a aproximação com os Estados Unidos, que assumiram a liderança contra o Eixo, durante a segunda guerra. Cabe ressaltar que o governo Vargas nos idos de 1942 criava indústrias estatais como a CSN e a Vale do Rio Doce, o que elimina a alternativa D; adotava medidas protecionistas, o que elimina a alternativa B; e tinha forte caráter nacionalista, incompatível com a alternativa C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 54 – Gabarito letra C&lt;br /&gt;Ligada à temática ambiental, essa questão deveria ser resolvida a partir da interpretação do mapa apresentado. Todos os dados em destaque no mapa referem-se à hidrosfera, seja no que tange ao fluxo, alimentação e recarga dos rios, dos aqüíferos, ou no que tange à redução da umidade do solo, perspectiva apontada para parte da Amazônia Brasileira. Destacando regiões como a América do Sul, África, Ásia e Sul da Europa, o mapa sugere a interpretação de que as principais áreas afetadas serão os países mais pobres, e que o principal problema será a escassez de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 55 – Gabarito letra B&lt;br /&gt;Algumas transformações processadas nos setores secundário e terciário estão retratadas nessa questão, que aborda a circulação de capitais, dentro da temática proposta pela prova. Uma das faces modernas do processo de globalização refere-se à padronização do consumo, a partir da difusão de modelos culturais. A expansão das empresas transnacionais, identificada como causa histórica para tal padronização, reflete o processo de globalização da produção, onde empresas de determinados paises espalham suas atividades por todo o espaço mundial, conquistando os mercados apoiados por estratégias de marketing que se adaptam ao universo cultural local. Na Índia, por exemplo, a Rede McDonalds vende hambúrgueres com carne de carneiro, pois as vacas são consideradas sagradas. Lá, eles também mantêm um cardápio vegetariano voltado para religiosos hindus ortodoxos. Carne de pato e queijo roquefort fazem parte do cardápio nas lanchonetes da rede na França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 56 – Gabarito letra D.&lt;br /&gt;A questão, baseada na interpretação da “tirinha”, aborda o crescimento populacional como um problema grave do mundo atual. Podemos extrair da ilustração a idéia de que o crescimento vegetativo elevado, típico dos países pobres, no contexto atual, conduzirá o planeta à exaustão dos seus recursos. Dentre as alternativas, a mais adequada é a D, que a ponta a teoria Neomalthusiana. A questão, em si, caminha para indicar a teoria Ecomalthusiana, oriunda do Clube de Roma (1968) e exposta na conferência de Estocolmo (1972), já que ela faz, exatamente a relação entre crescimento populacional e desgaste dos recursos naturais. No entanto, na ausência desta alternativa, e com a incoerência das outras opções, a resposta possível é a letra D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 57 – Gabarito letra C&lt;br /&gt;Essa questão, que faz alusão ao processo de circulação de mercadorias e de capital, exige a interpretação de um gráfico que demonstra o crescimento do consumo de equipamentos domésticos (Automóveis, Televisão, Geladeira e Lava-roupa), apontando, portanto, mudanças no padrão de consumo de países desenvolvidos entre 1950 e 1990. O modelo produtivo é o Fordismo com produção em massa. A lógica de transferência, aos trabalhadores, de ganho de produtividade visava, não só estimular o trabalhador a produzir mais e melhor, como visava, principalmente, fazer com que o trabalhador comprasse o produto da empresa. Com esse mecanismo as empresas absorviam novamente parte do capital investido na remuneração da mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 58 – Gabarito letra B&lt;br /&gt;Através da difusão do Jazz, música tradicional americana, a questão insere uma análise sobre o processo de globalização cultural cujas bases estão fundamentadas numa “rede de influências culturais recíprocas, facilitada pelo desenvolvimento mundial das telecomunicações”. Nesse contexto, a questão tem como temática a circulação de informação. Cabe salientar que os aparatos de difusão cultural estão muito melhor estruturados nos países centrais, o que lhes concede posição favorável diante do processo de globalização cultural. No entanto, a reciprocidade não impõe ao processo contribuições de mesmo peso, fazendo com que a alternativa seja verdadeira. Na alternativa A, o uso da expressão “formação de uma cultura homogênea” soa radical, tornando, a questão, falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 59 – Gabarito letra D&lt;br /&gt;Essa questão, de caráter interdisciplinar, opõe dois modelos de Estado. O primeiro, de caráter interventor, busca a construção do Bem-estar Social, típico do Keynesianismo. O segundo, não-interventor, sustenta-se em bases liberais na nova ordem mundial, constituindo o Neoliberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 60 – Gabarito letra B&lt;br /&gt;Integração nacional e ampliação da rede rodoviária são respostas possíveis no que se refere a estratégias governamentais da ditadura militar no Brasil (1964/1985). Estes mesmos aspectos foram abordados pela UERJ em seu segundo exame de qualificação do ano de 2003. A referência à “Transa Amazônica” no cartaz, deixa clara a questão da rodovia. No entanto, a modernização urbana não pode ser considerada efeito socioeconômico desse processo. A aculturação da população local pode ser um reflexo desse processo já que, na imagem, vê-se a mulher, de raízes indígenas, utilizando vestimentas que fazem menção à Coca-Cola, tipo de refrigerante produzido por uma transnacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, galera! Está só começando o vestibular!&lt;br /&gt;Sucesso e um abraço solidário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3257780784314305463?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3257780784314305463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3257780784314305463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3257780784314305463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3257780784314305463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2007/11/prova-da-uerj-comentrios.html' title='PROVA DA UERJ - 1º EXAME - COMENTÁRIOS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3835552980259413520</id><published>2007-11-04T02:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T03:30:37.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Investimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Centro-Oeste'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>NOVOS INVESTIMENTOS EM GOIÁS</title><content type='html'>Texto publicado originalmente em &lt;a href="http://geografiassuburbanas.blogspot.com"&gt;Geografias Suburbanas&lt;/a&gt; no dia 06/04/2007, às 05:30 AM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.....................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter de sertão, lugar distante, fim do mundo, sempre marcou os espaços do interior do Brasil. Juscelino Kubitschek foi aclamado como louco ao decidir construir a cidade de Brasília no território do estado de Goiás. O que poucos sabem é que tal decisão já tinha sido tomada muito antes da campanha eleitoral de Nonô para presidência, em 1955. A construção da nova capital constava na lei brasileira desde a primeira constituição republicana promulgada em 1891. Nela já se dizia que a capital deveria ser construída no estado de Goiás. Além disso, a mudança da capital já tinha sido sugerida por José Bonifácio, em 1821, preocupado com a segurança da família real, que morava nas margens da Baía de Guanabara, um alvo fácil pra qualquer invasor que ultrapassasse a barreira das fortalezas de São João e Santa Cruz, nos extremos da Baía .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Nonô fez foi bater o martelo e prometer a construção da capital em Goiás, como mandava a lei. Ganhou muitos votos com isso já que o povo de Goiás e dos estados próximos viu nessa obra, de magnitude incomparável, uma bela oportunidade de empregos e dinamização econômica. E cumpriu-se a promessa apesar do endividamento que a grande empreitada gerou para os cofres públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o estado de Goiás tem sido alvo de investimentos importantes quem vêm gerando empregos e diversificando o panorama econômico local e regional. Os setores automobilístico, farmacêutico, energético, alimentício, de insumos agrícolas e de turismo, devem gerar um total de investimentos que pode passar de R$ 4 bilhões nos próximos dois anos, vindos em menor parte dos cofres públicos e, em sua maioria, de aplicações privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área automobilística, os investimentos estão sendo feitos pela Brasileira CAOA em conjunto com a Hyundai. Juntas elas instalaram uma montadora em Anápolis, inaugurada no início de 2007, promovendo um investimento de aproximadamente R$ 600 milhões. A fábrica é da brasileira CAOA que montará os produtos Hyundai, com absorção de tecnologia, e pagará royalties à indústria sul-coreana. Ainda nesse setor, a japonesa Mitsubishi está investindo R$ 180 milhões na fábrica que já possui na cidade de Catalão, no Sul do estado, na fronteira com São Paulo e Minas Gerais. Esta mesma cidade já possui uma montadora da John Deere e apresenta um PIB per capita de mais de R$ 20 mil, segundo os dados do IBGE, produzidos em 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor farmacêutico o estado de Goiás tem merecido forte destaque. O Eixo Anápolis-Goiânia possui um pólo farmacêutico com pelo menos 23 empresas das quais a maioria é especializada na produção de genéricos. Desenvolvido com uma forte política de incentivos fiscais, esse pólo já é o terceiro maior do país, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. A possibilidade de explorar a produção de genéricos de pílulas anticoncepcionais e o vencimento de patentes de alguns medicamentos cria a viabilidade de participação em um filão do mercado que movimenta algo próximo a R$ 1,4 bilhão por ano, o que deve gerar investimentos de R$ 300 milhões no pólo farmacêutico goiano. Os estudantes do curso de farmácia devem encontrar empregos aos montes e com bons salários por lá. Na área de produção de remédios para animais, a empresa argentina Biogenesis vai investir R$ 10 milhões no Distrito Agro-Industrial de Anápolis (Daia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor de insumos agrícolas o grande destaque é o investimento que está sendo projetado pela Copebrás, empresa sediada em Cubatão/SP, mas que possui duas unidades no estado de Goiás, uma no município de Ouvidor e outra no município de Catalão. A unidade de Catalão, fruto de um investimento de R$ 140 milhões, será aumentada e produzirá uma quantidade bem maior de fosfatos e sulfatos do que vem produzindo ultimamente. A produção dos fertilizantes agrícolas praticamente irá dobrar. O investimento na ampliação pode chegar a R$ 180 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No setor alimentício, a Perdigão, que já estava instalada a um custo de R$ 700 milhões em Rio Verde, sul do estado, pretende promover uma ampliação de suas instalações através de um investimento que deve ultrapassar a casa dos R$ 500 milhões. Com receita líquida de R$ 5,15 bilhões em 2005, a corporação de origem catarinense foi a primeira empresa brasileira de alimentos a lançar ações na bolsa de Nova York, em 2001, e em 2006 adquiriu 51% das ações da Batávia S.A., entrando no mercado de lácteos. A cidade de Rio Verde merece destaque quando se trata da expansão do agronegócio no cerrado brasileiro, já que lá se planta arroz, soja, milho, algodão, sorgo, feijão e girassol, além da criação de bovinos, suínos e da criação avícola, pela qual a Perdigão é responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O turismo também é uma atividade que vem crescendo no estado, especialmente no que se refere a modalidade de ecoturismo no desfrute das águas termais. A proliferação de Resorts dinamiza o setor no estado. A Atlantica Hotels International, que administra as marcas das redes americanas Choice, Starwood e Carlson, está inaugurando cinco hotéis no Brasil, sendo que dois são em Caldas Novas, um em Rio Verde e um em Goiânia, totalizando R$ 84 milhões investidos em Goiás. Na cidade de Rio Quente, a Rio Quente Resort, que constitui o maior complexo hoteleiro e aquático do país, enfrentará essa concorrência de Caldas Novas ampliando seu complexo turístico através de um investimento da ordem de R$ 69 milhões. Rio Quente e Caldas Novas recebem a metade dos quase cinco milhões de turistas que visitam o estado todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, completando esse quadro sintético dos investimentos em Goiás, na área energética, até o fim de 2007, estão prometidas sete novas geradoras elétricas para o estado. O custo deve chegar a R$ 1,5 bilhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos fazer uma análise geoeconômica crítica desses números. Depois da última crise financeira que se estabeleceu no Brasil, em 1999, a quantidade e a diversificação dos investimentos realizados no país vêm crescendo vigorosamente. A segurança econômica está provocando uma queda vertiginosa no índice conhecido como “Risco-País”, que na época da disputa eleitoral entre Lula e Serra, havia atingido o teto histórico acima de 2000 pontos. O Brasil só ganhava da Argentina, mergulhada em profunda crise financeira, e do Afeganistão, em guerra contra os Estados Unidos. Uma observação: A Argentina perdia para o Afeganistão. Nesse início de abril de 2007, o índice atingiu o seu piso histórico, chegando à casa de 165 pontos, algo considerado baixo pelos especialistas. Com toda essa segurança, estabelecida através de uma política econômica bastante conservadora, os investimentos vão chegando ao Brasil, apesar da forte carga tributária mantida pela nossa política fiscal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado de Goiás desponta entre os que mais cresceram nos últimos anos, ao lado da Bahia e do Espírito Santo. Todos esses investimentos são baseados numa agressiva política de incentivos fiscais. Vários tributos municipais e estaduais são eliminados com o objetivo de atrair esses vultuosos investimentos. A contrapartida política com a geração de empregos, mesmo que eles sejam poucos, é muito forte, por isso prefeitos e governadores não medem esforços para abraçar essa guerra fiscal, na disputa pela atração das empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo federal, que se recusa a participar dessa guerra, eliminou a lei de incentivos fiscais federais retomando a cobrança dos impostos federais. Apenas a Zona Franca de Manaus foi preservada dessa retomada e, por isso, volta a dar sinais de fôlego, atraindo indústrias, o que não acontecia desde o governo Sarney, criador da lei de incentivos fiscais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa guerra fiscal é o que o geógrafo Milton Santos chamava de “A Guerra dos Lugares”. As cidades (os lugares) buscam oferecer o maior número de vantagens comparativas para atrair indústrias, ainda que isso signifique que as grandes corporações podem escolher segundo seus critérios (maior lucro possível – é claro) quais espaços irão ocupar e, obviamente, explorar. Goiás topou essa exploração em favor do crescimento econômico e partiu, com muito vigor, pra essa guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até agora, está ganhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço solidário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3835552980259413520?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3835552980259413520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3835552980259413520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3835552980259413520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3835552980259413520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2007/11/novos-investimentos-em-gois.html' title='NOVOS INVESTIMENTOS EM GOIÁS'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-5503922030660936898</id><published>2007-11-02T23:21:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T03:24:27.824-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nordeste'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Investimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>A POLÊMICA TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO</title><content type='html'>Texto publicado originalmente em &lt;a href="http://geografiassuburbanas.blogspot.com"&gt;Geografias Suburbanas&lt;/a&gt; no dia 01/04/2007, às 2:20 PM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciando a série de textos sobre o Brasil contemporâneo, trago esse texto sobre a Transposição das águas do Rio São Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das obras mais polêmicas e caras iniciadas pelo governo Lula, em seu primeiro mandato, é a de transposição de águas do rio São Francisco. O fato de ser caro explica-se pelo orçamento que, inicialmente, foi projetado em R$ 1,5 bilhão, mas que já se sabe que deve custar, pelo menos, R$ 4,5 bilhões, o que a transforma, sem dúvida, na maior obra iniciada no primeiro governo. Já a questão da polêmica, para ser compreendida, merece uma explanação mais detalhada, que exponha os principais argumentos de quem é contra e de quem é a favor da realização do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de entrarmos na polêmica, vamos esclarecer ao leitor em que consiste a obra de transposição das águas do Velho Chico. O projeto pretende transformar rios temporários do semi-árido em rios permanentes. No semi-árido onde os rios são submetidos ao regime pluvial de alimentação, as baixas precipitações limitam a quantidade de água que chega ao leito dos rios. Nos períodos mais secos a falta de chuva faz os rios desaparecerem, o que os caracteriza como temporários. Com a transposição o regime de alimentação desses rios passaria a receber a contribuição das águas tiradas do São Francisco fazendo com que eles se tornem rios permanentes, ou seja, teriam fluxo de água durante o ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com rios permanentes no semi-árido muitos benefícios podem ser produzidos. E o principal deles é o aumento da disponibilidade de água para o abastecimento humano. O Geógrafo e professor da USP Jurandyr L. Sanches Ross estima que 12 milhões de sertanejos devem ser favorecidos por esse benefício, nos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator positivo importante está na possibilidade de uso agrícola das águas transpostas. O solo do semi-árido é fértil. Só precisa de mais água. A região do vale do São Francisco ensina isso hoje ao Brasil. Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), cidades vizinhas, separadas pelo rio, são exemplos claros de que é possível fazer uma agricultura com altíssimo padrão de qualidade em clima seco. Aliás, uma historinha... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz muito tempo, depois do carnaval, tomei um vinho pernambucano do vale do Velho Chico, chamado Rio Sol. Escrevo o nome do vinho, não pra fazer propaganda, mas porque achei genial. Ganhei de presente de um amigo vindo do Sul. Nunca vi uma garrafa desse vinho nas prateleiras daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio e o Sol são os dois elementos que permitem a produção, de uvas e frutas em geral, com alta qualidade na região. O rio para irrigação, claro. E o Sol para que se possa controlar essa irrigação. Com pouca chuva, o homem controla através de técnicas, toda a absorção de água pelos vegetais, gerando um padrão de qualidade elevadíssimo. Pode-se fazer uma técnica chamada ‘stress hídrico’ onde os agrônomos interrompem a irrigação. O vegetal, ao ‘perceber’ a redução da presença de água, inicia uma tarefa de armazenamento de energia na forma de glicose nos frutos. Ou seja, com stress hídrico, produzem-se frutos doces, muito doces. Uma beleza. Na Califórnia isso também é feito há anos. Porém nós, no Nordeste, temos mais Sol do que eles. Questão de posição latitudinal. Estamos mais próximos à linha do Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fruticultura realizada por lá é feita em pequenas e médias propriedades, quase todas de caráter familiar e que estão organizadas em cooperativas para a exportação da produção. O aeroporto internacional de Petrolina faz pelo menos dois vôos por semana para a Europa, carregados de frutas do vale do Velho Chico. A transposição possibilitaria a expansão desse negócio pelo semi-árido e também a produção voltada para o Biodiesel, gerando mais empregos, renda, energia mais limpa e desenvolvimento regional. Sem contar que isso reduzirá a dependência política da população local em relação aos coronéis e ao assistencialismo que vem gerando fortes dividendos políticos há séculos na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, apesar dos enormes benefícios sociais e econômicos que podem ser produzidos pelo projeto, existem problemas que devem ser considerados devido à sua grande relevância. Numa análise superficial, já se consegue perceber que se tirarmos água do São Francisco para colocar em outros rios, o fluxo do Velho Chico será reduzido. A grande questão é: até que ponto poderemos tirar água do rio sem prejudicá-lo? Qualquer intervenção será sentida pelo rio e terá reflexos mais ou menos intensos dependendo da quantidade de água retirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Silvia de Faria Pereira e Carvalho, geógrafa e professora do Centro Pedagógico da UFMG, a vazão média do São Francisco é próxima a 1.860 m3/s e o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF) fixou o valor de 1.500 m3/s que devem chegar ao oceano. Como se vê, sobram 360m3/s para residências, indústrias, agricultura e rebanhos. E o projeto pretende transpor 127m3/s para as bacias dos rios Jaguaribe, Apodi, Piranhas e Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessa questão, é preciso destacar que o projeto em seu Eixo Leste (Paraíba) e Eixo Norte (Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte) corta, em muitos casos, vários latifúndios do Sertão, o que pode gerar uma violenta especulação imobiliária nas terras sertanejas. Beneficiará, também, as grande empresas agrícolas da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por fim, com a redução da quantidade de águas no São Francisco, tem-se a redução da capacidade energética do rio, das cheias que possibilitam agricultura nas margens e haverá redução no nível da pesca, que é uma atividade que sustenta boa parte da população ribeirinha da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto é espinhoso. São argumentos fortes, tanto a favor quanto contra a realização do projeto. E você, qual a sua opinião? Registre aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço solidário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Discutindo Geografia – ano 2 – nº 10.&lt;br /&gt;Estadão Negócios – Novo Mapa do Brasil – Maio 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-5503922030660936898?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/5503922030660936898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=5503922030660936898&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5503922030660936898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/5503922030660936898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2007/11/polmica-transposio-do-velho-chico.html' title='A POLÊMICA TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-202620040716719126.post-3758476454084249292</id><published>2007-11-02T01:17:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T21:02:02.848-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino de Geografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geografia Física'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>SOBRE O ENSINO DE GEOGRAFIA FÍSICA</title><content type='html'>Adaptado do original publicado em &lt;a href="http://geografiassuburbanas.blogspot.com"&gt;Geografias Suburbanas&lt;/a&gt; no dia 20/12/2006, às 12:26 AM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando desde 2003 com o ensino da Geografia, percebi que os alunos, de acordo com a sua faixa etária, apresentam interesse e disposição diferentes para lidar com a Geografia Física. Ao abordar este tema nas turmas de ensino fundamental, fica claro que é com entusiasmo que os alunos recebem as informações que sistematizamos para passarmos a eles. Tudo parece novo, mágico, instigante e somos bombardeados com dezenas de perguntas e curiosidades que os nossos alunos anseiam por esclarecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o mesmo recorte temático encontra receptividade bem diferente se o grupo a trabalhar pertence a turmas do ensino médio. Nas turmas de pré-vestibular, trabalho este assunto nas primeiras semanas do ano, quando o ânimo e a disposição deles é grande. Se estas fossem as últimas aulas do calendário, quando o cansaço daqueles que se dedicaram é nítido, provavelmente, as turmas seriam formadas apenas por alguns desavisados que foram pra aula sem notar previamente qual era o tema da semana. Surge, então, o questionamento: o que será que provoca esta transformação radical na visão dos alunos sobre a geografia física?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando a questão em busca de uma resposta entendo que este eixo temático, em comparação com os outros eixos abarcados pela ciência geográfica, parece ser aquele que possui a maior quantidade de explicações mecânicas, onde a dinâmica da natureza e seus princípios físico-químicos exercem predomínio. Processos como abalos sísmicos, subducção e o mecanismo de aquecimento da atmosfera exigem ao professor uma grande aproximação com a linguagem das ciências da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que os pequenos pré-adolescentes do ensino fundamental, portadores de visão ainda bastante maniqueísta, buscam ansiosamente pela verdade absoluta, pelo que é certo e pelo que é definitivamente errado. Entendem que a ciência é a única capaz de fornecer-lhes esta verdade. Quando, então, nos apropriamos da linguagem científica para explicar os fenômenos fisiográficos, o professor transforma-se numa poderosa referência e eles desandam a perguntar tudo o que lhes vêm à mente. Geralmente a pergunta começa com um "é verdade que...", e assim vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os jovens do ensino médio parecem muito mais interessados em tramas e fatos do jogo político internacional. Guerras, informações especiais sobre guerra fria e espionagem industrial soam como música para seus ouvidos. Já a mecânica da geografia física soa como um ruído irritante. Acredito, neste caso, que a busca pelo amadurecimento intelectual, a possibilidade de ter recursos para discutir questões polêmicas, construir uma visão mais ampla do mundo e uma opinião política, podem ser agentes determinantes nesta transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2006, o uso de ferramentas tecnológicas no ensino de geografia física abriu uma outra perspectiva em minha experiência profissional. Percebi que com a tecnologia é possível provocar nos estudantes um novo encantamento com a dinâmica da natureza. A própria geografia física evoluiu muito a partir dessas novas tecnologias e acredito que esta pode ser uma solução para enfrentar a aversão claramente manifestada pelos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, gosto é algo que não se discute. E você, leitor? Gosta de Geografia Física ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço solidário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/202620040716719126-3758476454084249292?l=conceitosetemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/feeds/3758476454084249292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=202620040716719126&amp;postID=3758476454084249292&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3758476454084249292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/202620040716719126/posts/default/3758476454084249292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conceitosetemas.blogspot.com/2007/11/texto-publicado-originalmente-em.html' title='SOBRE O ENSINO DE GEOGRAFIA FÍSICA'/><author><name>Diego Moreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://2.bp.blogspot.com/_D6_UlKidjlE/SK7jmWa0ZPI/AAAAAAAAAVI/R3w4X5c7l5w/S220/Diego+Moreira.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
